sábado, 10 de janeiro de 2026

Edição nº 802

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 802 – 11 de janeiro de 2026

 

Festa da Sagrada Família
1º Domingo depois da Epifania
branco – 2ª classe

 

Com a Igreja, fazemos hoje uma visita à casa de Nazaré. A Sagrada Família é um exemplo para a família cristã. Sigam os filhos o exemplo de Jesus, que era submisso a seus pais. O pai imite a S. José e a mãe veja em Maria Santíssima um modelo de esposa e mãe, cujas virtudes encontramos na Epístola e no Evangelho. Para a execução de nossos propósitos, imploramos nas Orações as graças do Alto, e assim, também em nossas casas reinará a paz de Jesus Cristo.

 

«Então desceu com eles e veio para Nazaré; e era-lhes submisso.». Ev.


Avisos Paroquiais

 
   
– Hoje é o dia da Entrega do dízimo.

Atenção para os horários das Santas Missas neste Domingo:

    – às 7h, 9h e 19h em nossa igreja matriz;

    – às 10h na Capela de Santa Rita de Cássia, em Mutum;

    – às 17h no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Calheiros;

    – às 17h na Capela de São Pio de Pietrelcina e Santo Antônio, em Carabuçu.

Serão transmitidas, direto da nossa igreja matriz, a Santa Missa das 7h, pela Rádio Bom Jesus FM 89.3 e pelo YouTube, e a Santa Missa das 19h, pelo YouTube.

 

Redes Sociais:


Facebook – https://www.facebook.com/ParoquiadoSenhorBomJesusCrucificado

 YouTube –  https://www.youtube.com/c/ParoquiadoSenhorBomJesusCrucificado

 (Transmissão ao Vivo – Santa Missa 7h e 19h)

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 E-mail – bomjesuscrucificado@gmail.com


Intróito / EXSÚLTAT GÁUDIO – Provérbios 23. 24, 25 Salmo 83. 2-3

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Exsúltat gáudio pater Iusti, gáudeat Pater tuus et Mater tua, et exsúltet quæ génuit te. Ps. Quam dilécta tabernácula tua, Dómine virtútum! concupíscit et déficit ánima mea in átria Dómini. . Glória Patri.

Exulte de alegria o pai do Justo; regozijem-se vosso Pai e vossa Mãe, e a que Vos gerou. Sl. Como são amáveis os vossos tabernáculos, Senhor dos exércitos! Desfalece a minha alma, suspirando pelos átrios do Senhor. . Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Dómine Iesu Christe, qui, Maríæ et Ioseph súbditus, domésticam vitam ineffabílibus virtútibus consecrásti: fac nos, utriúsque auxílio, Famíliæ sanctæ tuæ exémplis ínstrui; et consórtium cónsequi sempitérnum: Qui vivis et regnas.

Senhor Jesus Cristo, que por vossa submissão à Maria e a José, consagrastes a vida doméstica com a prática de virtudes inefáveis, fazei que, auxiliados por vossos pais, sejamos instruídos com os exemplos de vossa Santa Família e cheguemos a participar da eterna felicidade. Vós que, sendo Deus, viveis e reinais. 

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses 3. 12-17

Leitura ordinariamente extraída das epístolas ou cartas dos Apóstolos; daí o seu nome.

A atmosfera duma vida profundamente cristã é feita de bondade, caridade, compreensão mútua, oração, ação de graças e alegria no Espírito Santo.

Fratres: Indúite vos sicut elécti Dei, sancti et dilécti, víscera misericórdiæ, benignitátem, humilitátem, modéstiam, patiéntiam: supportántes ínvicem, et donántes vobismetípsis, si quis advérsus áliquem habet querélam: sicut et Dóminus donávit vobis, ita et vos. Super ómnia autem hæc caritátem habéte, quod est vínculum perfectiónis: et pax Christi exsúltet in córdibus vestris, in qua et vocáti estis in uno córpore: et grati estóte. Verbum Christi hábitet in vobis abundánter, in omni sapiéntia, docéntes et commonéntes vosmetípsos psalmis, hymnis et cánticis spirituálibus, in grátia cantántes in córdibus vestris Deo. Omne, quodcúmque fácitis in verbo aut in ópere, ómnia in nómine Dómini Iesu Christi, grátias agéntes Deo et Patri per ipsum.

