sábado, 28 de dezembro de 2024

Edição nº 748

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 748 – 29 de dezembro de 2024

 

Domingo dentro da oitava do Natal
branco – 2ª classe

 

«Quando tudo repousava em profundo silêncio», na santa noite de Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma Criancinha (Introito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração), depois de nos ter libertado da escravidão e de nos ter elevado à dignidade de filhos de Deus (Epístola). Sejam nossos exemplos de vida cristã: S. José, Nossa Senhora, Simeão e Ana (Evangelho). Ainda tão próximos do presepe, quedamos, no entanto, surpresos. O mesmo Evangelho nos deixa entrever a Redenção pela Paixão. A Criancinha será o Homem das dores; a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós presepe e cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos «tomar o Menino» com a sua Mãe, e com eles caminhar para a vida eterna.

 


«Este menino está destinado para ser ruína e ressurreição de muitos em Israel.» Ev.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Edição nº 747

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 747 – 22 de dezembro de 2024


4º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe


    Na noite do sábado anterior ao IV. Domingo do Advento faziam-se antigamente as ordenações dos ministros de Deus. Como mais tarde estas cerimônias fossem realizadas já no sábado de manhã, fez-se para o IV Domingo uma Missa própria, composta, em sua maior parte, das Missas das Têmporas do Advento. São, portanto, estes dois pensamentos: Ordenação e Advento, que dominam na Missa deste domingo.

A Epístola fala-nos dos ministros do Cristo, que por seu ofício e sua vida devem preparar os fiéis para a vinda do Senhor. Com o profeta Isaías, desejamos esta vinda (Intróito). No Evangelho mostra­nos o Precursor o que devemos fazer: encher os vales e arrasar os montes, isto é, arrepender-nos dos pecados e humilhar-nos. No Ofertório é Nossa Senhora quem nos conduz para oferecermos no altar as nossas dádivas e a nossa boa vontade. Na Comunhão nos tornamos semelhantes a ela pela visita que Jesus faz ao nosso coração.

 


Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ev.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Edição nº 746

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 746 – 15 de dezembro de 2024

 

3º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

A terceira semana do Advento, desde antigos tempos, é a dos escrutínios, dos ordenandos e dos jejuns que precedem às ordenações.

Reunidos no túmulo de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos (Státio), imploramos a sua proteção e lhe damos parte em nossa alegria pela próxima vinda do Senhor.

«O Senhor está perto». O Intróito e a Epístola o afirmam, e com instância suspiramos por sua vinda, pois só Ele poderá salvar-nos e dissipar as nossas trevas pela graça de sua visita (Oração, Gradual). Alegremo-nos, porque está mais perto do que pensamos. São João o assevera, no Evangelho: Já está entre vós. E de fato, unindo-nos ao Senhor, no Santo Sacrifício da Missa, já O encontramos em nosso meio, Ele que afastou por sua primeira vinda o nosso cativeiro e nos remiu de nossa iniquidade (Ofertório). Na Comunhão virá o Salvador fortalecer a todos os que d'Ele se aproximam.



«Regozijai-vos! Ainda uma vez vos digo: regozijai-vos... O Senhor está perto!»

sábado, 7 de dezembro de 2024

Edição nº 745

 «Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 745 – 8 de dezembro de 2024


Imaculada Conceição de Nossa Senhora
branco – 1ª classe


A santa Missa de hoje, em todas as suas partes, anuncia jubilosamente o grande privilégio da Imaculada. Maria Santíssima nunca teve pecado original, nem mesmo no primeiro instante de sua existência; é isto uma verdade divinamente revelada, acreditada pela Igreja desde os princípios do Cristianismo, e, em 1854, solenemente definida como dogma.

Cheia de júbilo, entoa Maria, no Introito, um hino em ação de graças diante do trono de Deus. Seu privilégio singular, fruto antecipado da Redenção, é decretado pela mesma Sabedoria divina que determinou a Incarnação do Verbo divino (Epístola). No Evangelho e no Ofertório alegramo-nos ao ouvir a saudação do Anjo: Cheia de graça. É o resumo da festa de hoje.  No Gradual dirigimos a Maria, e com razão, as palavras com que outrora celebrou o povo de Israel a sua libertadora, a corajosa Judite.

