sábado, 11 de julho de 2026

Edição nº 828

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 828 – 12 de julho de 2026

 

 7º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

O Intróito é um alegre convite de louvor ao Senhor, nosso Deus, que é o Rei supremo, Rex magnus, da terra. Este é o destino de cada homem e mais particularmente o do Cristão. Nem todos, porém, compreendem a sua missão. Vemos o mundo dividido em dois campos, e não só no mundo como em cada indivíduo, existe um conflito perene entre o bem e o mal. S. Paulo, na Epístola, fala-nos do escravo do pecado e do escravo de Deus e o Evangelho não nos deixa em dúvida sobre o que nos importa escolher. Devemos, como as boas árvores, produzir bons frutos. Só com a graça de Deus, o conseguiremos. Implorando humildemente esta graça (Oração), alcançá-la-emos pela celebração dos santos Mistérios (Postcommunio).


«Acautelai-vos dos falsos profetas» Ev.

 

Avisos Paroquiais

    – Hoje é o dia da Entrega do dízimo.

Atenção para os horários das Santas Missas neste Domingo:

    
    – às 7h, 9h e 19h, em nossa igreja matriz;

    – às 10h, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Calheiros;

    – às 16h, no Lot. Santa Edwiges, Local da Futura Capela de Santa Edwiges.

Serão transmitidas, direto da nossa igreja matriz, a Santa Missa das 7h, pela Rádio Bom Jesus FM 89.3 e pelo YouTube e também a Santa Missa das 19h, pelo YouTube.

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 (Transmissão ao Vivo – Santa Missa 7h e 19h)

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E-mail – bomjesuscrucificado@gmail.com

Intróito / OMNES GENTES – Salmo 46. 2-3

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Omnes gentes, pláudite mánibus: iubiláte Deo in voce exsultatiónis. Ps. Quóniam Dóminus excélsus, terríbilis: Rex magnus super omnem terram. . Glória Patri.

Vós, povos todos, batei palmas, celebrai a Deus com cânticos de júbilo. Sl. Porque, sublime é o Senhor e grande é o seu poder: Rei supremo sobre toda a terra. . Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Entreguemo-nos totalmente nas mãos de Deus, que, em sua providência, procura o nosso bem com mais segurança que nós mesmos o poderíamos fazer.

Deus, cuius providéntia in sui dispositióne non fállitur: te súpplices exorámus; ut nóxia cuncta submóveas, et ómnia nobis profutúra concédas. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus, cuja Providência não falha em suas disposições, humildemente Vos suplicamos afasteis de nós tudo quanto nos prejudique, e nos concedais quanto possa ser proveitoso para a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 6. 19-23

Leitura ordinariamente extraída das epístolas ou cartas dos Apóstolos; daí o seu nome.

A liberdade do cristão consiste na libertação da escravatura do pecado, para se dar, sem reserva, à prática do bem. Estava condenado à morte, e agora vai a caminho da vida eterna.

Fratres: Humánum dico, propter infirmitátem carnis vestræ: sicut enim exhibuístis membra vestra servíre immundítiæ et iniquitáti ad iniquitátem, ita nunc exhibéte membra vestra servíre iustítiæ in sanctificatiónem. Cum enim servi essétis peccáti, líberi fuístis iustítiæ. Quem ergo fructum habuístis tunc in illis, in quibus nunc erubéscitis? Nam finis illórum mors est. Nunc vero liberáti a peccáto, servi autem facti Deo, habétis fructum vestrum in sanctificatiónem, finem vero vitam ætérnam. Stipéndia enim peccáti mors. Grátia autem Dei vita ætérna, in Christo Iesu, Dómino nostro.

Irmãos: 19Humanamente falo, atendendo à fraqueza de vossa carne. Como oferecestes os vossos membros para servirem à impureza e à malícia para a iniquidade, assim agora, fazei-os servir à justiça para a vossa santificação. 20Pois, quando éreis escravos do pecado, não servistes à justiça. 21E que frutos tivestes, então, daquelas coisas de que agora vos envergonhais? O fim de tudo aquilo é a morte. 22Agora, porém, livres do pecado e feitos servos de Deus, tendes por vosso fruto a santidade, e por fim, a vida eterna. 23Porque o soldo do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, Senhor Nosso.

Gradual / Salmo 33. 12,6

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Veníte, fílii, audíte me: timórem Dómini docébo vos. . Accédite ad eum, et illuminámini: et fácies vestræ non confundéntur.

Vinde, filhos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor. . Aproximai-vos d'Ele: irradiai de alegria, e as vossas faces não se cobrirão de confusão.

Aleluia / Salmo 46. 2

Allelúia, allelúia. . Omnes gentes, pláudite mánibus: iubiláte Deo in voce exsultatiónis. Allelúia.

