sábado, 27 de junho de 2026

Edição nº 826

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 826 – 28 de junho de 2026

 

 5º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Eis como eles se amam, foi dito em louvor dos primeiros Cristãos. E não podia ser de outra forma, pois se sentiam e eram membros de um só Corpo, que é Jesus Cristo. N'Ele amavam a Deus, o Pai comum de todos, e, n'Ele amavam-se uns aos outros. Este ideal de que viviam os nossos antepassados é assim delineado e posto diante dos nossos olhos na Missa destes dias, e é uma esplêndida introdução e uma preparação para o sacrifício comum, o centro do serviço divino que a Comunidade cristã presta a seu Criador.

                                        

«Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.» Ev.

 

Avisos Paroquiais


Atenção para os horários das Santas Missas neste Domingo:

    – às 7h, 9h e 19h, em nossa igreja matriz;

    – às 10h, na Capela de São Brás, em Sesmaria;

    – às 17h, na Capela de São Pio de Pietrelcina e Santo Antônio, em Carabuçu;

    – às 19h, na Capela de Santa Rita de Cássia, em Mutum.

Serão transmitidas, direto da nossa igreja matriz, a Santa Missa das 7h, pela Rádio Bom Jesus FM 89.3, pelo Facebook e pelo YouTube, e também a Santa Missa das 19h, pelo Facebook e YouTube.

Intróito / EXÁUDI – Salmo 26. 7, 9, 1

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Exáudi, Dómine, vocem meam, qua clamávi ad te: adiútor meus esto, ne derelínquas me neque despícias me, Deus, salutáris meus. Ps. Dóminus illuminátio mea et salus mea, quem timébo? . Glória Patri.

Ouvi, Senhor, a minha voz, que Vos implora; e sede o meu auxílio; não me abandoneis, nem me desprezeis, ó Deus, meu Salvador. Sl. O Senhor é a minha Luz e a minha Salvação: a quem temerei? . Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

«Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração do homem pode atingir aquilo que Deus tem preparado para os que O amam.»

Deus, qui diligéntibus te bona invisibília præparásti: infúnde córdibus nostris tui amóris afféctum; ut te in ómnibus et super ómnia diligéntes, promissiónes tuas, quæ omne desidérium súperant, consequámur. Per Dóminum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus, que preparastes bens invisíveis para os que Vos amam, infundi em nossos corações profundo amor, para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas que excedem a todos os desejos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola de São Pedro I. 3. 8-15

Leitura ordinariamente extraída das epístolas ou cartas dos Apóstolos; daí o seu nome.

A recompensa imediata da prática do bem e da caridade fraterna, é sentir sobre si o olhar amoroso de Deus.

Caríssimi: Omnes unánimes in oratióne estóte, compatiéntes, fraternitátis amatóres, misericórdes, modésti, húmiles: non reddéntes malum pro malo, nec maledíctum pro maledícto, sed e contrário benedicéntes: quia in hoc vocáti estis, ut benedictiónem hereditáte possideátis. Qui enim vult vitam dilígere et dies vidére bonos, coérceat linguam suam a malo, et lábia eius ne loquántur dolum. Declínet a malo, et fáciat bonum: inquírat pacem, et sequátur eam. Quia óculi Dómini super iustos, et aures eius in preces eórum: vultus autem Dómini super faciéntes mala. Et quis est, qui vobis nóceat, si boni æmulatóres fuéritis? Sed et si quid patímini propter iustítiam, beáti. Timórem autem eórum ne timuéritis: et non conturbémini. Dóminum autem Christum sanctificáte in córdibus vestris.