Irmãos: 12como eleitos de Deus, santos e diletos, revesti-vos1 de entranhada misericórdia, de benignidade, humildade, modéstia e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros, e perdoai-vos mutuamente, se um tiver motivo de queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim fazei também vós. 14Acima de tudo isso, tende caridade que é o vínculo da perfeição2. 15Triunfe em vossos corações a paz do Cristo, para a qual também fostes chamados num só Corpo; e sede agradecidos. 16A palavra do Cristo habite em vós com abundância, com toda sabedoria: instruí-vos e exortai-vos, uns aos outros. Cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus, com a gratidão em vossos corações. 17Tudo quanto fizerdes por palavra ou por obra, seja tudo em Nome do Senhor Jesus Cristo, rendendo graças por Ele a Deus Pai.

1 «Revestir», no sentido de tornar plenamente seu.
2 Porque a caridade conjuga todas as virtudes num feixe solidamente unido; ou porque é o elo perfeito, que enlaça, num só corpo, todos os fiéis.

Gradual Salmos 26. 4; 83. 5

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Unam pétii a Dómino, hanc requíram: ut inhábitem in domo Dómini ómnibus diébus vitæ meæ. . Beáti, qui hábitant in domo tua, Dómine: in sǽcula sæculórum laudábunt te.

Uma só coisa peço ao Senhor, e esta solicito: que eu habite na casa do Senhor todos os dias de minha vida. . Felizes, Senhor, os que moram em vossa casa; pelos séculos dos séculos Vos louvarão. 

Aleluia / Isaías 45.15

Allelúia, allelúia. . Vere tu es Rex abscónditus, Deus Israël Salvátor. Allelúia.

Aleluia, aleluia. . Verdadeiramente sois um Rei escondido, ó Salvador, Deus de Israel. Aleluia. 

Evangelho segundo São Lucas 242-52

Proclamação solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a leitura ou canto do Evangelho, é revestida da maior solenidade. O respeito para com ele, exige seja escutado de pé.

Jesus, aos 12 anos, perfeitamente instruído no ministério dos interesses do Pai, não deixa de viver em submissão a Maria e a José.

Cum factus esset Iesus annórum duódecim, ascendéntibus illis Ierosólymam secúndum consuetúdinem diéi festi, consummatísque diébus, cum redírent, remánsit puer Iesus in Ierúsalem, et non cognovérunt paréntes eius. Existimántes autem illum esse in comitátu, venérunt iter diéi, et requirébant eum inter cognátos et notos. Et non inveniéntes, regréssi sunt in Ierúsalem, requiréntes eum. Et factum est, post tríduum invenérunt illum in templo sedéntem in médio doctórum, audiéntem illos et interrogántem eos. Stupébant autem omnes, qui eum audiébant, super prudéntia et respónsis eius. Et vidéntes admiráti sunt. Et dixit Mater eius ad illum: Fili, quid fecísti nobis sic? Ecce, pater tuus et ego doléntes quærebámus te. Et ait ad illos: Quid est, quod me quærebátis? Nesciebátis, quia in his, quæ Patris mei sunt, opórtet me esse? Et ipsi non intellexérunt verbum, quod locútus est ad eos. Et descéndit cum eis, et venit Názareth: et erat súbditus illis. Et Mater eius conservábat ómnia verba hæc in corde suo. Et Iesus proficiébat sapiéntia et ætáte et grátia apud Deum et hómines.

42Quando Jesus completou doze anos, subiram eles [Jesus e seus pais] a Jerusalém, segundo o costume daquela festa. 43E acabados aqueles dias3, ao regressarem, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais dessem por isto. 44Cuidando que Ele viesse em companhia de outros, caminharam um dia inteiro, e O procuraram entre os parentes e conhecidos. 45Mas não O achando, voltaram a Jerusalém para O procurar. 46Aconteceu que, depois de passados três dias, O acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 47E todos os que O ouviam, pasmavam de sua sabedoria e de suas respostas. 48Vendo-O, ficaram admirados. E disse-Lhe sua Mãe: Filho, por que nos fizeste isso? Eis que teu pai e eu Te procurávamos aflitos. 49E Ele lhes disse: Por que me buscáveis? Não sabíeis que me devo ocupar no que é da vontade de meu Pai? 50Eles não entenderam, no entanto, a palavra que lhes dissera. 51Então desceu com eles e veio para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua Mãe conservava todas essas palavras em seu coração. 52Entretanto, Jesus crescia em sabedoria, em idade e graça diante de Deus e dos homens.

