sábado, 30 de maio de 2026

Edição nº 822

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 822 – 31 de maio de 2026

 

 1º Domingo depois de Pentecostes
Festa da Santíssima Trindade
branco – 1ª classe.

 

A festa de hoje é uma justa homenagem à SSma. Trindade, uma ação de graças ao Pai e à Sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à SSma. Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos em união com os Serafins cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.

À glória da SSma. Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.

 

«A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.» Ep.

 

Avisos Paroquiais

 

    ·    Próxima quinta-feira, dia 4 de junho, é Festa de Corpus Christi, Dia Santo de Guarda.

Atenção para os horários das Santas Missas neste Domingo:

 

    -    às 7h, 9h e 19h em nossa igreja matriz;

    -    às 9h na Capela de São Pio de Pietrelcina e Santo Antônio, em Carabuçu;

    -    às 17h na Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Santa Maria de Campos.

    -    às 19h na Capela de São José, em Serrinha.

Serão transmitidas, direto da nossa igreja matriz, a Santa Missa das 7h, pela Rádio Bom Jesus FM 89.3 e YouTube, e a Santa Missa das 19h, pelo YouTube.

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Intróito / Benedicta Sit –­ Tobias 12. 6; Salmo 8. 2

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Benedícta sit sancta Trínitas atque indivísa Unitas: confitébimur ei, quia fecit nobíscum misericórdiam suam. Ps. Dómine, Dóminus noster, quam admirábile est nomen tuum in univérsa terra. . Glória Patri.

Bendita seja a Trindade santa e a Unidade indivisa. Louvemo-la, porque foi misericordiosa para conosco. Sl. Ó Senhor, Senhor nosso, como é admirável o vosso Nome em toda a terra. . Glória ao Pai

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Omnípotens sempitérne Deus, qui dedísti fámulis tuis in confessióne veræ fídei, ætérnæ Trinitátis glóriam agnóscere, et in poténtia maiestátis adoráre Unitátem: quǽsumus; ut, eiúsdem fídei firmitáte, ab ómnibus semper muniámur advérsis. Per Dominum nostrum.

Onipotente e eterno Deus, que concedestes a vossos servos conhecer na confissão da verdadeira fé a glória da eterna Trindade, e adorar a sua Unidade no poder da Majestade, fazei, Vos pedimos que, pela firmeza desta mesma fé, sejamos protegidos contra todas as adversidades. Por Nosso Senhor.

Leitura de São Paulo Apóstolo aos Romanos 11. 33-36

Leitura ordinariamente extraída das epístolas ou cartas dos Apóstolos; daí o seu nome.

Os planos de Deus são impenetráveis e muito acima dos nossos pensamentos. Mais impenetrável ainda é o mistério da Santíssima Trindade, de que sabemos somente que, numa incomparável unidade, Deus é simultaneamente Pai, Filho e Espírito Santo.

O altitúdo divitiárum sapiéntiæ et sciéntiæ Dei: quam incomprehensibília sunt iudícia eius, et investigábiles viæ eius! Quis enim cognovit sensum Dómini? Aut quis consiliárius eius fuit? Aut quis prior dedit illi, et retribuétur ei? Quóniam ex ipso et per ipsum et in ipso sunt ómnia: ipsi glória in sǽcula. Amen.

33Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Como são incompreensíveis os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos! 34Quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35Ou quem Lhe deu primeiro alguma coisa para que tenha de receber em troca? 36Porque, d’Ele, e por Ele, e n’Ele, são todas as coisas. A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém. 

Gradual / Daniel 3. 55-56

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Benedíctus es, Dómine, qui intuéris abýssos, et sedes super Chérubim, . Benedíctus es, Dómine, in firmaménto cæli, et laudábilis in sǽcula. Allelúia, allelúia.

Bendito sois, Senhor, que sondais os abismos e Vos assentais acima dos Querubins. . Bendito sois Vós, Senhor, no firmamento do céu e digno de louvor por todos os séculos.

Aleluia / Daniel 3. 52

Allelúia, allelúia. . Benedíctus es, Dómine, Deus patrum nostrórum, et laudábilis in sǽcula. Allelúia.

Aleluia, aleluia. . Bendito sois, Senhor, Deus de nossos pais; e digno de louvor por todos os séculos. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 28. 18-20

Proclamação solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a leitura ou canto do Evangelho, é revestida da maior solenidade. O respeito para com ele, exige seja escutado de pé.

Incorporando-nos em Cristo, o batismo torna-nos participantes da vida filial, que é a sua, no seio da Santíssima Trindade. Consagra-nos às três Pessoas Divinas e transforma-nos, no mais íntimo do ser, para, unidos a Cristo, nos associar ao mistério da sua vida.