Caríssimos: 8Sede todos perfeitamente unidos na oração, compassivos, amantes de vossos irmãos, misericordiosos, modestos e humildes. 9Não retribuais mal por mal, nem injúria com injúria; mas pelo contrário, abençoai; pois, para isto sois chamados, a fim de receberdes em herança a benção. 10Porque o que quer amar a vida1 e ver felizes dias, refreie a sua língua do mal, e não deixe que os seus lábios profiram mentiras. 11Aparte-se ele do mal e faça o bem; procure a paz, e nela prossiga, 12pois, os olhos do Senhor estão sobre os Justos, e seus ouvidos, atentos às suas súplicas. O olhar irado do Senhor, porém, ameaça os que praticam o mal213Quem poderá prejudicar-vos, se fordes zelosos no bem? 14E felizes de vós mesmos, se padecerdes algo por amor da justiça. Deles não tenhais medo nem vos perturbeis. 15Guardai, porém, o Cristo, o Senhor, santo em vossos corações.

1. Isto é, achá-la doce e amável.
2. Salmo 33.13-17

Gradual / Salmo 83. 10, 9

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Protéctor noster, áspice, Deus, et réspice super servos tuos. . Dómine, Deus virtútum, exáudi preces servórum tuórum.

Olhai para nós, ó Deus, nosso protetor, e atendei a vossos servos. . Senhor, Deus dos exércitos, ouvi as preces de vossos servos.

Aleluia / Salmo 20. 2

Allelúia, allelúia. . Dómine, in virtúte tua lætábitur rex: et super salutáre tuum exsultábit veheménter. Allelúia.

Aleluia, aleluia. . Senhor, o Rei se alegra com o vosso poder e grandemente exulta, porque Vós o salvastes. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 5. 20-24

Proclamação solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a leitura ou canto do Evangelho, é revestida da maior solenidade. O respeito para com ele, exige seja escutado de pé.

A exigência da caridade cristã estende-se às mais secretas intenções: às disposições do coração. É preciso reconciliarmo-nos com nossos irmãos, antes de nos reconciliarmos com Deus.

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis: Nisi abundáverit iustítia vestra plus quam scribárum et pharisæórum, non intrábitis in regnum cælórum. Audístis, quia dictum est antíquis: Non occídes: qui autem occíderit, reus erit iudício. Ego autem dico vobis: quia omnis, qui iráscitur fratri suo, reus erit iudício. Qui autem díxerit fratri suo, raca: reus erit concílio. Qui autem díxerit, fátue: reus erit gehénnæ ignis. Si ergo offers munus tuum ad altáre, et ibi recordátus fúeris, quia frater tuus habet áliquid advérsum te: relínque ibi munus tuum ante altáre et vade prius reconciliári fratri tuo: et tunc véniens ófferes munus tuum.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20Se vossa justiça não vai além da justiça dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. 21Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e quem matar, será réu em juízo. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão, será levado a tribunal; e o que chamar a seu irmão: raca3, será réu diante do Conselho. E o que disser: louco, merece ser condenado ao fogo do inferno423Portanto, se trouxeres a tua oferenda ao altar, e te lembrares que o teu irmão tem contra ti alguma coisa, 24deixa a tua oferenda diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois vem fazer a tua oblação.

3. Palavra aramaica que significa: «cabeça oca».
4. A «geena», lugar de sofrimento dos réprobos.

 

CREDO... Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

 

Ofertório Salmo 15. 7, 8

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Benedícam Dóminum, qui tríbuit mihi intelléctum: providébam Deum in conspéctu meo semper: quóniam a dextris est mihi, ne commóvear.

Bendirei o Senhor, que me deu a inteligência. Tenho a Deus continuamente diante de minhas vistas; pois, está à minha destra, para que eu não vacile.

Secreta

É a antiga «oração sobre as oblatas», ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Propitiáre, Dómine, supplicatiónibus nostris: et has oblatiónes famulórum famularúmque tuárum benígnus assúme; ut, quod sínguli obtulérunt ad honórem nóminis tui, cunctis profíciat ad salútem. Per Dóminum nostrum Iesum Christum.

Sede favorável, Senhor, às nossas súplicas, e recebei, benigno, estas oblações de vossos servos e servas, a fim de que seja proveitoso para a salvação de todos, o que cada um oferece para a glória de vosso Nome.  Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio Salmo 26. 4

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Unam pétii a Dómino, hanc requíram: ut inhábitem in domo Dómini ómnibus diébus vitæ meæ.

