sábado, 29 de julho de 2023

Edição nº 669

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 669 – 30 de julho de 2023

 

 9º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe.

 

Escolhido entre muitos, é o Cristão um predileto de Deus. Entretanto não exclui este fato a possibilidade de sermos assaltados por perigos. Como outrora o povo de Deus, o povo escolhido, ainda podia–Lhe ser infiel (Epístola e Evangelho) assim também, de nós não é afastado o perigo. Castigando o povo ingrato e predizendo como justo Juiz a sua ruína, avisa-nos Deus do risco que corremos. Lembremo-nos que há inferno, e que a própria alma remida com o Sangue de Jesus Cristo ainda se pode perder. No mar tempestuoso da vida, seja-nos esta verdade como um farol que nos acautele dos escolhos. Mas a Igreja é sempre mãe solícita; e em suas Orações e em seus Cânticos anima-nos à confiança.

 


«Quando Jesus chegou perto, ao ver a cidade chorou sobre ela» Ev.

sábado, 22 de julho de 2023

Edição nº 668

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 668 – 23 de julho de 2023

 

 8º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe.

 

Já a Missa do domingo passado nos mostrou a humanidade dividida em dois campos: o escravo do pecado e o escravo de Deus. A boa árvore e a árvore má.  Também nesta Missa, Nosso Senhor nos fala (Evangelho) dos filhos do mundo e dos filhos da luz.  Aqueles são mais prudentes em sua espécie, isto é, em atingirem os fins que levam à perdição e à morte. E, ao contrário, quanto nós nos devemos ainda esforçar para conseguirmos o nosso fim, que é a vida eterna! Importa, porém, termos sempre presente a nossa fraqueza e pedirmos a Deus que nos inspire a graça de pensarmos no bem e o verdadeiro modo de agir (Oração). Cristãos, somos elevados à dignidade de filhos de Deus, e não devemos andar segundo a carne, mas, sim, segundo o Espírito.  Deus é o nosso pai, Jesus é o nosso irmão e o Espírito Santo habita em nós; o céu e a bem-aventurança serão a nossa recompensa.

 


«Quanto deves a meu senhor?» Ev.

sábado, 15 de julho de 2023

Edição nº 667

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 667 – 16 de julho de 2023

 

 7º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe.

 

O Intróito é um alegre convite de louvor ao Senhor, nosso Deus, que é o Rei supremo, Rex magnus, da terra. Este é o destino de cada homem e mais particularmente o do Cristão. Nem todos, porém, compreendem a sua missão. Vemos o mundo dividido em dois campos, e não só no mundo como em cada indivíduo, existe um conflito perene entre o bem e o mal. S. Paulo, na Epístola, fala-nos do escravo do pecado e do escravo de Deus e o Evangelho não nos deixa em dúvida sobre o que nos importa escolher. Devemos, como as boas árvores, produzir bons frutos. Só com a graça de Deus, o conseguiremos. Implorando humildemente esta graça (Oração), alcançá-la-emos pela celebração dos santos Mistérios (Postcommunio).



«Acautelai-vos dos falsos profetas» Ev.

sábado, 8 de julho de 2023

Edição nº 666

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 666 – 9 de julho de 2023

 

 6º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2ª classe.

 

Este domingo é uma pequena Páscoa. Na Páscoa, pelo Batismo, nos conferiu Deus a vida que é alimentada pela Eucaristia.  Esta verdade é lembrada e representada pela Missa de hoje. A Epístola recorda-nos que pelo Batismo morremos com o Cristo ao velho homem e ressurgimos para uma vida nova. O Evangelho pelo milagre da multiplicação dos pães, mostra-nos a eficácia da Eucaristia. Jesus Cristo no santo Sacrifício da Missa (no qual devemos comungar), se compadece de nós e nos alimenta no deserto da vida, para que não pereçamos no caminho. Os Cânticos mostram confiança na proteção e na misericórdia de Deus.

 


«Já estão comigo há três dias e não têm o que comer.» Ev.

sábado, 1 de julho de 2023

Edição nº 665

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 665 – 2 de julho de 2023

 

 5º Domingo depois de Pentecostes
Solenidade dos Ss. Apóstolos Pedro e Paulo, Apóstolos
vermelho – 1ª classe.