Aleluia, aleluia. . Vós, povos todos, batei palmas: glorificai a Deus com cânticos de júbilo. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 7. 15-21

Proclamação solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a leitura ou canto do Evangelho, é revestida da maior solenidade. O respeito para com ele, exige seja escutado de pé.

Falando dos falsos profetas, da árvore e seus frutos, o ensinamento de Jesus envolve todo um ensinamento bíblico. Deus exige que O sirvam e amem com sinceridade.

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis: Atténdite a falsis prophétis, qui véniunt ad vos in vestiméntis óvium, intrínsecus autem sunt lupi rapáces: a frúctibus eórum cognoscétis eos. Numquid cólligunt de spinis uvas, aut de tríbulis ficus? Sic omnis arbor bona fructus bonos facit: mala autem arbor malos fructus facit. Non potest arbor bona malos fructus fácere: neque arbor mala bonos fructus fácere. Omnis arbor, quæ non facit fructum bonum, excidétur et in ignem mittétur. Igitur ex frúctibus eórum cognoscétis eos. Non omnis, qui dicit mihi, Dómine, Dómine, intrábit in regnum cælórum: sed qui facit voluntátem Patris mei, qui in cælis est, ipse intrábit in regnum cælórum.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós sob peles de ovelhas, mas, por dentro, são lobos vorazes. 16Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas, de espinhos, ou figos, de cardos? 17Assim, toda árvore boa dá bons frutos; e a árvore má dá frutos maus. 18Não pode a boa árvore dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. 19Toda árvore que não dá bom fruto, será cortada e lançada ao fogo. 20Portanto, por seus frutos é que conhecereis os homens. 21Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, e sim, o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é o que entrará no Reino dos céus.

 

CREDO... Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

 

Ofertório / Daniel 3. 40

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Sicut in holocáustis aríetum et taurórum, et sicut in mílibus agnórum pínguium: sic fiat sacrifícium nostrum in conspéctu tuo hódie, ut pláceat tibi: quia non est confúsio confidéntibus in te, Dómine.

Aos vossos olhos, Senhor, seja hoje nosso sacrifício como os holocaustos de carneiros e touros, ou os de milhares de gordas ovelhas, para que assim Vos agrade; pois, não há confusão para aqueles que em Vós confiam.

Secreta

É a antiga «oração sobre as oblatas», ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Deus, qui legálium differéntiam hostiárum unius sacrifícii perfectione sanxísti: accipe sacrifícium a devótis tibi fámulis, et pari benedictióne, sicut múnera Abel, sanctífica; ut, quod sínguli obtulérunt ad maiestátis tuæ honórem, cunctis profíciat ad salútem. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus, que integrastes na perfeição de um só sacrifício as diferentes vítimas da antiga lei, aceitai o Sacrifício que Vos oferecem os vossos devotos servos e santificai-o, como santificastes o de Abel; para que aproveite para a salvação de todos, o que cada um ofereceu em honra de vossa Majestade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 30. 3

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Inclína aurem tuam, accélera, ut erípias me.

Inclinai os vosso ouvidos; apressai-Vos em livrar-me.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Tua nos, Dómine, medicinális operátio, et a nostris perversitátibus cleménter expédiat, et ad ea, quæ sunt recta, perdúcat. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Fazei, Senhor, que os efeitos salutares de vossa clemência nos afastem de nossas perversidades e nos encaminhem para o que é justo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Meditação

 

Frutos de vida

Ajudai-me, Senhor, a não me contentar com palavras, mas a produzir frutos de santidade.

 

1 – Hoje a Epístola (Rom. 6, 19-23) e o Evangelho (Mt. 7, 15-21) falam-nos dos verdadeiros frutos da vida cristã e convidam-nos a examinar quais os frutos que até agora produzimos. Quando «éreis escravos do pecado» – afirma S. Paulo – produzíeis frutos de morte, «mas agora que estais livres do pecado e feitos servos de Deus, tendes por vosso fruto a santificação». A nossa santificação deve ser o fruto da nossa vida cristã e é sobre este ponto que nos devemos examinar: que progresso fazemos na virtude? Somos fiéis aos nossos propósitos? Cada cristão pode considerar-se uma árvore da vinha do Senhor: o próprio Jesus, Jardineiro divino, a plantou em terra boa, fértil, fecunda, a terra do jardim da Igreja, banhada com a água viva da graça; rodeou-a dos cuidados mais amorosos, podando-lhe os ramos inúteis por meio de provações, curando-a dos males mediante a Sua Paixão e Morte, regando-lhe as raízes com o Seu preciosíssimo Sangue. De tal modo cuidou dela que pode dizer: «Que coisa há que eu devesse fazer mais à minha vinha que lhe não tenha feito?» (Is. 5, 4). Mas depois de tantos cuidados, Jesus passa um dia para ver que frutos produz esta árvore e pelos seus frutos, a julga, porque «não pode uma árvore boa dar maus frutos nem uma árvore má dar bons frutos». Se antes da Redenção a humanidade era semelhante a uma árvore bravia somente capaz de dar frutos de morte, com a Redenção foi enxertada em Cristo e Cristo, que nos alimenta com a Sua própria seiva, tem todo o direito a encontrar em nós frutos de santidade e de vida eterna. Por isso, as palavras e os suspiros não bastam; não basta sequer a fé, pois «a fé, se não tiver obras, é morta» (Tgo. 2, 17); são indispensáveis as obras e a prática da vontade de Deus, porque, «nem todo o que me diz: 'Senhor! Senhor!' entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus».