Pedimos neste dia a Deus que, assim como a graça preservou a santa Mãe do Salvador ao ponto de por sua Conceição Imaculada ficar imune do comum contágio do pecado, também nós sejamos curados e livres de nossas faltas (Oração).

“Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo.” Ev.

sábado, 30 de novembro de 2024

Edição nº 744

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 744 – 01 de dezembro de 2024

1º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe.


     A terra abençoada, de que nos fala a Communio, é Maria Santíssima. Ela nos deu o fruto abençoado de suas entranhas. Por isso estamos reunidos, ao menos em espírito, em sua igreja (Statio).

Compenetrados das palavras do Evangelho: «Erguei as vossas cabeças, porque se aproxima a vossa Redenção...  Sabei que perto está o Reino de Deus»,  voltamo-nos no  começo do Ano eclesiástico para Deus,  com  toda a  alma (Introito).  Nossa Redenção é obra da bondade de Deus (Oração), mas também o é de nossa cooperação, conforme nos diz Santo Agostinho: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». Esta cooperação consiste em «levantarmo-nos do sono, renunciarmos às trevas e revestirmo-nos do Senhor Jesus Cristo» (Epístola). Unindo, no Ofertório, estas resoluções ao sacrifício de Jesus Cristo, receberemos na Comunhão a bênção de Deus e tornar-nos-emos uma terra abençoada, que há de produzir abundantes frutos para a vida cristã.

«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 23 de novembro de 2024

Edição nº 743

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 743 – 24 de novembro de 2024

 

 24º Domingo depois de Pentecostes
Último Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

O Evangelho deste domingo, último sempre do Ano eclesiástico, contém o dogma do juízo final. A Epístola nos ensina como devemos dignamente viver. É o último Sacrifício que neste ano oferecemos ao Criador. E, ao mesmo tempo, o último sermão que a Igreja nos dirige. O quadro gigantesco do juízo universal desperta os sonolentos (Oração) e suscita nos bons maior fervor no serviço de Deus (Epístola). Mas os Cânticos que repetimos desde o XXIII domingo, neste ainda mais estão em seu lugar apropriado. Confortam-nos e animam-nos. Fortalecem a nossa esperança. Deus é um Deus de paz, Ele nos fez dignos de participar da herança de seus Santos na luz da glória celeste.

 


«Haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora». Ev.

sábado, 16 de novembro de 2024

Edição nº 742

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 742 – 17 de novembro de 2024

 

6º Domingo depois da Epifania
(transferido)
verde – 2a. classe

 

Contemplamos hoje o crescimento rápido e maravilhoso do Reino de Deus. O Evangelho é um resumo da história da Igreja, que cresceu como um grão de mostarda. Na Epístola, vemos um exemplo significativo, um trecho dessa propagação do Reino de Deus. Na Oração, pedimos a graça de um crescimento rápido e total desse Reino em nossa alma. Meditar o que é razoável e dizer e fazer o que for do agrado de Nosso Senhor, eis o Reino de Deus dentro de nós.

 


«O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda». EV.

sábado, 9 de novembro de 2024

Edição nº 741

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 741 – 10 de novembro de 2024

5º Domingo depois da Epifania
(transferido)
verde – 2a. classe

Neste domingo, o Evangelho explica as imperfeições e os escândalos na Igreja. Deus permite crescer o joio ao lado do trigo até a separação no fim do mundo. Assim, devemos suportar com paciência os defeitos do próximo, e compreender que sempre haverá maus no campo da Igreja militante. Cumprindo os preceitos da Epístola, imitemos o pai de família, e, sem arrancar por uma violência indiscreta o joio, multipliquemos contudo, o trígo para a colheita.

«Enquanto, porém, os homens dormiam, veio o seu inimigo...» Ev.

sábado, 2 de novembro de 2024

Edição nº 740

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 740 – 3 de novembro de 2024

 

Solenidade de Todos os Santos
branco – 1a. classe

 

A Missa e a festa de hoje animam-nos a seguir os exemplos de todos os Santos, e ao mesmo tempo, imploram a sua intercessão para que também cheguemos a realizar este ideal.