 

Com grande pompa celebra a Igreja romana a festa dos dois príncipes dos Apóstolos. Exceto a Oração que se ocupa de ambos os Santos, o formulário da Missa refere-se a S. Pedro, que goza da prerrogativa do Primado. Em compensação comemora-se S. Paulo no dia seguinte (30/6). As relíquias de S. Pedro acham-se em sua igreja em Roma, onde neste dia toda a Cristandade se reúne, ao menos em espírito.

Agradecemos a Deus com o príncipe dos Apóstolos por sua milagrosa libertação (Intróito). Como velou sobre Pedro, assim vela a Providência divina sobre os seus sucessores e toda a santa Igreja. O Evangelho mostra-nos S. Pedro como rocha inamovível, sobre a qual é fundada a Igreja, e como possuidor das chaves do céu

Tenhamos como estes santos Apóstolos uma fé firme, e anime-nos um  ardente  amor  e  intenso zelo  apostólico.

 


«Onde está Pedro, aí está a Igreja» (Sto. Ambrósio)

sábado, 24 de junho de 2023

Edição nº 664

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 664 – 25 de junho de 2023

 

 4º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

Por causa de algumas mudanças feitas no decorrer do tempo, há apenas, pequeno, ou mesmo nenhum nexo entre o Evangelho e os outros textos das Missas depois de Pentecostes. A Missa de hoje tem como tema: a confiança em Deus. A Epístola e o Evangelho mostram­nos quando esta confiança é mais necessária. E é nos sofrimentos e nos trabalhos desta vida. A esperança e a certeza da glória futura nos dão coragem, pelo que, mesmo aqui neste mundo, não devemos temer. Aquele que para a nossa salvação fundou a Igreja, também a governará na pessoa de seus representantes. A barca de Pedro não soçobrará, pois o Senhor é a sua salvação. O Senhor é realmente a nossa Luz e a nossa Salvação: a quem temeremos? O Senhor é o defensor de nossa vida! (Intróito).

 


«Afastai-Vos de mim, Senhor, que sou homem pecador.» Ev.

Edição nº 663

 «Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 663 – 22 de junho de 2023

 

 Coração Eucarístico de Jesus
branco – 3a. classe.

 

 

O culto ao Coração Eucarístico de Jesus não difere substancialmente do culto que a Igreja tributa ao Sagrado Coração de Jesus. Ela venera com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito, há de ser venerado com culto especial esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor. Por essa razão, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada aos Redentoristas, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus que nos dá a santíssima Eucaristia. Pio XII, na encíclica Haurietis aquas, promoveu essa devoção em estas palavras: “Não será fácil compreender a força do amor que levou Jesus Cristo a dar-se a nós como alimento espiritual, se não se fomenta de modo especial o culto ao Coração Eucarístico de Jesus”. (Extraído do Formulário para a Santa Missa na forma ordinária da Memória Facultativa do Coração Eucarístico de Jesus.

Disponível em: https://padrepauloricardo.org/blog/formulario-para-a-missa-do-coracao-eucaristico-de-jesus  Acesso em: 25 jun 2020).

 


«Coração Eucarístico de Jesus, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade».

sábado, 17 de junho de 2023

Edição nº 662


«Liturgia da Santa Missa»
Ano 12 – nº 662 – 18 de junho de 2023

 

 3º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

O amor de Deus manifesta-se pelo cuidado que Ele tem de nós. Até no tempo da tribulação devemos lembrar-nos disto (Epístola). Mas não só dos bons cuida o Senhor, pois vemos o seu amor na ânsia com que procura a ovelha desgarrada. No Evangelho mostra o Divino Mestre todo este seu Amor em duas comparações, que nos fazem contemplar em nova luz a ternura do Coração de Deus. Nem mesmo o pecado, o único inimigo da paz no Reino de Deus, está fora do plano divino. Também ele é previsto pela misericórdia do Senhor. Seu amor não se cansa até encontrar a ovelha perdida. O Introito é a voz dessa pobre ovelhinha, a saudade que o homem tem da Redenção. Esta se renova na santa Missa.                                         

 


«As parábolas de hoje, nos ensinam que jamais confiaremos demasiado na misericórdia divina».