Uma só coisa peço ao Senhor; e esta procuro: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Quos cælésti, Dómine, dono satiásti: præsta, quǽsumus; ut a nostris mundémur occúltis et ab hóstium liberémur insídiis. Per Dóminum nostrum Iesum Christum.

Senhor, já nos saciastes com o Dom celestial; concedei, Vos pedimos, sejamos purificados de nossos pecados ocultos, e livres das ciladas de nossos inimigos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

 

Concórdia Fraterna

Ó Senhor, ensinai-me a viver em perfeita harmonia com o próximo para que as minhas orações e as minhas ofertas Vos sejam agradáveis.


1 – Este domingo poderia chamar-se o domingo da concórdia, virtude tão necessária para manter relações fraternas com o próximo. «Caríssimos – exorta-nos S. Pedro na Epístola (I, 3, 8-15) – sede todos de um mesmo coração, compassivos, amantes dos irmãos, misericordiosos, modestos, humildes». O Apóstolo fala-nos de um modo muito prático e realista; ele sabe que, dada a nossa fragilidade e limitação, é impossível conservar a concórdia se não nos sabemos compadecer dos defeitos alheios, se não sabemos ser misericordiosos com quem nos causa dissabores, se não sabemos suportar humildemente qualquer ofensa. Aquele que, para viver em perfeita harmonia com os outros, pretendesse nunca ter de suportar nenhum aborrecimento, nenhum desgosto, não ser nunca contrariado ou incomodado, bem pouca experiência teria da realidade da vida e esqueceria que não somos puros espíritos, mas espíritos limitados pela matéria; esqueceria que «somos homens mortais, frágeis, enfermos, que transportamos vasos de barro [isto é, o corpo], causa de mútuas angústias» (Sto. Agostinho), tal como vasilhas de barro que, viajando no mesmo carro, chocando umas com as outras, ocasionam prejuízo recíproco. A nossa limitação produz em nós mentalidades, gostos, interesses diferentes uns dos outros, pelo que nem sempre nos entendemos e, por vezes, mesmo sem querer e sem sombra de má intenção, cada um age em sentido oposto ao outro. O remédio para estes inconvenientes inevitáveis é o que nos sugere Sto. Agostinho: se a limitação da nossa natureza nos é motivo de recíprocas amarguras, «dilatentur spatia caritatis», dilatem-se as dimensões da caridade, ou seja, dilatemos o coração com uma caridade maior para nos sabermos compadecer e compreender mutuamente e, além disso, exercitemo-nos mais na humildade para vencermos os ressentimentos do amor próprio. Mesmo que agisse contra nós por má vontade, devíamos saber perdoar-lhe, segundo a palavra do Apóstolo: «não retribuais mal por mal, nem maldição por maldição, mas, pelo contrário, bendizei... E até se alguma coisa sofreis pela justiça, sois bem-aventurados! ... Mas bendizei Cristo Senhor em vossos corações».

2 – O Evangelho (Mt. 5, 20-24), retoma e aprofunda o mesmo argumento. Em primeiro lugar, Jesus diz-nos: «Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no reino dos céus». É uma clara alusão à nova lei do amor que Jesus nos trouxe e que supera em muito a pura lei da justiça: não podemos contentar-nos – como se contentavam os fariseus – em não causar dano ao próximo, mas devemos praticar para com ele uma delicada caridade fraterna.  Não basta «não matar» para fugir ao «juízo», ensina o Mestre, pois «todo aquele que se irar contra seu irmão, será condenado em juízo». Eis um outro aspecto da nova lei proposta por Jesus: não basta ser justo no exterior, é preciso sê-lo sobretudo no interior, ou seja, no coração; não basta evitar a ofensa externa ao próximo, mas é também necessário evitar, ou melhor, reprimir o ressentimento interior. Os fariseus, com a sua interpretação material da lei, tinham-lhe esquecido completamente o espírito, tinham esquecido que os olhos do Senhor nos olham sempre e não somente vêem o exterior, mas ainda o interior, de maneira que não se podem esconder dEle a ira e o ressentimento que se ocultam no coração. De resto, até no trato com o próximo Jesus nos pede uma grande delicadeza, exigindo que se evitem não só as ações mas também as palavras ofensivas. E Ele tem de tal modo a peito a caridade e a concórdia fraternas, que não hesita em dizer-nos: «Se estás para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta... e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão». Quanto nos ama o Senhor! «Ele – observa com sutileza S. João Crisóstomo – não cuida se quer da Sua honra quando se trata de exigir o amor do próximo. 'Interrompa-se embora o meu culto, diz, mas restabeleça-se a tua caridade'». Como poderão ser agradáveis a Deus as nossas orações e as nossas oferendas, se entre nós e o nosso próximo houver qualquer coisa que impeça a perfeita concórdia?