Alegremo-nos nesta solenidade, porque os Santos são irmãos nossos que já atingiram o seu fim. Alegremo-nos porque, sendo membros da mesma família, podemos esperar cantar com eles e os santos Anjos o louvor do Filho de Deus (Intróito). Este mesmo Filho de Deus nos traça no Evangelho as normas da vida e no Gradual nos convida a que O sigamos. Alegremo-nos, sim, porque a nossa recompensa será grande no céu (Evangelho).

 

«Se estes e aqueles [foram santos], porque não eu?» (Santo Agostinho).

sábado, 26 de outubro de 2024

Edição nº 739

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 739 – 27 de outubro de 2024

 

 Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
Último Domingo de Outubro
branco – 2a. classe

 

Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de «Cristo Rei». Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da Igreja, seu Reino visível; nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). É preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. «Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves, do magistério eclesiástico». Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará união e paz para a humanidade (Oração, Prefácio, Secreta e Communio).

 


Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

sábado, 19 de outubro de 2024

Edição nº 738

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 738 – 20 de outubro de 2024

 

 22º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

    Irrepreensíveis, deve encontrar-nos o Cristo no dia do juízo. O espírito de humildade e penitência (Intróito, Ofertório e Communio) é, portanto, muito necessário neste tempo, assim como uma consciência nítida de nossos deveres. Quais são esses deveres, vemos na Epístola, pelo próprio exemplo que nos dá o Apóstolo S. Paulo: vemos ainda no Gradual, que é um louvor da caridade fraterna. Finalmente, no Evangelho, Jesus Cristo nos ensina as nossas obrigações para com a autoridade civil, e antes de tudo, o dever que temos de entregar, sem reservas, a nossa alma a Deus.

 


«Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» Ev.

sábado, 12 de outubro de 2024

Edição nº 737

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 737 – 13 de outubro de 2024 

 21º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe 

Profunda confiança na proteção de Deus nos inspiram os Cânticos do Intróito e da Communio. Sem essa confiança não poderíamos subsistir e muito menos, vencer. Ardentemente desejamos no domingo passado a pátria celeste, mas não nos será fácil alcançá-la. O Evangelho fala-nos de responsabilidade das contas que temos a dar no último juízo. A Epístola mostra-nos a luta: tentações do inimigo, dias maus. Devemos estar armados para o combate. Anima-nos um exemplo: o paciente Jó, que, apesar de sua vida levada no temor de Deus, foi gravemente tentado, mas obteve por sua perseverança a felicidade temporal e a eterna (Ofertório). A fé e a confiança em Deus hão de fazer-nos triunfar nas lutas desta vida.



«retirou-se e fez com que o metessem na prisão, até pagar a dívida».

sábado, 5 de outubro de 2024

Edição nº 736

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 736 – 6 de outubro de 2024

 

 20º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Como o povo de Deus, assentado junto aos rios de Babilônia, suspirava pelo monte Sião, assim nós outros devemos suspirar por nossa pátria eterna (Ofertório). Em espírito de humildade e penitência, cumpre-nos suportar o exílio deste mundo (Intróito), e aproveitar o tempo para conhecer a vontade de Deus (Epístola). Os Cânticos anelam pela vinda do Senhor.  No Evangelho devemos fazer nossas as palavras do régulo: Vinde, Senhor, curar-nos, auxiliar-nos. Vinde, Senhor, aos nossos corações pela graça do Santo Sacrifício. Vinde enriquecer-nos por vossa presença sacramental na santa Comunhão. E vinde também, Senhor, buscar-nos um dia, para a nossa pátria celestial.

 

«Vieram-lhe ao encontro seus criados e deram-lhe a notícia de que o seu filho vivia.»

sábado, 28 de setembro de 2024

Edição nº 735

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 735 – 29 de setembro de 2024

 

 Dedicação de São Miguel Arcanjo

 

            São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate; cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.