2 – No Evangelho de hoje, Jesus chama a nossa atenção para os «falsos profetas» que se apresentam «vestidos de ovelhas e por dentro são lobos rapaces». Muitos apresentam-se como mestres de moral ou mestres espirituais, porém são mestres falsos porque as suas obras não correspondem às suas palavras; aliás, é fácil falar bem, mas não é fácil viver bem. Às vezes as doutrinas propostas são falsas em si mesmas, embora à primeira vista o não pareçam, visto que se revestem de certos aspectos de verdade; é falsa a doutrina que, em nome de um princípio evangélico, ofende um outro, por exemplo, que em nome da compaixão para com uma pessoa lesa o bem comum, que em nome da caridade ofende a justiça ou esquece a obediência aos legítimos superiores. É falsa a doutrina que é causa de relaxamento, que perturba a paz e a união, que, sob pretexto de um bem melhor, separa os súditos dos superiores, que não se subordina à voz da autoridade. Jesus quer-nos «simples como as pombas», alheios à crítica e ao juízo severo do próximo, mas quer-nos também «prudentes como as serpentes» (Mt. 10, 16), a fim de nos não deixarmos enganar pelas falsas aparências do bem que escondem perigosas insídias.

Porém, ser mestre não é para todos, nem a todos se exige; mas a todos – sábios e ignorantes, mestres e discípulos – pede o Senhor a prática concreta da vida cristã. De que nos serviria possuir uma doutrina profunda e elevada, se depois não vivêssemos segundo essa doutrina? Portanto, em vez de querermos ser mestres dos outros, procuremos sê-lo de nós mesmos, empenhando-nos em viver integralmente as lições do Evangelho, imitando Jesus que primeiro «começou a fazer e depois a ensinar» (At. 1, 1). O fruto genuíno que há-de comprovar a bondade da nossa doutrina e da nossa vida é sempre o que Jesus nos indicou: o cumprimento da Sua vontade. Cumprimento que significa adesão plena às leis divinas e eclesiásticas, obediência leal aos legítimos superiores, fidelidade aos deveres de estado, e tudo isto em todas as circunstâncias, mesmo quando exige de nós a renúncia à nossa maneira de ver e à nossa vontade.

MADALENA, Padre Gabriel de Santa Maria. Intimidade Divina. 2. ed.
Porto: Edições Carmelitanas, 1967, p. 919-922.

 

ORAÇÃO DO DIZIMISTA

Recebei, Senhor, a minha oferta!

Não é uma esmola, porque não sois mendigo.

Não é uma contribuição a Vós, porque não precisais.

Não é o resto que me sobra que vos ofereço.

Esta importância representa, Senhor,

MEU RECONHECIMENTO, MEU AMOR,

Pois, se tenho, é porque me destes. Amém.


sábado, 4 de julho de 2026

Edição nº 827

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 827 – 5 de julho de 2026

 

 6º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Este domingo é uma pequena Páscoa. Na Páscoa, pelo Batismo, nos conferiu Deus a vida que é alimentada pela Eucaristia.  Esta verdade é lembrada e representada pela Missa de hoje. A Epístola recorda-nos que pelo Batismo morremos com o Cristo ao velho homem e ressurgimos para uma vida nova. O Evangelho pelo milagre da multiplicação dos pães, mostra-nos a eficácia da Eucaristia. Jesus Cristo no santo Sacrifício da Missa (no qual devemos comungar), se compadece de nós e nos alimenta no deserto da vida, para que não pereçamos no caminho. Os Cânticos mostram confiança na proteção e na misericórdia de Deus.

