sábado, 27 de dezembro de 2025

Edição nº 800

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 800 – 28 de dezembro de 2025

 

Domingo dentro da oitava do Natal
branco – 2ª classe

 

«Quando tudo repousava em profundo silêncio», na santa noite de Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma Criancinha (Introito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração), depois de nos ter libertado da escravidão e de nos ter elevado à dignidade de filhos de Deus (Epístola). Sejam nossos exemplos de vida cristã: S. José, Nossa Senhora, Simeão e Ana (Evangelho). Ainda tão próximos do presepe, quedamos, no entanto, surpresos. O mesmo Evangelho nos deixa entrever a Redenção pela Paixão. A Criancinha será o Homem das dores; a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós presepe e cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos «tomar o Menino» com a sua Mãe, e com eles caminhar para a vida eterna.


«Este menino está destinado para ser ruína e ressurreição de muitos em Israel.» Ev.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Edição nº 799

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 799 – 21 de dezembro de 2025

 

4º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Na noite do sábado anterior ao IV. Domingo do Advento faziam-se antigamente as ordenações dos ministros de Deus. Como mais tarde estas cerimônias fossem realizadas já no sábado de manhã, fez-se para o IV Domingo uma Missa própria, composta, em sua maior parte, das Missas das Têmporas do Advento. São, portanto, estes dois pensamentos: Ordenação e Advento, que dominam na Missa deste domingo.

A Epístola fala-nos dos ministros do Cristo, que por seu ofício e sua vida devem preparar os fiéis para a vinda do Senhor. Com o profeta Isaías, desejamos esta vinda (Intróito). No Evangelho mostra­nos o Precursor o que devemos fazer: encher os vales e arrasar os montes, isto é, arrepender-nos dos pecados e humilhar-nos. No Ofertório é Nossa Senhora quem nos conduz para oferecermos no altar as nossas dádivas e a nossa boa vontade. Na Comunhão nos tornamos semelhantes a ela pela visita que Jesus faz ao nosso coração.


Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ev.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Edição nº 798

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 798 – 14 de dezembro de 2025

 

3º Domingo do Advento
róseo – 1ª classe


A terceira semana do Advento, desde antigos tempos, é a dos escrutínios, dos ordenandos e dos jejuns que precedem às ordenações.

Reunidos no túmulo de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos (Státio), imploramos a sua proteção e lhe damos parte em nossa alegria pela próxima vinda do Senhor.

«O Senhor está perto». O Intróito e a Epístola o afirmam, e com instância suspiramos por sua vinda, pois só Ele poderá salvar-nos e dissipar as nossas trevas pela graça de sua visita (Oração, Gradual). Alegremo-nos, porque está mais perto do que pensamos. São João o assevera, no Evangelho: Já está entre vós. E de fato, unindo-nos ao Senhor, no Santo Sacrifício da Missa, já O encontramos em nosso meio, Ele que afastou por sua primeira vinda o nosso cativeiro e nos remiu de nossa iniquidade (Ofertório). Na Comunhão virá o Salvador fortalecer a todos os que d'Ele se aproximam.



«Regozijai-vos! Ainda uma vez vos digo: regozijai-vos... O Senhor está perto!»

sábado, 6 de dezembro de 2025

Edição nº 797

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 797 – 7 de dezembro de 2025

 

2º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Reunimo-nos na igreja de «Santa Cruz de Jerusalém». Ela representa para nós a verdadeira Jerusalém, a Igreja de Deus, na terra e no céu. Felizes somos por pertencermos ao número de seus membros.

