sábado, 19 de setembro de 2020

Edição nº 504

 «Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 504 – 14 de setembro de 2020

 Exaltação da Santa Cruz
vermelho – 2a. classe.

Em 628, o imperador Heráclio reconduziu em triunfo o Santo Lenho para o Calvário, após tê-lo reconquistado das mãos dos Persas. A festa e a Missa de hoje lembram este acontecimento. Adoramos a Santa Cruz que nos trouxe a salvação.

«Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz, tu nos salvarás! »

Edição nº 503

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 503 – 13 de setembro de 2020

15º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.


Escravos do pecado e de satanás, estavam os mortos para Deus, quando veio o Filho de Deus restituir-nos a vida (Evangelho). Justo é, pois, o louvor que Lhe damos nos Cânticos do Gradual e do Ofertório. Este mesmo Salvador nosso não pode, porém, deixar de exigir também de nossa parte que não nos afastemos mais da vida, pelo pecado. Vivemos pelo Espírito, pelo Espírito também devemos andar. E se é difícil e custoso à natureza humana façamos nossas as palavras do Intróito e da Oração de hoje. A Secreta, a Communio e à Postcomunio nos conduzem à fonte da vida e da graça, que nasce ao pé da Cruz e para cada um de nós no santo Sacrifício da Missa.

«E o que estava morto se sentou, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.» Ev.

sábado, 5 de setembro de 2020

Edição nº 502

 «Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 502 – 6 de setembro de 2020

14º Domingo depois de Pentecostesverde – 2a. classe.

Dois senhores disputam-se o domínio do homem: o espírito e a carne. O espírito do mundo e o Espírito de Deus. Dois senhores querem mandar. E categoricamente diz o Evangelho: Ninguém pode servir a dois senhores. A Epístola nos aponta estes dois senhores, como eles se chamam e o que querem. A religião cristã não nega que exista este dualismo; é ela porém, e ela só, que é capaz de reprimir em seus justos limites os desejos da matéria e da carne. Muito custa ao homem por em ordem todo o seu aspirar, o seu desejar e o seu amar, porém a religião mostra-lhe os meios e o caminho. «Procurai primeiro o Reino de Deus e o resto ser-vos-á dado por acréscimo». Eis a norma para vencer todas as lutas no indivíduo, assim como para resolver as várias questões sociais. Procurar o reino de Deus é convencer-se de que Deus é o nosso Protetor, e desejar as mansões celestiais (Intróito).


«Vede as aves do céu, observai os lírios do campo», – confiai no vosso Pai do Céu.

Edição nº 501

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 501 – 30 de agosto de 2020

 13º Domingo depois de Pentecostes
branco – 1a. classe.

Santa Rosa de Lima, Virgem, Padroeira da América Latina

 Nasceu Santa Rosa de Santa Maria em Lima, no ano de 1586 e morreu em 1617, depois de uma vida de duras provações, calúnias e perseguições,  pacientemente  suportadas. Não contente com tudo isto, e seguindo o exemplo de Santa Catarina de Sena, como terceira dominicana, espontaneamente se submeteu a extraordinárias mortificações e jejuns. Este seu amor ao sofrimento lhe mereceu também singulares consolações e um comércio verdadeiramente familiar com a Mãe de Deus e o seu santo Anjo da Guarda. Sendo ela a primeira que foi distinguida como Santa com as honras dos altares na América Latina, com certeza protegerá estes países de maneira especial. Jubilosos celebramos com o coro dos Santos e Anjos a sua festa (Intróito), e suplicamos a Deus a graça de imitar as suas virtudes (Oração), para  também  com  ela  um  dia  reinarmos na  glória (Postcommunio).