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis: Data est mihi omnis potéstas in cælo et in terra. Eúntes ergo docéte omnes gentes, baptizántes eos in nómine Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti: docéntes eos serváre ómnia, quæcúmque mandávi vobis. Et ecce, ego vobíscum sum ómnibus diébus usque ad consummatiónem sǽculi.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 18Todo o poder me foi dado no céu e na terra. 19Ide, pois, ensinai a todos os povos, e batizai-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20e ensinai-lhes a observar tudo o que vos mandei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.

 

CREDO... Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

 

Ofertório Tobias 12. 6

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Benedíctus sit Deus Pater, unigenitúsque Dei Fílius, Sanctus quoque Spíritus: quia fecit nobíscum misericórdiam suam.

Bendito seja Deus, o Pai, e o Filho Unigênito de Deus, e também o Espírito Santo, pois, foi misericordioso para conosco.

Secreta

É a antiga «oração sobre as oblatas», ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Sanctífica, quǽsumus, Dómine, Deus noster, per tui sancti nóminis invocatiónem, huius oblatiónis hóstiam: et per eam nosmetípsos tibi pérfice munus ætérnum. Per Dominum nostrum.

Nós Vos rogamos, Senhor, nosso Deus, santificai pela invocação de vosso santo Nome esta hóstia que Vos oferecemos, e fazei que, por ela, sejamos nós mesmos para Vós uma oblação para a eternidade. Por Nosso Senhor.

Communio Tobias 12. 6

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Benedícimus Deum cæli et coram ómnibus vivéntibus confitébimur ei: quia fecit nobíscum misericórdiam suam.

Bendizemos o Deus do céu, e O louvaremos perante todos os viventes, pois foi misericordioso para conosco.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Profíciat nobis ad salútem córporis et ánimæ, Dómine, Deus noster, huius sacraménti suscéptio: et sempitérnæ sanctæ Trinitátis eiusdémque indivíduæ Unitátis conféssio. Per Dominum nostrum.

Fazei, Senhor, nosso Deus, que a recepção deste Sacramento e a confissão da eterna e Santa Trindade e de sua mesma indivisa Unidade, nos aproveitem para a salvação da alma e do corpo. Por Nosso Senhor.

Meditação

 

Festa da Santíssima Trindade

«Eu Vos dou graças, ó Deus, Trindade una e verdadeira. Divindade una e suprema, santa e única Unidade» (BR).

 

1 – Desde o Advento até hoje a Igreja levou-nos a considerar as magníficas manifestações da misericórdia de Deus para com os homens: a Encarnação, a Redenção e o Pentecostes; agora dirige os nossos olhares para a fonte de tais dons, a Ssma. Trindade, da qual tudo provém, de modo que brota espontaneamente dos lábios o hino de reconhecimento expresso no Intróito da Missa: «Bendita seja a Santíssima Trindade e a Sua indivisível Unidade. Cantemos-Lhe louvores pela sua misericórdia para conosco.» Misericórdia de Deus Pai «que amou de tal maneira o mundo que lhe enviou o Seu Unigênito» (cfr. Jo. 3, 16); misericórdia de Deus Filho que, para nossa redenção, encarnou e morreu na cruz; misericórdia do Espírito Santo que Se dignou descer aos nossos corações para nos comunicar a caridade de Deus, para nos tornar participantes da vida divina. Muito a propósito a Igreja inseriu no Ofício Divino de hoje a bela antífona de inspiração paulina: «Caritas Pater est, gratia Filius, communactio Spiritus Sanctus, o beata Trinitas!»; o Pai é caridade, o Filho é graça e o Espírito Santo é a comunicação, quer dizer, a caridade do Pai e a graça do Filho são-nos comunicadas pelo Espírito Santo que as derrama nos nossos corações. Não se poderia sintetizar melhor a maravilhosa obra da Trindade a favor das nossas almas. O Ofício Divino e a Missa do dia são, na verdade, um hino de louvor e de agradecimento à Ssma. Trindade, são como que um Gloria Patri e um Te Deum prolongados. E estes dois hinos, um na sua compendiosa brevidade, e outro na sua majestosa sucessão de louvores, são verdadeiramente os hinos do dia destinados a despertar nos nossos corações um eco profundo de louvor, de ação de graças e de adoração.