3 A festa durava 7 dias.

 

CREDO... Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

 

Ofertório Lucas 2. 22

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Tulérunt Iesum paréntes eius in Ierúsalem, ut sísterent eum Dómino.

Os pais de Jesus O levaram a Jerusalém para O apresentar ao Senhor. 

Secreta

É a antiga «oração sobre as oblatas», ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Placatiónis hostiam offérimus tibi, Dómine, supplíciter ut, per intercessiónem Deíparæ Vírginis cum beáto Ioseph, famílias nostras in pace et grátia tua fírmiter constítuas. Per eundem Dominum nostrum Iesum Christum filium tuum.

Nós Vos oferecemos, Senhor, a Hóstia de reconciliação, suplicando-Vos que, pela intercessão da Virgem Mãe de Deus e de S. José, sejam as nossas Famílias para sempre consolidadas na paz e na posse de vossa graça. Pelo mesmo Jesus Cristo. 

Communio Lucas 2. 51

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Descéndit Iesus cum eis, et venit Názareth, et erat súbditus illis.

Jesus desceu com eles, e veio para Nazaré, e era-lhes submisso. 

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Quos cæléstibus réficis sacraméntis, fac, Dómine Iesu, sanctæ Famíliæ tuæ exémpla iúgiter imitári: ut in hora mortis nostræ, occurrénte gloriósa Vírgine Matre tua cum beáto Ioseph; per te in ætérna tabernácula récipi mereámur: Qui vivis et regnas cum Deo Patre, in unitate Spiritus Sancti, Deus.

Aos que nutristes com os vossos celestes Sacramentos, Senhor Jesus, fazei que sigam sempre os exemplos de vossa Santa Família, para que à hora da morte venham ao seu encontro a gloriosa Virgem, vossa Mãe, com S. José, e mereçam ser recebidos por Vós nos tabernáculos eternos. Vós que, sendo Deus, viveis e reinais.

 

Meditação

 

A Sagrada Família

Peço a Maria Santíssima que me admita na humilde casa de Nazaré para considerar a vida admirável que Jesus aí leva. 

1 – Hoje – e pela última vez no ciclo do ano litúrgico – a Igreja apresenta-nos o mistério da vida humilde e escondida de Jesus. Um sentido de profunda intimidade e de ternura caracteriza a festa de hoje e transparece na liturgia: «... é doce para nós recordar a casinha de Nazaré e a vida modesta que ali se leva... Nela aprende Jesus o humilde ofício de José, e, na sombra cresce em idade, mostrando-Se feliz por partilhar o trabalho de carpinteiro. Que o suor banhe os meus membros – diz Jesus – antes que sejam banhados com a efusão do meu sangue, e esta pena sirva de expiação para o gênero humano». (BR.) Eis-nos dentro da casinha de Nazaré; à vista de tanta humildade, que oculta a infinita grandeza de Jesus, digamos também nós com o texto sagrado: «Vós sois verdadeiramente um Rei escondido, ó Deus Salvador, Rei de Israel». (ib.)

A liturgia de hoje salienta sobretudo um dos aspectos típicos da vida humilde deste Deus escondido: a obediência. «Mesmo sendo Filho de Deus,... aprendeu a obedecer;... humilhou-se a Si mesmo, fazendo-Se obediente até à morte» (BR.): esta é a obediência que acompanhou Jesus desde Belém até ao Calvário. Mas o Evangelho de hoje (Lc. 2, 42-52) quer especialmente sublinhar a obediência de Jesus em Nazaré e fá-lo com uma frase realmente bela: «era-lhes submisso». Perguntemos com S. Bernardo: «Quem obedece? A quem obedece?» E o Santo responde-nos: «Um Deus aos homens; sim, Deus, a quem estão sujeitos os anjos, está sujeito a Maria, e não só a Maria, mas também a José. Que um Deus obedeça a uma mulher é uma humildade sem exemplo. Homem, aprende a obedecer; pó da terra, aprende a humilhar-te; pó, aprende a submeter-te. Um Deus sujeita-Se aos homens e tu, procurando dominar os homens, pões-te acima do teu Autor?»