«O Senhor vem a Jerusalém.» Em sua primeira vinda, apareceu na Jerusalém da Terra Santa. Hoje virá à Jerusalém de nossas almas e na festa de Natal virá à Jerusalém do Novo Testamento, que é a sua santa Igreja (Intróito). Nesta Igreja acharão todos a salvação: os judeus pela promessa que lhes foi feita, os pagãos, porém, pela misericórdia de Deus. E reinará a alegria e a paz pela vinda do Salvador (Epístola e Cânticos: Intróito, Gradual, Ofertório e Communio). No Evangelho, prova-nos S. João, de maneira engenhosa, que o Cristo é o Messias, e que é Ele quem cura todas as doenças de nossa fraqueza e a nossa cegueira, nos ressuscita da morte e nos comunica a vida da graça. Vê, pois, alma cristã, o gozo que te virá de teu Deus (Communio).

 


«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 29 de novembro de 2025

Edição nº 796

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 796 – 30 de novembro de 2025

 

1º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

A terra abençoada, de que nos fala a Communio, é Maria Santíssima. Ela nos deu o fruto abençoado de suas entranhas. Por isso estamos reunidos, ao menos em espírito, em sua igreja (Statio).

Compenetrados das palavras do Evangelho: «Erguei as vossas cabeças, porque se aproxima a vossa Redenção...  Sabei que perto está o Reino de Deus»,  voltamo-nos no  começo do Ano eclesiástico para Deus,  com  toda a  alma (Introito).  Nossa Redenção é obra da bondade de Deus (Oração), mas também o é de nossa cooperação, conforme nos diz Santo Agostinho: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». Esta cooperação consiste em «levantarmo-nos do sono, renunciarmos às trevas e revestirmo-nos do Senhor Jesus Cristo» (Epístola). Unindo, no Ofertório, estas resoluções ao sacrifício de Jesus Cristo, receberemos na Comunhão a bênção de Deus e tornar-nos-emos uma terra abençoada, que há de produzir abundantes frutos para a vida cristã.

 


«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 22 de novembro de 2025

Edição nº 795

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 795 – 23 de novembro de 2025

 

 24º Domingo depois de Pentecostes
Último Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

O Evangelho deste domingo, último sempre do Ano eclesiástico, contém o dogma do juízo final. A Epístola nos ensina como devemos dignamente viver. É o último Sacrifício que neste ano oferecemos ao Criador. E, ao mesmo tempo, o último sermão que a Igreja nos dirige. O quadro gigantesco do juízo universal desperta os sonolentos (Oração) e suscita nos bons maior fervor no serviço de Deus (Epístola). Mas os Cânticos que repetimos desde o XXIII domingo, neste ainda mais estão em seu lugar apropriado. Confortam-nos e animam-nos. Fortalecem a nossa esperança. Deus é um Deus de paz, Ele nos fez dignos de participar da herança de seus Santos na luz da glória celeste.

 

«Haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora». Ev.

sábado, 15 de novembro de 2025

Edição nº 794

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 794 – 16 de novembro de 2025

 

 23º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

Meus pensamentos, diz o Senhor, são de paz (Intróito). Nossa paz é Jesus Cristo (Epístola). Achá-la-emos seguindo o Apóstolo e afastando-nos do caminho dos inimigos da Cruz do Cristo.  Jesus Cristo é a nossa paz, até mesmo ali onde a dor quer perturbá-la. Ele, o Salvador, vence o sofrimento e a dor, e nos ensina também a vencê-los (Evangelho). Os Cânticos neste e em todos os domingos seguintes, exprimem fé, confiança, desejo e santa alegria pela próxima volta à casa paterna. Deus, no decorrer do Ano eclesiástico (imagem de nossa vida) nos libertou da escravidão e dos males que nos oprimiam. Nossa alma está livre do cativeiro e os nossos nomes estão escritos no livro da vida.


«Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou». Ev.

sábado, 8 de novembro de 2025

Edição nº 793

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 793 – 9 de novembro de 2025

 

 Dedicação da Arquibasílica do SS. Salvador
(S. João de Latrão)
22º Domingo depois de Pentecostes
branco – 2ª classe

A fundação da basílica do Latrão remonta à época de Constantino, logo a seguir às últimas perseguições. O palácio dos Laterani, no monte Célio, pertencia então à Fausta, mulher de Constantino. Tendo-se convertido, o imperador deu-o ao papa para sua residência, e fundou junto dele a igreja do Latrão, que se tornou assim como que a catedral de Roma e mãe de todas as igrejas do mundo. Foi consagrada pelo papa S. Silvestre a 9 de novembro de 324. No século XII deram-lhe um segundo titular, S. João Batista, cujo nome estava ligado ao antigo batistério anexo à igreja; daí o atual nome de S. João do Latrão. A basílica foi primeiro destruída, depois restaurada por Sérgio III (século X) e consagrada por Bento XIII (1726). Era na basílica e no palácio do Latrão que se reuniam os concílios romanos, muito frequentes em certas épocas; aí se reuniram cinco concílios ecumênicos. É lá também que tem lugar a estação nos dias mais solenes do ano litúrgico. Lá, ainda, se conferiam as ordens sacras e o batismo no dia da Páscoa.

A Dedicação da basílica do Latrão é uma festa do Senhor.

No domingo, não se faz comemoração do domingo.

Basílica São João de Latrão  (@Vatican Media)

sábado, 1 de novembro de 2025

Edição nº 792

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 792 – 2 de novembro de 2025

 

Solenidade de Todos os Santos
branco – 1a. classe

 

A Missa e a festa de hoje animam-nos a seguir os exemplos de todos os Santos, e ao mesmo tempo, imploram a sua intercessão para que também cheguemos a realizar este ideal.

Alegremo-nos nesta solenidade, porque os Santos são irmãos nossos que já atingiram o seu fim. Alegremo-nos porque, sendo membros da mesma família, podemos esperar cantar com eles e os santos Anjos o louvor do Filho de Deus (Intróito). Este mesmo Filho de Deus nos traça no Evangelho as normas da vida e no Gradual nos convida a que O sigamos. Alegremo-nos, sim, porque a nossa recompensa será grande no céu (Evangelho).

 

«Se estes e aqueles [foram santos], porque não eu?» (Santo Agostinho).

sábado, 25 de outubro de 2025

Edição nº 791

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 791 – 26 de outubro de 2025

 

 Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
Último Domingo de Outubro
branco – 2a. classe

 

Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de «Cristo Rei». Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da Igreja, seu Reino visível; nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). É preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. «Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves, do magistério eclesiástico». Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará união e paz para a humanidade (Oração, Prefácio, Secreta e Communio).

 

Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

sábado, 18 de outubro de 2025

Edição nº 790

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 790 – 19 de outubro de 2025

 

 19º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Deus mesmo se oferece como salvação de seu povo (Intróito). «Quando por mim em qualquer tribulação clamarem, eu os ouvirei». Consola-nos este pensamento, principalmente agora que o fim do ano se aproxima. Mais austeros se devem tornar os nossos pensamentos. O Apóstolo concita-nos a revestirmo-nos do homem novo (Epístola). No Evangelho vemos que o banquete já está preparado. Sejamos também nós prontos para ouvir e cumprir os mandamentos de Deus (Intróito, Communio e Postcommunio), pois  é  assim  que possuímos a veste nupcial – a graça santificante. Somos convivas do banquete nupcial, e, a cada momento, pode entrar o Rei para ver os seus hóspedes. Não desanimemos. Tenhamos confiança em Deus. Ele socorrer-nos-á no combate e no sofrimento (Intróito, Oração e Communio).

 


«Amarrai-o de mãos e pés, e lançai-o nas trevas exteriores.» Ev.

sábado, 11 de outubro de 2025

Edição nº 789

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 789 – 12 de outubro de 2025

 

Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Rainha e Padroeira Principal do Brasil
18º Domingo depois de Pentecostes
branco – 1ª classe.