MADALENA, Padre Gabriel de Santa Maria. Intimidade Divina. 2. ed.
Porto: Edições Carmelitanas, 1967, p. 866-868.

sábado, 20 de junho de 2026

Edição nº 825


«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 825 – 21 de junho de 2026

 

 4º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Por causa de algumas mudanças feitas no decorrer do tempo, há apenas, pequeno, ou mesmo nenhum nexo entre o Evangelho e os outros textos das Missas depois de Pentecostes. A Missa de hoje tem como tema: a confiança em Deus. A Epístola e o Evangelho mostram­nos quando esta confiança é mais necessária. E é nos sofrimentos e nos trabalhos desta vida. A esperança e a certeza da glória futura nos dão coragem, pelo que, mesmo aqui neste mundo, não devemos temer. Aquele que para a nossa salvação fundou a Igreja, também a governará na pessoa de seus representantes. A barca de Pedro não soçobrará, pois o Senhor é a sua salvação. O Senhor é realmente a nossa Luz e a nossa Salvação: a quem temeremos? O Senhor é o defensor de nossa vida! (Intróito).

 

«Afastai-Vos de mim, Senhor, que sou homem pecador.» Ev.

sábado, 13 de junho de 2026

Edição nº 824

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 824 – 14 de junho de 2026

 

 3º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

O amor de Deus manifesta-se pelo cuidado que Ele tem de nós. Até no tempo da tribulação devemos lembrar-nos disto (Epístola). Mas não só dos bons cuida o Senhor, pois vemos o seu amor na ânsia com que procura a ovelha desgarrada. No Evangelho mostra o Divino Mestre todo este seu Amor em duas comparações, que nos fazem contemplar em nova luz a ternura do Coração de Deus. Nem mesmo o pecado, o único inimigo da paz no Reino de Deus, está fora do plano divino. Também ele é previsto pela misericórdia do Senhor. Seu amor não se cansa até encontrar a ovelha perdida. O Introito é a voz dessa pobre ovelhinha, a saudade que o homem tem da Redenção. Esta se renova na santa Missa.


«As parábolas de hoje, nos ensinam que jamais confiaremos demasiado na misericórdia divina».

sábado, 6 de junho de 2026

Edição nº 823


«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 823 – 7 de junho de 2026

 

2º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe

 

Amor e Eucaristia são os dois pensamentos principais da Missa deste dia (Evangelho). Devemos amar a Deus (Intróito) e ao próximo (Epístola), porque Deus nos convida para o seu Banquete – o Reino de Deus neste mundo e a felicidade no céu. A Igreja católica é a sala do festim, e a Sagrada Eucaristia, a mesa preparada. Os Cânticos respiram confiança na vitória, que é um fruto da santa Comunhão, ou imploram o auxílio contra os inimigos da salvação.

«Traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos, e os coxos.» Ev.

sábado, 30 de maio de 2026

Edição nº 822

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 822 – 31 de maio de 2026

 

 1º Domingo depois de Pentecostes
Festa da Santíssima Trindade
branco – 1ª classe.

 

A festa de hoje é uma justa homenagem à SSma. Trindade, uma ação de graças ao Pai e à Sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à SSma. Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos em união com os Serafins cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.

À glória da SSma. Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.