2 – A festa de hoje leva-nos a louvar e a engrandecer a Ssma. Trindade, não só pelas imensas misericórdias que tem concedido aos homens, mas também e sobretudo em Si mesma e por Si mesma. Pelo Seu Ser supremo que jamais teve princípio e jamais terá fim; pelas Suas perfeições infinitas, pela Sua majestade, beleza e bondade essenciais; pela sublime fecundidade de vida, pela qual o Pai incessantemente gera o Filho e do Pai e do Filho procede o Espírito Santo (todavia o Pai não é anterior nem superior ao Verbo, nem o Pai e o Verbo são anteriores ou superiores ao Espírito Santo, mas as três Pessoas divinas são coeternas e iguais entre si); pela divindade e por todas as perfeições e atributos divinos que são únicos e idênticos no Pai, no Filho e no Espírito Santo. O que pode dizer e compreender o homem em face de um tão sublime mistério? Nada! No entanto, aquilo que sabemos é certo, porque o mesmo Filho de Deus «o Unigênito que está no seio do Pai, Ele mesmo é que o deu a conhecer» (Jo. 1, 18); mas o mistério é tão sublime e superior à nossa compreensão que não podemos senão inclinar a cabeça e adorar em silêncio. «Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus; quão incompreensíveis são os Seus juízos e imperscrutáveis os Seus caminhos!», exclama S. Paulo na Epístola do dia (Rom. 11, 33-36), ele que «tendo sido arrebatado ao terceiro céu» não soube nem pôde dizer outra coisa senão que ouviu «palavras inefáveis que não é lícito a um homem proferir» (II Cor. 12, 2-4). Em presença do altíssimo mistério da Trindade, sente-se realmente que o mais belo louvor é o silêncio da alma que adora, reconhecendo-se incapaz de exprimir um louvor adequado à Majestade divina.

MADALENA, Padre Gabriel de Santa Maria. Intimidade Divina. 2. ed.
Porto: Edições Carmelitanas, 1967, p. 760-762.

sábado, 23 de maio de 2026

Edição nº 821

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 821 – 24 de maio de 2026

Domingo de Pentecostes
vermelho – 1ª classe

Na igreja do Apóstolo que primeiro explicou o Mistério deste dia, na basílica de S. Pedro, hoje nos reunimos.  No altar, que é obra do Espírito Santo, se vai repetir, por todos os tempos e em todo o orbe (Introito), o que aconteceu naquele memorável dia de Pentecostes, de que fala a Epístola.  Imploramos nós a mesma graça no Gradual e na Sequência. No Evangelho, Jesus nos promete a realização deste desejo que se cumprirá no Santo Sacrifício.

Unindo-nos ao Filho de Deus, virá também habitar em nós o Divino Espírito Santo (Communio). Cheios desse Espírito Divino falaremos também nós das grandezas de Deus.

Lembremo-nos que, neste dia, nasceu a Igreja e com ela nasceu igualmente o Apostolado ou a Ação católica. A força, o amor fervoroso do Divino Espírito Santo nos deve animar e fazer de nós, Sacerdotes, Soldados e Apóstolos do Reino de Deus.

 

«E apareceu-lhes destacadas línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles.» Ep.

sábado, 16 de maio de 2026

Edição nº 820

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 820 – 17 de maio de 2026

 

Domingo depois da Ascensão
Solenidade da Ascenção do Senhor
branco – 2ª classe.

 

A festa da Ascensão, diz S. Bernardo, «é a consumação, a coroa das outras solenidades e o termo glorioso da jornada terrestre do Filho de Deus».

Durante quarenta dias, permanecera Jesus no mundo, para fortalecer os seus discípulos na fé e os preparar para a vinda do Espírito Santo. Mas soou enfim a hora de se despedir daqueles que tanto amava. Ainda que de despedida, essa hora era contudo de grande alegria para o Mestre e os seus discípulos, e para a humanidade inteira. Alegria porque Jesus triunfou. Terminaram as humilhações, os sofrimentos. A coroa de espinhos e opróbrios se converte em coroa de honra, a Cruz ignominiosa, em trono de glória. Alegremo–nos porque o Salvador subiu ao céu para ali preparar–nos um lugar. Porque junto do trono de seu Pai, Jesus continua a interceder por nós e a cumprir a sua missão de Mediador entre Deus e os homens. Alegremo–nos ainda porque a sua subida é o penhor da descida do Espírito Santo.  «Se eu não for, o Espírito Santo não virá a vós». Alegremo–nos, finalmente, porque este mesmo Jesus que hoje se esconde aos nossos olhares, descerá um dia, em toda a sua Majestade e todo o seu poder, para julgar os vivos e os mortos, e então os nossos olhos contemplarão extasiados sua santa Humanidade, sem o receio, para sempre afastado, de uma nova separação.