Protegei a santa igreja

Mãe terna e compadecida

Protegei a nossa Pátria

Ó, Senhora Aparecida!

sábado, 4 de outubro de 2025

Edição nº 788

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 788 – 5 de outubro de 2025

 

 17º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

«Ut sint unum: para que eles sejam um só», pediu Jesus na última Ceia.  Desde aquele momento, não cessa em cada uma das santas Missas de querer esta união entre os fiéis.  De um modo particular Ele o faz na Missa deste domingo. Pela boca do Apóstolo, na Epístola, recomenda-nos esta união. Ele próprio a ordena no Evangelho. Em virtude de sua divindade e sendo Ele o Medianeiro entre Deus e os homens, compete-Lhe o direito de ordenar. Como outrora, no cativeiro de Babilônia, Daniel implorou o perdão para o povo penitente (Ofertório), assim Jesus Cristo se sacrifica por nossos pecados, implora perdão no Santo Sacrifício e destrói o que possa perturbar a paz e a união da Igreja.

Mestre, qual é o mandamento da lei? Ev.

sábado, 27 de setembro de 2025

Edição nº 787

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 786 – 28 de setembro de 2025

 

 16º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Doente é a alma humana, porém ela achou o seu Médico. O hidrópico do Evangelho é a imagem da alma humana, que, como aquele, encontra o seu médico em Jesus Cristo, em seu poder e em seu amor misericordioso. A Missa de hoje é uma repetição deste milagre e um penhor de nossa perseverança no bem. Os Cânticos e Orações pedem para nós o auxílio de Deus para o futuro, e louvam a sua bondade pelas graças e favores já recebidos.



«Então, Jesus tocou no homem, curou-o e mandou-o embora.» Ev.

sábado, 20 de setembro de 2025

Edição nº 786

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 786 – 21 de setembro de 2025

 

 15º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Escravos do pecado e de satanás, estávamos mortos para Deus quando veio o Filho de Deus restituir-nos a vida (Evangelho). Justo é, pois, o louvor que Lhe damos nos Cânticos do Gradual e do Ofertório. Este mesmo Salvador nosso, não pode, porém, deixar de exigir também de nossa parte que não nos afastemos mais da vida, pelo pecado. Vivemos pelo Espírito, pelo Espírito também devemos andar. E se é difícil e custoso à natureza humana, façamos nossas as palavras do Intróito e da Oração de hoje. A Secreta, a Communio e a Postcommunio nos conduzem à fonte da vida e da graça, que nasce ao pé da Cruz e para cada um de nós no santo Sacrifício da Missa.

 


«E o que estava morto se sentou, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.» Ev.

sábado, 13 de setembro de 2025

Edição nº 785

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 785 – 14 de setembro de 2025

 

 Exaltação da Santa Cruz
14º Domingo depois de Pentecostes
Vermelho – 2a. classe

 

Em 628, o imperador Heráclio reconduziu em triunfo o Santo Lenho para o Calvário, após tê-lo reconquistado das mãos dos Persas. A festa e a Missa de hoje lembram este acontecimento. Adoramos a Santa Cruz que nos trouxe a salvação.


«Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz, tu nos salvarás!»

sábado, 6 de setembro de 2025

Edição nº 784

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 784 – 7 de setembro de 2025

 

 13º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Três pensamentos preparam-nos para a santa Missa de hoje: 1. A necessidade que temos do auxílio de Deus. 2. A prontidão do auxílio divino. 3. A prova de que Deus nos auxilia. No Intróito pedimos o auxílio em geral; na Oração, um aumento de fé, esperança e caridade, virtudes que, como sementes, foram pelo Batismo depostas em nossa alma, e que não se desenvolvem em nós sem a graça de Deus. Nossa súplica é baseada na Epístola que fala na fidelidade de Deus em suas promessas. Abraão é um exemplo de fé, esperança e caridade. A ele e seus descendentes dirigem-se as promessas de Deus. No Evangelho vemos como o Salvador prometido se desempenha de sua missão. E na santa Missa sabemos que Ele a continua no Sacrifício e no Sacramento, como nos mostram a Secreta, a Communio e a Postcommunio.