«São Miguel Arcanjo, oferecei a Deus as nossas orações como o fumo dos perfumes. Amém.»

sábado, 21 de setembro de 2024

Edição nº 734

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 734 – 22 de setembro de 2024

 

 18º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

«Maranatha – Vinde, Senhor Jesus». Com este domingo principia a segunda parte do Tempo depois de Pentecostes, a expectativa da vinda do Juiz dos vivos e dos mortos. A Igreja suspira, em meio das angústias da vida presente, para que o Salvador venha buscá-la e conduzi-la para o Reino da luz e da vida.

Os Cânticos desta Missa são tirados de uma antiga Missa de Dedicação de uma igreja. A igreja é o símbolo da Jerusalém celeste. A cura do paralítico, no Evangelho, lembra a nossa própria cura pelo Batismo, e pelo Sacramento da Penitência. Nestes dois Sacramentos nos concede Jesus Cristo pela santa Igreja a paz que imploramos no Intróito. Na Epístola exorta-nos o Apóstolo, a mostrar-nos gratos, porque fomos enriquecidos com a graça e a doutrina por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem devemos guardar fidelidade por uma vida sem pecado. Se o sacrifício de Moisés, apenas uma sombra e figura do Sacrifício do Cristo (Ofertório), foi agradável aos olhos de Deus, quanto mais precioso será o Sacrifício que Jesus, em união com o seu Corpo místico, vai agora oferecer no altar. Por isso dirige-se a todos os fiéis, que formam um sacerdócio real, o Versículo da Communio: Trazei as vossas hóstias e entrai em seus átrios; adorai o Senhor na glória de seu santo templo.


«Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.» Ev.

sábado, 14 de setembro de 2024

Edição nº 733

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 733 – 15 de setembro de 2024

 

 17º Domingo depois de Pentecostes

verde – 1a. classe

 

«Ut sint unum: para que eles sejam um só», pediu Jesus na última Ceia.  Desde aquele momento, não cessa em cada uma das santas Missas de querer esta união entre os fiéis.  De um modo particular Ele o faz na Missa deste domingo. Pela boca do Apóstolo, na Epístola, recomenda-nos esta união. Ele próprio a ordena no Evangelho. Em virtude de sua divindade e sendo Ele o Medianeiro entre Deus e os homens, compete-Lhe o direito de ordenar. Como outrora, no cativeiro de Babilônia, Daniel implorou o perdão para o povo penitente (Ofertório), assim Jesus Cristo se sacrifica por nossos pecados, implora perdão no Santo Sacrifício e destrói o que possa perturbar a paz e a união da Igreja.

Mestre, qual é o mandamento da lei? Ev.

sábado, 7 de setembro de 2024

Edição nº 732

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 732 – 8 de setembro de 2024

 

 16º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Doente é a alma humana, porém ela achou o seu Médico. O hidrópico do Evangelho é a imagem da alma humana, que, como aquele, encontra o seu médico em Jesus Cristo, em seu poder e em seu amor misericordioso. A Missa de hoje é uma repetição deste milagre e um penhor de nossa perseverança no bem. Os Cânticos e Orações pedem para nós o auxílio de Deus para o futuro, e louvam a sua bondade pelas graças e favores já recebidos.

 

«Então, Jesus tocou no homem, curou-o e mandou-o embora.» Ev.

sábado, 31 de agosto de 2024

Edição nº 731

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 731 – 1 de setembro de 2024

 

 15º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Escravos do pecado e de satanás, estávamos mortos para Deus quando veio o Filho de Deus restituir-nos a vida (Evangelho). Justo é, pois, o louvor que Lhe damos nos Cânticos do Gradual e do Ofertório. Este mesmo Salvador nosso, não pode, porém, deixar de exigir também de nossa parte que não nos afastemos mais da vida, pelo pecado. Vivemos pelo Espírito, pelo Espírito também devemos andar. E se é difícil e custoso à natureza humana, façamos nossas as palavras do Intróito e da Oração de hoje. A Secreta, a Communio e a Postcommunio nos conduzem à fonte da vida e da graça, que nasce ao pé da Cruz e para cada um de nós no santo Sacrifício da Missa.