                                 

«Já estão comigo há três dias e não têm o que comer.» Ev.

sábado, 27 de junho de 2026

Edição nº 826

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 826 – 28 de junho de 2026

 

 5º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Eis como eles se amam, foi dito em louvor dos primeiros Cristãos. E não podia ser de outra forma, pois se sentiam e eram membros de um só Corpo, que é Jesus Cristo. N'Ele amavam a Deus, o Pai comum de todos, e, n'Ele amavam-se uns aos outros. Este ideal de que viviam os nossos antepassados é assim delineado e posto diante dos nossos olhos na Missa destes dias, e é uma esplêndida introdução e uma preparação para o sacrifício comum, o centro do serviço divino que a Comunidade cristã presta a seu Criador.

                                        

«Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.» Ev.

sábado, 20 de junho de 2026

Edição nº 825


«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 825 – 21 de junho de 2026

 

 4º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

Por causa de algumas mudanças feitas no decorrer do tempo, há apenas, pequeno, ou mesmo nenhum nexo entre o Evangelho e os outros textos das Missas depois de Pentecostes. A Missa de hoje tem como tema: a confiança em Deus. A Epístola e o Evangelho mostram­nos quando esta confiança é mais necessária. E é nos sofrimentos e nos trabalhos desta vida. A esperança e a certeza da glória futura nos dão coragem, pelo que, mesmo aqui neste mundo, não devemos temer. Aquele que para a nossa salvação fundou a Igreja, também a governará na pessoa de seus representantes. A barca de Pedro não soçobrará, pois o Senhor é a sua salvação. O Senhor é realmente a nossa Luz e a nossa Salvação: a quem temeremos? O Senhor é o defensor de nossa vida! (Intróito).

 

«Afastai-Vos de mim, Senhor, que sou homem pecador.» Ev.

sábado, 13 de junho de 2026

Edição nº 824

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 824 – 14 de junho de 2026

 

 3º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

O amor de Deus manifesta-se pelo cuidado que Ele tem de nós. Até no tempo da tribulação devemos lembrar-nos disto (Epístola). Mas não só dos bons cuida o Senhor, pois vemos o seu amor na ânsia com que procura a ovelha desgarrada. No Evangelho mostra o Divino Mestre todo este seu Amor em duas comparações, que nos fazem contemplar em nova luz a ternura do Coração de Deus. Nem mesmo o pecado, o único inimigo da paz no Reino de Deus, está fora do plano divino. Também ele é previsto pela misericórdia do Senhor. Seu amor não se cansa até encontrar a ovelha perdida. O Introito é a voz dessa pobre ovelhinha, a saudade que o homem tem da Redenção. Esta se renova na santa Missa.


«As parábolas de hoje, nos ensinam que jamais confiaremos demasiado na misericórdia divina».

sábado, 6 de junho de 2026

Edição nº 823


«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 823 – 7 de junho de 2026

 

2º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe

 

Amor e Eucaristia são os dois pensamentos principais da Missa deste dia (Evangelho). Devemos amar a Deus (Intróito) e ao próximo (Epístola), porque Deus nos convida para o seu Banquete – o Reino de Deus neste mundo e a felicidade no céu. A Igreja católica é a sala do festim, e a Sagrada Eucaristia, a mesa preparada. Os Cânticos respiram confiança na vitória, que é um fruto da santa Comunhão, ou imploram o auxílio contra os inimigos da salvação.

«Traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos, e os coxos.» Ev.

sábado, 30 de maio de 2026

Edição nº 822

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 822 – 31 de maio de 2026

 

 1º Domingo depois de Pentecostes
Festa da Santíssima Trindade
branco – 1ª classe.

 

A festa de hoje é uma justa homenagem à SSma. Trindade, uma ação de graças ao Pai e à Sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à SSma. Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos em união com os Serafins cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.

À glória da SSma. Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.

 

«A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.» Ep.

sábado, 23 de maio de 2026

Edição nº 821

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 821 – 24 de maio de 2026

Domingo de Pentecostes
vermelho – 1ª classe

Na igreja do Apóstolo que primeiro explicou o Mistério deste dia, na basílica de S. Pedro, hoje nos reunimos.  No altar, que é obra do Espírito Santo, se vai repetir, por todos os tempos e em todo o orbe (Introito), o que aconteceu naquele memorável dia de Pentecostes, de que fala a Epístola.  Imploramos nós a mesma graça no Gradual e na Sequência. No Evangelho, Jesus nos promete a realização deste desejo que se cumprirá no Santo Sacrifício.

Unindo-nos ao Filho de Deus, virá também habitar em nós o Divino Espírito Santo (Communio). Cheios desse Espírito Divino falaremos também nós das grandezas de Deus.

Lembremo-nos que, neste dia, nasceu a Igreja e com ela nasceu igualmente o Apostolado ou a Ação católica. A força, o amor fervoroso do Divino Espírito Santo nos deve animar e fazer de nós, Sacerdotes, Soldados e Apóstolos do Reino de Deus.

 

«E apareceu-lhes destacadas línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles.» Ep.