2 – «Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?» Jesus, tão humilde, tão submisso, não hesita em responder deste modo a Maria que docemente O repreende por Se ter demorado no templo sem o seu conhecimento nem o de José, enquanto eles, angustiados, há três dias O andavam procurando.

Estas são as primeiras palavras de Jesus que nos refere o Evangelho e por Ele pronunciadas para declarar a Sua missão e afirmar a supremacia dos direitos de Deus. Apenas adolescente, Jesus ensina-nos que primeiro devemos ocupar-nos de Deus e das coisas de Deus; que é necessário dar sempre a Deus o primeiro lugar e a primeira obediência, ainda que seja preciso sacrificar os direitos da natureza e do sangue. Não é virtude, antes é muitas vezes pecado, aquela condescendência para com os parentes e amigos que nos faz descurar ou simplesmente retardar o cumprimento da vontade de Deus.

Dar a primazia aos deveres para com Deus não significa, porém, descuidar os que temos para com o próximo. Também para estes e particularmente para os que dizem respeito à família, a festa deste dia chama a nossa atenção. Hoje, com efeito, a Igreja convida-nos a modelar a nossa vida de família – quer seja família natural ou religiosa, quer de qualquer outro agrupamento – segundo o exemplo da família de Nazaré e na Epístola (Col. 3, 12-17) mostra-nos as virtudes que com esse fim devemos praticar: «Revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência; sofrendo-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente».

MADALENA, Padre Gabriel de Santa Maria. Intimidade Divina. 2. ed.
Porto: Edições Carmelitanas, 1967, p. 173-175.


ORAÇÃO DO DIZIMISTA

Recebei, Senhor, a minha oferta!

Não é uma esmola, porque não sois mendigo.

Não é uma contribuição a Vós, porque não precisais.

Não é o resto que me sobra que vos ofereço.

Esta importância representa, Senhor,

MEU RECONHECIMENTO, MEU AMOR,

Pois, se tenho, é porque me destes. Amém.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Edição nº 801

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 801 – 4 de janeiro de 2026


Solenidade da Epifania
Festa do Santíssimo Nome de Jesus
branco – 2ª classe


Epifania, como dizem os gregos, ou aparição, é a segunda solenidade no ciclo de Natal. Jubilosos celebramos com a santa Igreja a entrada solene do Cristo-Rei no mundo, na humanidade, na alma de cada um de nós. Aquele que nascera no silêncio da santa noite de Natal, manifesta-se agora aos olhos do mundo. O Rei da eterna glória entra em sua cidade, a nova Jerusalém, a santa Igreja.

Os Ofícios litúrgicos, e especialmente o da madrugada, Laudes, falam de uma tríplice manifestação de Jesus. Diz a Antífona: «Hoje o Esposo celestial se uniu à Igreja, porque o Cristo lavou no Jordão os crimes de sua Esposa». No batismo de Jesus, o Padre Eterno deu testemunho a seu Filho: «Este é o meu Filho, a Ele deveis ouvir». – «Os Magos se apressam para as núpcias do Rei, com as suas dádivas» (Evangelho). Com os Magos, somos também nós convidados a apresentar no Ofertório a nossa dádiva: o dom de nós mesmos. E finalmente conclui a Antífona: «E a água se transforma em vinho e os convidados se alegram. Aleluia». Nas bodas de Caná, manifestou-se pela vez primeira o poder divino-real de Jesus Cristo. Assim como os convidados se alegram, nós nos alegramos pela transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Salvador, que nos é proposto no banquete nupcial da Eucaristia.

A basílica de S. Pedro foi escolhida para a celebração da Missa, neste dia, porque a Epifania, desde os tempos mais remotos, é uma das maiores solenidades.

Oferecemo-nos com o Cristo (Secreta) e recebemos o Cristo (Post­ communio). A vida interior do Cristão é uma reprodução da vida do Cristo. O fim da Igreja, celebrando o Ano eclesiástico, é este: assim como Jesus se manifestou aos Magos, pedimos que se manifeste a cada Cristão, pela luz da fé.

