«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 813 – 29 de março
de 2026
† 2º Domingo da Paixão
Domingo de Ramos
roxo – 1ª classe
É o domingo que precede à festa da Páscoa e dá
início à Semana Santa. Domingo de Ramos, Domingo das Palmas, Páscoa florida,
assim chamado porque antes da Missa principal se realiza a bênção dos Ramos com
a procissão.
Desta bênção e desta procissão, já encontramos
vestígios claros no século V.
Se deveras queremos compreender a liturgia deste
domingo, cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde se vai desenrolar o
doloroso drama, e, para que possamos atingir esse objetivo, útil será
recordarmos os acontecimentos dos últimos dias da vida do Divino Salvador aqui
na terra.
Jesus, à frente de uma romaria, vai de Jericó a
Betânia, onde se hospeda com seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que, para O
homenagearem, dão um banquete. É nessa ocasião que Maria unge com arômatas a
cabeça de Jesus. Indignado com esse
desperdício Judas rompe com seu Mestre. Muita gente vem a Betânia para ver a Jesus
e a Lázaro ressuscitado. Com estas multidões parte Jesus no dia seguinte em
direção a Jerusalém, passando pelo monte das Oliveiras. Festiva é a sua entrada,
como narra o Evangelho. O povo aclama o Messias. Honras dignas de um Rei são-Lhe tributadas,
enquanto os fariseus cada vez mais se enraivecem. Contemplando a cidade, Jesus
chora, lastimando lhe a infidelidade e a sorte triste que a espera. Entra solenemente
no templo, mas nessa mesma tarde regressa a Betânia. Esses, os principais fatos
históricos em que se firma a liturgia deste domingo, que consta de duas partes
bem distintas:
1ª Bênção e procissão dos Ramos – Alegre e
triunfal. Porque nela aclamamos o Cristo, Rei e Vencedor.
2ª A Santa Missa – Profundamente triste. Porque
nela contemplamos o Homem das dores.
«Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei vem a ti, cheio de mansidão,
montado sobre uma jumenta e um jumentinho, filho da que leva o jugo.»