«Jesus, Mestre, tende piedade de nós!»  Ev.

sábado, 30 de agosto de 2025

Edição nº 783

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 783 – 31 de agosto de 2025

 

 12º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Como Moisés aplacou outrora a ira de Deus contra o seu povo (Ofertório), assim e muito mais ainda, faz o novo Moisés – Jesus Cristo – para toda a humanidade. Feridos mortalmente, jazíamos à beira do caminho, incapazes de nos levantarmos, quando vem Jesus, o verdadeiro Samaritano, pensar e curar as nossas feridas (Evangelho). O Gradual que liga as duas Leituras é um hino de louvor e ação de graças, por causa das prerrogativas do Novo sobre o Antigo Testamento (Epístola). No Intróito a humanidade decaída implora socorro. Também nas Orações pedimos o perdão e a proteção de Deus. O Versículo da Comunhão, como no domingo passado, garante-nos que a bênção de Deus e o seu auxílio nos vem pelo pão e pelo vinho (Eucaristia). Na santa Comunhão nos dá o Samaritano [Jesus] o Sangue do seu Coração, que nos fortalece para a vida eterna.

 


«Aproximou-se, então, ligou-lhe as feridas e deitou nelas óleo e vinho». Ev.

sábado, 23 de agosto de 2025

Edição nº 782

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 782 – 24 de agosto de 2025

 

 11º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Da graça e da bondade de Nosso Senhor, trata a Missa de hoje. Na Epístola fala S. Paulo da graça que ele próprio recebeu como último dos Apóstolos e que, pelo Batismo, a nós também foi comunicada. No Evangelho é o próprio Jesus Cristo quem cura, na pessoa do surdo-mudo, a humanidade inteira. Ephpheta: ainda hoje é ação simbólica na administração do Batismo. Nos Cânticos agradecemos estas graças, mas na Oração imploramos novas, porquanto precisamos aumentar a graça em nós. É o que melhor alcançamos pela Eucaristia. Certos estejamos que se honramos a Deus com todos os nossos haveres (no Sacrifício Eucarístico), teremos abundância de trigo e vinho (no Sacramento Eucarístico); e assim é aumentada em nós a graça de Deus (Communio).

«Ephpheta!» Abre-te boca muda! Abre-te boca cristã para proclamar a tua fé!

sábado, 16 de agosto de 2025

Edição nº 781

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 781 – 17 de agosto de 2025

 10º Domingo depois de Pentecostes
Solenidade da Assunção
branco – 1a. classe

Celebramos hoje a maior festa em honra de Nossa Senhora. É a comemoração da gloriosa Assunção de Maria Santíssima ao céu.

No dia 1º de novembro de 1950, Pio XII definia o dogma da Assunção. Proclamava assim solenemente que a crença segundo a qual a Santíssima Virgem Maria ao terminar a sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma para a glória do Céu, faz realmente parte do depósito da fé recebida dos Apóstolos. «Bendita entre todas as mulheres» em razão da sua maternidade divina, a Virgem imaculada que tivera desde a sua Conceição o privilégio de ser isenta do pecado original, não devia jamais conhecer a corrupção do túmulo.

A nova missa da festa põe em evidência a própria Assunção e as suas conveniências teológicas. Maria aparece glorificada na mulher descrita no Apocalipse (Intróito), na filha do rei revestida de manto de ouro, do salmo 44 (gradual), na mulher que com seu filho será inimiga vitoriosa do demônio (Ofertório). São-lhe aplicados os louvores dirigidos a Judite triunfante (Epístola); e sobretudo considera a Assunção o coroamento de todas as glórias que derivam da maternidade divina e que a própria Virgem cantou no seu Magnificat (Evangelho). As orações fazem-nos pedir a Deus que possamos, como a Santíssima Virgem, estar continuamente atentos às coisas do alto, atingir a ressurreição bem-aventurada, e partilhar da sua glória no Céu.

 


«Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra do nosso povo». Epist.