Na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo.

sábado, 22 de agosto de 2020

Edição nº 500

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 500 – 23 de agosto de 2020

12º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Como Moisés aplacou outrora a ira de Deus contra o seu povo (Ofertório), assim e muito mais ainda, faz o novo Moisés – Jesus Cristo – para toda a humanidade. Feridos mortalmente, jazíamos à beira do caminho, incapazes de nos levantarmos, quando vem Jesus, o verdadeiro Samaritano, pensar e curar as nossas feridas (Evangelho). O Gradual que liga as duas Leituras é um hino de louvor e ação de graças, por causa das prerrogativas do Novo sobre o Antigo Testamento (Epístola). No Introito a humanidade decaída implora socorro. Também nas Orações pedimos o perdão e a proteção de Deus. O Versículo da Comunhão, como no domingo passado, garante-nos que a bênção de Deus e o seu auxílio nos vêm pelo Pão e pelo Vinho (Eucaristia). Na santa Comunhão nos dá o Samaritano [Jesus] o Sangue do seu Coração, que nos fortalece para  a vida eterna.


«Aproximou-se, então, ligou-lhe as feridas e deitou nelas óleo e vinho». Ev.

Edição nº 499


«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 499 – 16 de agosto de 2020

11º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Solenidade da Assunção

Celebramos hoje a maior festa em honra de Nossa Senhora. É a comemoração da morte e da gloriosa Assunção de Maria Santíssima ao céu. 
Alegremo-nos com a sua entrada triunfal e coroação como Rainha dos Anjos e dos Santos. Estes diferentes aspectos da festa inspiraram os vários textos de que se compõe a Missa de hoje. O Evangelho talvez fosse unicamente escolhido por causa das últimas palavras, que tão bem se podem aplicar a Nossa Senhora: «Maria escolheu a melhor parte». Reuniu em si mesma como Esposa, Mãe e Virgem, as virtudes de Marta e Maria. Humilde serva de Deus, ela é o mais perfeito exemplo de vida ativa e contemplativa.
No dia 1º de novembro de 1950, Pio XII definia o dogma da Assunção. Proclamava assim solenemente que a crença segundo a qual a Santíssima Virgem Maria ao terminar a sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma para a glória do Céu, faz realmente parte do depósito da fé recebida dos Apóstolos. «Bendita entre todas as mulheres» em razão da sua maternidade divina, a Virgem imaculada que tivera desde a sua Conceição o privilégio de ser isenta do pecado original, não devia jamais conhecer a corrupção do túmulo.


«Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra do nosso povo». Epist.

sábado, 8 de agosto de 2020

Edição nº 498

 «Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 498 – 9 de agosto de 2020

10º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes, eis o tema desta Missa. Todos os textos deste formulário falam-nos da virtude fundamental da vida cristã: a humildade. O Evangelho, com a parábola do fariseu e do publicano, é uma bela ilustração desta virtude. Assim instruídos, façamos nossos os sentimentos de humilde confiança na bondade de Deus, expressos nos Cânticos e nas Orações, e voltaremos justificados  para  as nossas casas.


«Graças Vos dou, ó Deus, porque não sou como os demais homens:
como os ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano.» Ev.

sábado, 1 de agosto de 2020

Edição nº 497


«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 497 – 2 de agosto de 2020

9º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Escolhido entre muitos, é o Cristão um predileto de Deus. Entretanto não exclui este fato a possibilidade de sermos assaltados por perigos. Como outrora o povo de Deus, o povo escolhido ainda podia Lhe ser infiel (Epístola e Evangelho) assim também, de nós não é afastado o perigo. Castigando o povo ingrato e predizendo como justo Juiz a sua ruína, avisa-nos Deus do risco que corremos.
Lembremo-nos que há inferno e que a própria alma remida com o Sangue de Jesus Cristo ainda se pode perder. No mar tempestuoso da vida, seja-nos esta verdade como um farol que nos acautele dos escolhos. Mas a Igreja é sempre Mãe solícita; e em suas Orações e em seus Cânticos anima-nos à confiança.



«Lágrimas de Jesus sobre a ingrata Jerusalém, votada à ruína. Sua santa cólera à vista do Templo profanado.»