sábado, 29 de março de 2025

Edição nº 761

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 761 – 30 de março de 2025

 

4º Domingo da Quaresma

Domingo Lætáre
róseo ou roxo – 1ª classe

 

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o «dia das rosas». Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão. Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela igreja da «Santa Cruz em Jerusalém». Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Intróito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communio). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a bondade de Deus (Ofertório).

  


«mas que é isto para tanta gente?» Ev.

sábado, 22 de março de 2025

Edição nº 760

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 760 – 23 de março de 2025

 

3º Domingo da Quaresma
roxo – 1ª classe

 

Sete vezes eram os catecúmenos submetidos outrora a exames sobre os conhecimentos que tinham da doutrina e sobre a sua conduta moral. Com o dia de hoje, começava a primeira semana destes «escrutínios», feitos ordinariamente às quartas-feiras e aos sábados. Na mesma ocasião eram-lhes feitas salutares admoestações, rezando-se sobre eles os exorcismos para expulsar o demônio (Evangelho).

Hoje os catecúmenos são apresentados a S. Lourenço, seu padroeiro. Com eles, também nós nos preparamos para receber uma vida nova. Não esqueçamos que, devendo andar como filhos da luz, ao que nos exorta a Epístola, temos que lutar contra o espírito das trevas.  E só com Jesus Cristo venceremos, pois Ele é a Luz do mundo, que ilumina a todos os homens.  Só Ele podia vencer o espírito das trevas (Evangelho). Nos Cânticos e na Oração, elevamos a nossa alma ao Pai das luzes, que estenderá a Destra de sua Majestade para nos defender. Reunidos na igreja em que assistimos ao Santo Sacrifício, temos diante de nós o exemplo do santo mártir Lourenço, que, como poucos, soube dominar o espírito das trevas. Por sua intercessão seremos purificados de nossos delitos (Secreta), para a celebração do santo Mistério na terra, e para a participação em uma gloriosa Ressurreição.

 


«Naquele tempo, expulsou Jesus a um demônio, e este era mudo.» Ev.

sábado, 15 de março de 2025

Edição nº 759

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 759 – 16 de março de 2025

 

2º Domingo da Quaresma
roxo – 1ª classe

 

Como no IV Domingo do Advento, dia que se segue às ordenações do Sábado das Têmporas, assim também neste domingo não havia outrora Missa própria. Mais tarde, conferindo-se as Ordens no sábado pela manhã, foram compostas Missas dos formulários das Têmporas, para estes domingos. Os textos, escolhidos para os ordenandos, se dirigem também a nós.

Eis o dia da salvação. É a ideia predominante em toda a Quaresma. Se, em outros tempos, por vezes a esquecemos, importa ao menos aproveitar este santo tempo para trabalhar em nossa salvação.  E de que modo? Vivendo uma vida agradável a Deus, pois é vontade de Deus que a nossa santificação seja o caminho para a salvação (Epístola). Anima-nos a transfiguração do Cristo, que é um modelo da nossa. As palavras do Evangelho: Escutai-O, respondamos no Ofertório, dispondo-nos a meditar a lei de Deus para conhecer a sua vontade. As Orações e os Cânticos, embora testemunhem as ânsias e tribulações em que se encontra a nossa alma, demonstram, contudo, uma confiança filial no auxílio de Deus.

 


«E transfigurou-se diante deles» Ev.

sábado, 8 de março de 2025

Edição nº 758

 «Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 758 – 9 de março de 2025

 

1º Domingo da Quaresma
roxo – 1ª classe

 

Na basílica do SSmo. Salvador são iniciados os jejuns quaresmais, pois neste dia começava outrora a Quaresma (Secreta). É um dos dias mais importantes do Ano eclesiástico.

Com os catecúmenos reunimo-nos nesta igreja, na qual 40 dias depois receberemos a comunicação da vida divina. Para renovarmos em nós esta vida, ouvimos na Missa de hoje salutares ensinamentos.

No domingo da Quinquagésima, predisse Jesus a sua paixão. Aproximando-se de Jerusalém, Tomé convida os outros Apóstolos: Vamos e morramos com Ele. Este convite também nos é dirigido. Morrer ao velho homem é a tarefa de toda a nossa vida, e mais especialmente devemos procurar fazê-lo durante a Quaresma.

Morrer a nós mesmos é vencer o mal que está em nós e o que nos vem de fora. As Leituras, Epístola e Evangelho, nos ensinam que a mortificação e a abstinência são meios poderosíssimos para alcançarmos a vitória. Sendo difícil a tarefa, pedimos o auxílio de Deus (Oração). E que confiamos nesse auxílio, nós o atestamos, fazendo nossas as palavras do Intróito, Gradual, Trato, Ofertório e Communio.

Deus mesmo nos ouve, nos libertará e nos dará a glória. No princípio da Quaresma nos é prometida a Páscoa.

 


«Jesus respondeu-lhe: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.» Ev.

sábado, 1 de março de 2025

Edição nº 757

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 700 – 11 de fevereiro de 2024

 

Domingo da Quinquagésima
roxo – 2ª classe.

 

Em espírito, nós nos reunimos com toda a santa Igreja junto ao sepulcro do Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro. Como ele, devemo-nos curar da cegueira espiritual e nos convencer de que os sofrimentos do Cristo e também os nossos são necessários para conseguirmos a verdadeira vida.

Este domingo é uma preparação próxima para a Quaresma. Por amor da humanidade cega, toma o Salvador sobre Si os sofrimen­tos dela (Evangelho). Por amor de Deus – a Epístola nos ensina qual o verdadeiro – devemos expiar as nossas faltas, fazendo da santa Missa o nosso Calvário, e unindo os nossos sofrimentos aos do Filho de Deus. E se na Oração pedimos que o Senhor nos livre de toda adversidade, queremos apenas a isenção dos males que prejudicam a nossa salvação, sabendo que, aos que amam a Deus, todas as coisas cooperam para o seu bem (Rom. 8, 28).



«Que queres que te faça? Ele respondeu: Senhor, que eu veja.» Ev.