 

«A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.» Ep.

sábado, 23 de maio de 2026

Edição nº 821

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 821 – 24 de maio de 2026

Domingo de Pentecostes
vermelho – 1ª classe

Na igreja do Apóstolo que primeiro explicou o Mistério deste dia, na basílica de S. Pedro, hoje nos reunimos.  No altar, que é obra do Espírito Santo, se vai repetir, por todos os tempos e em todo o orbe (Introito), o que aconteceu naquele memorável dia de Pentecostes, de que fala a Epístola.  Imploramos nós a mesma graça no Gradual e na Sequência. No Evangelho, Jesus nos promete a realização deste desejo que se cumprirá no Santo Sacrifício.

Unindo-nos ao Filho de Deus, virá também habitar em nós o Divino Espírito Santo (Communio). Cheios desse Espírito Divino falaremos também nós das grandezas de Deus.

Lembremo-nos que, neste dia, nasceu a Igreja e com ela nasceu igualmente o Apostolado ou a Ação católica. A força, o amor fervoroso do Divino Espírito Santo nos deve animar e fazer de nós, Sacerdotes, Soldados e Apóstolos do Reino de Deus.

 

«E apareceu-lhes destacadas línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles.» Ep.

sábado, 16 de maio de 2026

Edição nº 820

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 820 – 17 de maio de 2026

 

Domingo depois da Ascensão
Solenidade da Ascenção do Senhor
branco – 2ª classe.

 

A festa da Ascensão, diz S. Bernardo, «é a consumação, a coroa das outras solenidades e o termo glorioso da jornada terrestre do Filho de Deus».

Durante quarenta dias, permanecera Jesus no mundo, para fortalecer os seus discípulos na fé e os preparar para a vinda do Espírito Santo. Mas soou enfim a hora de se despedir daqueles que tanto amava. Ainda que de despedida, essa hora era contudo de grande alegria para o Mestre e os seus discípulos, e para a humanidade inteira. Alegria porque Jesus triunfou. Terminaram as humilhações, os sofrimentos. A coroa de espinhos e opróbrios se converte em coroa de honra, a Cruz ignominiosa, em trono de glória. Alegremo–nos porque o Salvador subiu ao céu para ali preparar–nos um lugar. Porque junto do trono de seu Pai, Jesus continua a interceder por nós e a cumprir a sua missão de Mediador entre Deus e os homens. Alegremo–nos ainda porque a sua subida é o penhor da descida do Espírito Santo.  «Se eu não for, o Espírito Santo não virá a vós». Alegremo–nos, finalmente, porque este mesmo Jesus que hoje se esconde aos nossos olhares, descerá um dia, em toda a sua Majestade e todo o seu poder, para julgar os vivos e os mortos, e então os nossos olhos contemplarão extasiados sua santa Humanidade, sem o receio, para sempre afastado, de uma nova separação.

Enquanto a Epístola e o Evangelho narram sucintamente o fato histórico, ouvimos nos Cânticos perpassar estas melodias de júbilo. Cremos firmemente que o Nosso Redentor subiu ao céu e nesta convicção Lhe dirigimos uma súplica, para que também nós tenhamos em espírito a nossa morada no céu (Oração).


«homens da Galileia por que estais olhando para o céu?» Ep.

sábado, 9 de maio de 2026

Edição nº 819

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 819 – 10 de maio de 2026

 

 5º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

«Eu saí do Pai, e vim ao mundo; deixo outra vez o mundo, e vou ao Pai».

Nestas linhas está sintetizado o pensamento principal da santa Missa de hoje. Os textos, ao mesmo tempo que nos lembram as alegrias pascais, nos prenunciam o próximo desaparecimento do Salvador. Enquanto a Epístola nos fala do Cristianismo prático, o Evangelho, aludindo à próxima Ascensão de Jesus Cristo, nos ensina como podemos e devemos confiar-Lhe os nossos cuidados e as nossas preocupações, antes de Jesus nos deixar e ir para junto de seu Pai. Estejamos certos de que seremos atendidos, porque se amamos o Filho, também o Pai nos ama.

 


«Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.» Ev.