sábado, 31 de maio de 2025

Edição nº 770

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 770 – 1 de junho de 2025

 

Domingo depois da Ascensão
Solenidade da Ascenção do Senhor
branco – 2ª classe.

 

A festa da Ascensão, diz S. Bernardo, «é a consumação, a coroa das outras solenidades e o termo glorioso da jornada terrestre do Filho de Deus».

Durante quarenta dias, permanecera Jesus no mundo, para fortalecer os seus discípulos na fé e os preparar para a vinda do Espírito Santo. Mas soou enfim a hora de se despedir daqueles que tanto amava. Ainda que de despedida, essa hora era contudo de grande alegria para o Mestre e os seus discípulos, e para a humanidade inteira. Alegria porque Jesus triunfou. Terminaram as humilhações, os sofrimentos. A coroa de espinhos e opróbrios se converte em coroa de honra, a Cruz ignominiosa, em trono de glória. Alegremo–nos porque o Salvador subiu ao céu para ali preparar–nos um lugar. Porque junto do trono de seu Pai, Jesus continua a interceder por nós e a cumprir a sua missão de Mediador entre Deus e os homens. Alegremo–nos ainda porque a sua subida é o penhor da descida do Espírito Santo.  «Se eu não for, o Espírito Santo não virá a vós». Alegremo–nos, finalmente, porque este mesmo Jesus que hoje se esconde aos nossos olhares, descerá um dia, em toda a sua Majestade e todo o seu poder, para julgar os vivos e os mortos, e então os nossos olhos contemplarão extasiados sua santa Humanidade, sem o receio, para sempre afastado, de uma nova separação.

Enquanto a Epístola e o Evangelho narram sucintamente o fato histórico, ouvimos nos Cânticos perpassar estas melodias de júbilo. Cremos firmemente que o Nosso Redentor subiu ao céu e nesta convicção Lhe dirigimos uma súplica, para que também nós tenhamos em espírito a nossa morada no céu (Oração).


«homens da Galileia por que estais olhando para o céu?» Ep.

sábado, 24 de maio de 2025

Edição nº 769

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 769 – 25 de maio de 2025

 

 5º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

«Eu saí do Pai, e vim ao mundo; deixo outra vez o mundo, e vou ao Pai».

Nestas linhas está sintetizado o pensamento principal da santa Missa de hoje. Os textos, ao mesmo tempo que nos lembram as alegrias pascais, nos prenunciam o próximo desaparecimento do Salvador. Enquanto a Epístola nos fala do Cristianismo prático, o Evangelho, aludindo à próxima Ascensão de Jesus Cristo, nos ensina como podemos e devemos confiar-Lhe os nossos cuidados e as nossas preocupações, antes de Jesus nos deixar e ir para junto de seu Pai. Estejamos certos de que seremos atendidos, porque se amamos o Filho, também o Pai nos ama.


«Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.» Ev.

sábado, 17 de maio de 2025

Edição nº 768

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 768 – 18 de maio de 2025

 

 4º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

A Missa de hoje nos mostra o nexo íntimo que há entre o desaparecimento de Jesus e a descida do Divino Espírito Santo, e nos esclarece de um modo particular sobre a missão do Divino Espírito Santo, que é tríplice: no mundo, na Igreja e nas almas.  Ao mundo cumpre conhecer o seu pecado, a justeza da causa da Igreja e o juízo iminente. Na Igreja o Divino Espírito Santo continuará a Missão de Jesus Cristo, conservando-a infalível depositária de sua doutrina. Na alma, Ele continuará a iluminá-la e a conduzi-la sempre mais e mais, para a verdade e para a luz. Ele vos ensinará toda a verdade (Evangelho). Empenhemo-nos desde já em preparar a nossa alma para a tornar digna de receber a luz da verdade.

 

 

«porque se eu não for, não virá a vós o Consolador.» Ev.

sábado, 10 de maio de 2025

Edição nº 767

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 767 – 11 de maio de 2025

 

 3º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

O Domingo da Ressurreição e os dois imediatos são completamente dominados pelo pensamento da Ressurreição. Os domingos seguintes nos preparam para a despedida: a Ascensão de Nosso Senhor e a Missão do Divino Espírito Santo. Fala-nos o domingo de hoje da despedida de Jesus deste mundo, e assim nos lembra que também somos estrangeiros e viajantes.  S. Pedro nos delineia o modo de proceder de Cristo no mundo: obediência à autoridade, cumprimento dos deveres de estado (Epístola). Na Oração, imploramos força para não errar no caminho, para que sejamos dignos do nome de Cristãos, isto é, cidadãos do céu. O Evangelho afirma que, querendo andar como Cristãos, teremos que sofrer e chorar enquanto o mundo se alegra. A nossa tristeza será breve, no entanto, e mudada será em alegria que ninguém nos há de tirar.

 


«Ainda um pouco de tempo, e já não me vereis.» Ev.

sábado, 3 de maio de 2025

Edição nº 766

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 766 – 4 de maio de 2025

 

 2º Domingo depois da Páscoa
Domingo do Bom Pastor
branco – 2ª classe.

 

Tão perto da Páscoa, este domingo é como que uma síntese de tudo quanto de bom, de belo e de consolador há neste Tempo. Visão suavíssima! Jesus, o Bom Pastor, no meio de suas ovelhas, pelas quais havia dado a sua vida! Os primeiros Cristãos gostavam de demorar-se nesta contemplação, como provam os desenhos nas catacumbas de Roma.  Confiantes, nós nos aproximamos hoje da Igreja. É o Bom Pastor mesmo quem nos recebe e nos fala (Evangelho). Lembrando-nos de tudo que fez por nós, cantamos jubilosos no Intróito: Da misericórdia do Senhor está cheia a terra.  S. Pedro, que em si próprio experimentou todo o amor misericordioso do Pastor, mostra-nos na Epistola a extensão e as finezas desse amor.  E assim esclarecidos, temos a certeza de que o Bom Pastor nos conhece, isto é, que nos vem instruir, fortalecer e iluminar no santo Sacrifício da Missa (Communio).


 

 

«Ego sum Pastor Bonus!» Ev.