sábado, 30 de novembro de 2024

Edição nº 744

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 744 – 01 de dezembro de 2024

1º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe.


     A terra abençoada, de que nos fala a Communio, é Maria Santíssima. Ela nos deu o fruto abençoado de suas entranhas. Por isso estamos reunidos, ao menos em espírito, em sua igreja (Statio).

Compenetrados das palavras do Evangelho: «Erguei as vossas cabeças, porque se aproxima a vossa Redenção...  Sabei que perto está o Reino de Deus»,  voltamo-nos no  começo do Ano eclesiástico para Deus,  com  toda a  alma (Introito).  Nossa Redenção é obra da bondade de Deus (Oração), mas também o é de nossa cooperação, conforme nos diz Santo Agostinho: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». Esta cooperação consiste em «levantarmo-nos do sono, renunciarmos às trevas e revestirmo-nos do Senhor Jesus Cristo» (Epístola). Unindo, no Ofertório, estas resoluções ao sacrifício de Jesus Cristo, receberemos na Comunhão a bênção de Deus e tornar-nos-emos uma terra abençoada, que há de produzir abundantes frutos para a vida cristã.

«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 23 de novembro de 2024

Edição nº 743

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 743 – 24 de novembro de 2024

 

 24º Domingo depois de Pentecostes
Último Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

O Evangelho deste domingo, último sempre do Ano eclesiástico, contém o dogma do juízo final. A Epístola nos ensina como devemos dignamente viver. É o último Sacrifício que neste ano oferecemos ao Criador. E, ao mesmo tempo, o último sermão que a Igreja nos dirige. O quadro gigantesco do juízo universal desperta os sonolentos (Oração) e suscita nos bons maior fervor no serviço de Deus (Epístola). Mas os Cânticos que repetimos desde o XXIII domingo, neste ainda mais estão em seu lugar apropriado. Confortam-nos e animam-nos. Fortalecem a nossa esperança. Deus é um Deus de paz, Ele nos fez dignos de participar da herança de seus Santos na luz da glória celeste.

 


«Haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora». Ev.

sábado, 16 de novembro de 2024

Edição nº 742

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 742 – 17 de novembro de 2024

 

6º Domingo depois da Epifania
(transferido)
verde – 2a. classe

 

Contemplamos hoje o crescimento rápido e maravilhoso do Reino de Deus. O Evangelho é um resumo da história da Igreja, que cresceu como um grão de mostarda. Na Epístola, vemos um exemplo significativo, um trecho dessa propagação do Reino de Deus. Na Oração, pedimos a graça de um crescimento rápido e total desse Reino em nossa alma. Meditar o que é razoável e dizer e fazer o que for do agrado de Nosso Senhor, eis o Reino de Deus dentro de nós.

 


«O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda». EV.

sábado, 9 de novembro de 2024

Edição nº 741

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 741 – 10 de novembro de 2024

5º Domingo depois da Epifania
(transferido)
verde – 2a. classe

Neste domingo, o Evangelho explica as imperfeições e os escândalos na Igreja. Deus permite crescer o joio ao lado do trigo até a separação no fim do mundo. Assim, devemos suportar com paciência os defeitos do próximo, e compreender que sempre haverá maus no campo da Igreja militante. Cumprindo os preceitos da Epístola, imitemos o pai de família, e, sem arrancar por uma violência indiscreta o joio, multipliquemos contudo, o trígo para a colheita.

«Enquanto, porém, os homens dormiam, veio o seu inimigo...» Ev.

sábado, 2 de novembro de 2024

Edição nº 740

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 740 – 3 de novembro de 2024

 

Solenidade de Todos os Santos
branco – 1a. classe

 

A Missa e a festa de hoje animam-nos a seguir os exemplos de todos os Santos, e ao mesmo tempo, imploram a sua intercessão para que também cheguemos a realizar este ideal.

Alegremo-nos nesta solenidade, porque os Santos são irmãos nossos que já atingiram o seu fim. Alegremo-nos porque, sendo membros da mesma família, podemos esperar cantar com eles e os santos Anjos o louvor do Filho de Deus (Intróito). Este mesmo Filho de Deus nos traça no Evangelho as normas da vida e no Gradual nos convida a que O sigamos. Alegremo-nos, sim, porque a nossa recompensa será grande no céu (Evangelho).

 

«Se estes e aqueles [foram santos], porque não eu?» (Santo Agostinho).

sábado, 26 de outubro de 2024

Edição nº 739

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 739 – 27 de outubro de 2024

 

 Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
Último Domingo de Outubro
branco – 2a. classe

 

Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de «Cristo Rei». Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da Igreja, seu Reino visível; nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). É preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. «Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves, do magistério eclesiástico». Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará união e paz para a humanidade (Oração, Prefácio, Secreta e Communio).

 


Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

sábado, 19 de outubro de 2024

Edição nº 738

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 738 – 20 de outubro de 2024

 

 22º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

 

    Irrepreensíveis, deve encontrar-nos o Cristo no dia do juízo. O espírito de humildade e penitência (Intróito, Ofertório e Communio) é, portanto, muito necessário neste tempo, assim como uma consciência nítida de nossos deveres. Quais são esses deveres, vemos na Epístola, pelo próprio exemplo que nos dá o Apóstolo S. Paulo: vemos ainda no Gradual, que é um louvor da caridade fraterna. Finalmente, no Evangelho, Jesus Cristo nos ensina as nossas obrigações para com a autoridade civil, e antes de tudo, o dever que temos de entregar, sem reservas, a nossa alma a Deus.

 


«Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» Ev.

sábado, 12 de outubro de 2024

Edição nº 737

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 737 – 13 de outubro de 2024 

 21º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe 

Profunda confiança na proteção de Deus nos inspiram os Cânticos do Intróito e da Communio. Sem essa confiança não poderíamos subsistir e muito menos, vencer. Ardentemente desejamos no domingo passado a pátria celeste, mas não nos será fácil alcançá-la. O Evangelho fala-nos de responsabilidade das contas que temos a dar no último juízo. A Epístola mostra-nos a luta: tentações do inimigo, dias maus. Devemos estar armados para o combate. Anima-nos um exemplo: o paciente Jó, que, apesar de sua vida levada no temor de Deus, foi gravemente tentado, mas obteve por sua perseverança a felicidade temporal e a eterna (Ofertório). A fé e a confiança em Deus hão de fazer-nos triunfar nas lutas desta vida.



«retirou-se e fez com que o metessem na prisão, até pagar a dívida».