Enquanto a Epístola e o Evangelho narram sucintamente o fato histórico, ouvimos nos Cânticos perpassar estas melodias de júbilo. Cremos firmemente que o Nosso Redentor subiu ao céu e nesta convicção Lhe dirigimos uma súplica, para que também nós tenhamos em espírito a nossa morada no céu (Oração).


«homens da Galileia por que estais olhando para o céu?» Ep.

sábado, 9 de maio de 2026

Edição nº 819

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 819 – 10 de maio de 2026

 

 5º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

«Eu saí do Pai, e vim ao mundo; deixo outra vez o mundo, e vou ao Pai».

Nestas linhas está sintetizado o pensamento principal da santa Missa de hoje. Os textos, ao mesmo tempo que nos lembram as alegrias pascais, nos prenunciam o próximo desaparecimento do Salvador. Enquanto a Epístola nos fala do Cristianismo prático, o Evangelho, aludindo à próxima Ascensão de Jesus Cristo, nos ensina como podemos e devemos confiar-Lhe os nossos cuidados e as nossas preocupações, antes de Jesus nos deixar e ir para junto de seu Pai. Estejamos certos de que seremos atendidos, porque se amamos o Filho, também o Pai nos ama.

 


«Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.» Ev.

sábado, 2 de maio de 2026

Edição nº 818

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 818 – 3 de maio de 2026

 

 4º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

A Missa de hoje nos mostra o nexo íntimo que há entre o desaparecimento de Jesus e a descida do Divino Espírito Santo, e nos esclarece de um modo particular sobre a missão do Divino Espírito Santo, que é tríplice: no mundo, na Igreja e nas almas.  Ao mundo cumpre conhecer o seu pecado, a justeza da causa da Igreja e o juízo iminente. Na Igreja o Divino Espírito Santo continuará a Missão de Jesus Cristo, conservando-a infalível depositária de sua doutrina. Na alma, Ele continuará a iluminá-la e a conduzi-la sempre mais e mais, para a verdade e para a luz. Ele vos ensinará toda a verdade (Evangelho). Empenhemo-nos desde já em preparar a nossa alma para a tornar digna de receber a luz da verdade.

«porque se eu não for, não virá a vós o Consolador.» Ev.

sábado, 25 de abril de 2026

Edição nº 817

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 817 – 26 de abril de 2026

 

 3º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe

 

O Domingo da Ressurreição e os dois imediatos são completamente dominados pelo pensamento da Ressurreição. Os domingos seguintes nos preparam para a despedida: a Ascensão de Nosso Senhor e a Missão do Divino Espírito Santo. Fala-nos o domingo de hoje da despedida de Jesus deste mundo, e assim nos lembra que também somos estrangeiros e viajantes.  S. Pedro nos delineia o modo de proceder de Cristo no mundo: obediência à autoridade, cumprimento dos deveres de estado (Epístola). Na Oração, imploramos força para não errar no caminho, para que sejamos dignos do nome de Cristãos, isto é, cidadãos do céu. O Evangelho afirma que, querendo andar como Cristãos, teremos que sofrer e chorar enquanto o mundo se alegra. A nossa tristeza será breve, no entanto, e mudada será em alegria que ninguém nos há de tirar.

«Ainda um pouco de tempo, e já não me vereis.» Ev.

sábado, 18 de abril de 2026

Edição nº 816

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 816 – 19 de abril de 2026

 

 2º Domingo depois da Páscoa
Domingo do Bom Pastor
branco – 2ª classe.

 

Tão perto da Páscoa, este domingo é como que uma síntese de tudo quanto de bom, de belo e de consolador há neste Tempo. Visão suavíssima! Jesus, o Bom Pastor, no meio de suas ovelhas, pelas quais havia dado a sua vida! Os primeiros Cristãos gostavam de demorar-se nesta contemplação, como provam os desenhos nas catacumbas de Roma.  Confiantes, nós nos aproximamos hoje da Igreja. É o Bom Pastor mesmo quem nos recebe e nos fala (Evangelho). Lembrando-nos de tudo que fez por nós, cantamos jubilosos no Intróito: Da misericórdia do Senhor está cheia a terra.  S. Pedro, que em si próprio experimentou todo o amor misericordioso do Pastor, mostra-nos na Epistola a extensão e as finezas desse amor.  E assim esclarecidos, temos a certeza de que o Bom Pastor nos conhece, isto é, que nos vem instruir, fortalecer e iluminar no santo Sacrifício da Missa (Communio).


«Ego sum Pastor Bonus!» Ev.