 

«Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos com presentes adorar o Senhor». Comm.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Edição nº 800

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 800 – 28 de dezembro de 2025

 

Domingo dentro da oitava do Natal
branco – 2ª classe

 

«Quando tudo repousava em profundo silêncio», na santa noite de Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma Criancinha (Introito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração), depois de nos ter libertado da escravidão e de nos ter elevado à dignidade de filhos de Deus (Epístola). Sejam nossos exemplos de vida cristã: S. José, Nossa Senhora, Simeão e Ana (Evangelho). Ainda tão próximos do presepe, quedamos, no entanto, surpresos. O mesmo Evangelho nos deixa entrever a Redenção pela Paixão. A Criancinha será o Homem das dores; a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós presepe e cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos «tomar o Menino» com a sua Mãe, e com eles caminhar para a vida eterna.


«Este menino está destinado para ser ruína e ressurreição de muitos em Israel.» Ev.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Edição nº 799

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 799 – 21 de dezembro de 2025

 

4º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Na noite do sábado anterior ao IV. Domingo do Advento faziam-se antigamente as ordenações dos ministros de Deus. Como mais tarde estas cerimônias fossem realizadas já no sábado de manhã, fez-se para o IV Domingo uma Missa própria, composta, em sua maior parte, das Missas das Têmporas do Advento. São, portanto, estes dois pensamentos: Ordenação e Advento, que dominam na Missa deste domingo.

A Epístola fala-nos dos ministros do Cristo, que por seu ofício e sua vida devem preparar os fiéis para a vinda do Senhor. Com o profeta Isaías, desejamos esta vinda (Intróito). No Evangelho mostra­nos o Precursor o que devemos fazer: encher os vales e arrasar os montes, isto é, arrepender-nos dos pecados e humilhar-nos. No Ofertório é Nossa Senhora quem nos conduz para oferecermos no altar as nossas dádivas e a nossa boa vontade. Na Comunhão nos tornamos semelhantes a ela pela visita que Jesus faz ao nosso coração.


Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ev.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Edição nº 798

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 798 – 14 de dezembro de 2025

 

3º Domingo do Advento
róseo – 1ª classe


A terceira semana do Advento, desde antigos tempos, é a dos escrutínios, dos ordenandos e dos jejuns que precedem às ordenações.

Reunidos no túmulo de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos (Státio), imploramos a sua proteção e lhe damos parte em nossa alegria pela próxima vinda do Senhor.

«O Senhor está perto». O Intróito e a Epístola o afirmam, e com instância suspiramos por sua vinda, pois só Ele poderá salvar-nos e dissipar as nossas trevas pela graça de sua visita (Oração, Gradual). Alegremo-nos, porque está mais perto do que pensamos. São João o assevera, no Evangelho: Já está entre vós. E de fato, unindo-nos ao Senhor, no Santo Sacrifício da Missa, já O encontramos em nosso meio, Ele que afastou por sua primeira vinda o nosso cativeiro e nos remiu de nossa iniquidade (Ofertório). Na Comunhão virá o Salvador fortalecer a todos os que d'Ele se aproximam.



«Regozijai-vos! Ainda uma vez vos digo: regozijai-vos... O Senhor está perto!»

sábado, 6 de dezembro de 2025

Edição nº 797

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 797 – 7 de dezembro de 2025

 

2º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Reunimo-nos na igreja de «Santa Cruz de Jerusalém». Ela representa para nós a verdadeira Jerusalém, a Igreja de Deus, na terra e no céu. Felizes somos por pertencermos ao número de seus membros.

«O Senhor vem a Jerusalém.» Em sua primeira vinda, apareceu na Jerusalém da Terra Santa. Hoje virá à Jerusalém de nossas almas e na festa de Natal virá à Jerusalém do Novo Testamento, que é a sua santa Igreja (Intróito). Nesta Igreja acharão todos a salvação: os judeus pela promessa que lhes foi feita, os pagãos, porém, pela misericórdia de Deus. E reinará a alegria e a paz pela vinda do Salvador (Epístola e Cânticos: Intróito, Gradual, Ofertório e Communio). No Evangelho, prova-nos S. João, de maneira engenhosa, que o Cristo é o Messias, e que é Ele quem cura todas as doenças de nossa fraqueza e a nossa cegueira, nos ressuscita da morte e nos comunica a vida da graça. Vê, pois, alma cristã, o gozo que te virá de teu Deus (Communio).

 


«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)