 


«E o que estava morto se sentou, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.» Ev.

sábado, 24 de agosto de 2024

Edição nº 730

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 730 – 25 de agosto de 2024

 

 14º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe.

 

Dois senhores disputam-se o domínio do homem: o espírito e a carne. O espírito do mundo e o Espírito de Deus. Dois senhores querem mandar. E categoricamente diz o Evangelho: Ninguém pode servir a dois senhores. A Epístola nos aponta estes dois senhores, como eles se chamam e o que querem. A religião cristã não nega que exista este dualismo; é ela porém, e ela só, que é capaz de reprimir em seus justos limites os desejos da matéria e da carne. Muito custa ao homem por em ordem todo o seu aspirar, o seu desejar e o seu amar, porém a religião mostra-lhe os meios e o caminho. «Procurai primeiro o Reino de Deus e o resto ser-vos-á dado por acréscimo». Eis a norma para vencer todas as lutas no indivíduo, assim como para resolver as várias questões sociais. Procurar o reino de Deus é convencer-se de que Deus é o nosso Protetor, e desejar as mansões celestiais (Intróito).

 


«Vede as aves do céu, observai os lírios do campo», – confiai no vosso Pai do Céu.

sábado, 17 de agosto de 2024

Edição nº 729

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 729 – 18 de agosto de 2024

 

 13º Domingo depois de Pentecostes
Solenidade da Assunção
branco – 1a. classe


Celebramos hoje a maior festa em honra de Nossa Senhora. É a comemoração da gloriosa Assunção de Maria Santíssima ao céu.

No dia 1º de novembro de 1950, Pio XII definia o dogma da Assunção. Proclamava assim solenemente que a crença segundo a qual a Santíssima Virgem Maria ao terminar a sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma para a glória do Céu, faz realmente parte do depósito da fé recebida dos Apóstolos. «Bendita entre todas as mulheres» em razão da sua maternidade divina, a Virgem imaculada que tivera desde a sua Conceição o privilégio de ser isenta do pecado original, não devia jamais conhecer a corrupção do túmulo.

A nova missa da festa põe em evidência a própria Assunção e as suas conveniências teológicas. Maria aparece glorificada na mulher descrita no Apocalipse (Intróito), na filha do rei revestida de manto de ouro, do salmo 44 (gradual), na mulher que com seu filho será inimiga vitoriosa do demônio (Ofertório). São-lhe aplicados os louvores dirigidos a Judite triunfante (Epístola); e sobretudo considera a Assunção o coroamento de todas as glórias que derivam da maternidade divina e que a própria Virgem cantou no seu Magnificat (Evangelho). As orações fazem-nos pedir a Deus que possamos, como a Santíssima Virgem, estar continuamente atentos às coisas do alto, atingir a ressurreição bem-aventurada, e partilhar da sua glória no Céu.

 


«Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra do nosso povo». Epist.

sábado, 10 de agosto de 2024

Edição nº 728

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 728 – 11 de agosto de 2024

 

 12º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Como Moisés aplacou outrora a ira de Deus contra o seu povo (Ofertório), assim e muito mais ainda, faz o novo Moisés – Jesus Cristo – para toda a humanidade. Feridos mortalmente, jazíamos à beira do caminho, incapazes de nos levantarmos, quando vem Jesus, o verdadeiro Samaritano, pensar e curar as nossas feridas (Evangelho). O Gradual que liga as duas Leituras é um hino de louvor e ação de graças, por causa das prerrogativas do Novo sobre o Antigo Testamento (Epístola). No Intróito a humanidade decaída implora socorro. Também nas Orações pedimos o perdão e a proteção de Deus. O Versículo da Comunhão, como no domingo passado, garante-nos que a bênção de Deus e o seu auxílio nos vem pelo pão e pelo vinho (Eucaristia). Na santa Comunhão nos dá o Samaritano [Jesus] o Sangue do seu Coração, que nos fortalece para a vida eterna.



«Aproximou-se, então, ligou-lhe as feridas e deitou nelas óleo e vinho». Ev.