sábado, 26 de outubro de 2024

Edição nº 739

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 739 – 27 de outubro de 2024

 

 Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
Último Domingo de Outubro
branco – 2a. classe

 

Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de «Cristo Rei». Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da Igreja, seu Reino visível; nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). É preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. «Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves, do magistério eclesiástico». Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará união e paz para a humanidade (Oração, Prefácio, Secreta e Communio).

 


Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

sábado, 19 de outubro de 2024

Edição nº 738

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 738 – 20 de outubro de 2024

 

 22º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

    Irrepreensíveis, deve encontrar-nos o Cristo no dia do juízo. O espírito de humildade e penitência (Intróito, Ofertório e Communio) é, portanto, muito necessário neste tempo, assim como uma consciência nítida de nossos deveres. Quais são esses deveres, vemos na Epístola, pelo próprio exemplo que nos dá o Apóstolo S. Paulo: vemos ainda no Gradual, que é um louvor da caridade fraterna. Finalmente, no Evangelho, Jesus Cristo nos ensina as nossas obrigações para com a autoridade civil, e antes de tudo, o dever que temos de entregar, sem reservas, a nossa alma a Deus.

 


«Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» Ev.

sábado, 12 de outubro de 2024

Edição nº 737

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 737 – 13 de outubro de 2024 

 21º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe 

Profunda confiança na proteção de Deus nos inspiram os Cânticos do Intróito e da Communio. Sem essa confiança não poderíamos subsistir e muito menos, vencer. Ardentemente desejamos no domingo passado a pátria celeste, mas não nos será fácil alcançá-la. O Evangelho fala-nos de responsabilidade das contas que temos a dar no último juízo. A Epístola mostra-nos a luta: tentações do inimigo, dias maus. Devemos estar armados para o combate. Anima-nos um exemplo: o paciente Jó, que, apesar de sua vida levada no temor de Deus, foi gravemente tentado, mas obteve por sua perseverança a felicidade temporal e a eterna (Ofertório). A fé e a confiança em Deus hão de fazer-nos triunfar nas lutas desta vida.



«retirou-se e fez com que o metessem na prisão, até pagar a dívida».

sábado, 5 de outubro de 2024

Edição nº 736

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 736 – 6 de outubro de 2024

 

 20º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Como o povo de Deus, assentado junto aos rios de Babilônia, suspirava pelo monte Sião, assim nós outros devemos suspirar por nossa pátria eterna (Ofertório). Em espírito de humildade e penitência, cumpre-nos suportar o exílio deste mundo (Intróito), e aproveitar o tempo para conhecer a vontade de Deus (Epístola). Os Cânticos anelam pela vinda do Senhor.  No Evangelho devemos fazer nossas as palavras do régulo: Vinde, Senhor, curar-nos, auxiliar-nos. Vinde, Senhor, aos nossos corações pela graça do Santo Sacrifício. Vinde enriquecer-nos por vossa presença sacramental na santa Comunhão. E vinde também, Senhor, buscar-nos um dia, para a nossa pátria celestial.

 

«Vieram-lhe ao encontro seus criados e deram-lhe a notícia de que o seu filho vivia.»

sábado, 28 de setembro de 2024

Edição nº 735

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 735 – 29 de setembro de 2024

 

 Dedicação de São Miguel Arcanjo

 

            São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate; cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.



«São Miguel Arcanjo, oferecei a Deus as nossas orações como o fumo dos perfumes. Amém.»

sábado, 21 de setembro de 2024

Edição nº 734

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 734 – 22 de setembro de 2024

 

 18º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

«Maranatha – Vinde, Senhor Jesus». Com este domingo principia a segunda parte do Tempo depois de Pentecostes, a expectativa da vinda do Juiz dos vivos e dos mortos. A Igreja suspira, em meio das angústias da vida presente, para que o Salvador venha buscá-la e conduzi-la para o Reino da luz e da vida.

Os Cânticos desta Missa são tirados de uma antiga Missa de Dedicação de uma igreja. A igreja é o símbolo da Jerusalém celeste. A cura do paralítico, no Evangelho, lembra a nossa própria cura pelo Batismo, e pelo Sacramento da Penitência. Nestes dois Sacramentos nos concede Jesus Cristo pela santa Igreja a paz que imploramos no Intróito. Na Epístola exorta-nos o Apóstolo, a mostrar-nos gratos, porque fomos enriquecidos com a graça e a doutrina por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem devemos guardar fidelidade por uma vida sem pecado. Se o sacrifício de Moisés, apenas uma sombra e figura do Sacrifício do Cristo (Ofertório), foi agradável aos olhos de Deus, quanto mais precioso será o Sacrifício que Jesus, em união com o seu Corpo místico, vai agora oferecer no altar. Por isso dirige-se a todos os fiéis, que formam um sacerdócio real, o Versículo da Communio: Trazei as vossas hóstias e entrai em seus átrios; adorai o Senhor na glória de seu santo templo.


«Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.» Ev.

sábado, 14 de setembro de 2024

Edição nº 733

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 733 – 15 de setembro de 2024

 

 17º Domingo depois de Pentecostes

verde – 1a. classe

 

«Ut sint unum: para que eles sejam um só», pediu Jesus na última Ceia.  Desde aquele momento, não cessa em cada uma das santas Missas de querer esta união entre os fiéis.  De um modo particular Ele o faz na Missa deste domingo. Pela boca do Apóstolo, na Epístola, recomenda-nos esta união. Ele próprio a ordena no Evangelho. Em virtude de sua divindade e sendo Ele o Medianeiro entre Deus e os homens, compete-Lhe o direito de ordenar. Como outrora, no cativeiro de Babilônia, Daniel implorou o perdão para o povo penitente (Ofertório), assim Jesus Cristo se sacrifica por nossos pecados, implora perdão no Santo Sacrifício e destrói o que possa perturbar a paz e a união da Igreja.

Mestre, qual é o mandamento da lei? Ev.

sábado, 7 de setembro de 2024

Edição nº 732

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 13 – nº 732 – 8 de setembro de 2024

 

 16º Domingo depois de Pentecostes
verde – 1a. classe

 

Doente é a alma humana, porém ela achou o seu Médico. O hidrópico do Evangelho é a imagem da alma humana, que, como aquele, encontra o seu médico em Jesus Cristo, em seu poder e em seu amor misericordioso. A Missa de hoje é uma repetição deste milagre e um penhor de nossa perseverança no bem. Os Cânticos e Orações pedem para nós o auxílio de Deus para o futuro, e louvam a sua bondade pelas graças e favores já recebidos.

 

«Então, Jesus tocou no homem, curou-o e mandou-o embora.» Ev.