domingo, 21 de dezembro de 2025

Edição nº 799

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 799 – 21 de dezembro de 2025

 

4º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Na noite do sábado anterior ao IV. Domingo do Advento faziam-se antigamente as ordenações dos ministros de Deus. Como mais tarde estas cerimônias fossem realizadas já no sábado de manhã, fez-se para o IV Domingo uma Missa própria, composta, em sua maior parte, das Missas das Têmporas do Advento. São, portanto, estes dois pensamentos: Ordenação e Advento, que dominam na Missa deste domingo.

A Epístola fala-nos dos ministros do Cristo, que por seu ofício e sua vida devem preparar os fiéis para a vinda do Senhor. Com o profeta Isaías, desejamos esta vinda (Intróito). No Evangelho mostra­nos o Precursor o que devemos fazer: encher os vales e arrasar os montes, isto é, arrepender-nos dos pecados e humilhar-nos. No Ofertório é Nossa Senhora quem nos conduz para oferecermos no altar as nossas dádivas e a nossa boa vontade. Na Comunhão nos tornamos semelhantes a ela pela visita que Jesus faz ao nosso coração.


Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ev.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Edição nº 798

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 798 – 14 de dezembro de 2025

 

3º Domingo do Advento
róseo – 1ª classe


A terceira semana do Advento, desde antigos tempos, é a dos escrutínios, dos ordenandos e dos jejuns que precedem às ordenações.

Reunidos no túmulo de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos (Státio), imploramos a sua proteção e lhe damos parte em nossa alegria pela próxima vinda do Senhor.

«O Senhor está perto». O Intróito e a Epístola o afirmam, e com instância suspiramos por sua vinda, pois só Ele poderá salvar-nos e dissipar as nossas trevas pela graça de sua visita (Oração, Gradual). Alegremo-nos, porque está mais perto do que pensamos. São João o assevera, no Evangelho: Já está entre vós. E de fato, unindo-nos ao Senhor, no Santo Sacrifício da Missa, já O encontramos em nosso meio, Ele que afastou por sua primeira vinda o nosso cativeiro e nos remiu de nossa iniquidade (Ofertório). Na Comunhão virá o Salvador fortalecer a todos os que d'Ele se aproximam.



«Regozijai-vos! Ainda uma vez vos digo: regozijai-vos... O Senhor está perto!»

sábado, 6 de dezembro de 2025

Edição nº 797

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 797 – 7 de dezembro de 2025

 

2º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

Reunimo-nos na igreja de «Santa Cruz de Jerusalém». Ela representa para nós a verdadeira Jerusalém, a Igreja de Deus, na terra e no céu. Felizes somos por pertencermos ao número de seus membros.

«O Senhor vem a Jerusalém.» Em sua primeira vinda, apareceu na Jerusalém da Terra Santa. Hoje virá à Jerusalém de nossas almas e na festa de Natal virá à Jerusalém do Novo Testamento, que é a sua santa Igreja (Intróito). Nesta Igreja acharão todos a salvação: os judeus pela promessa que lhes foi feita, os pagãos, porém, pela misericórdia de Deus. E reinará a alegria e a paz pela vinda do Salvador (Epístola e Cânticos: Intróito, Gradual, Ofertório e Communio). No Evangelho, prova-nos S. João, de maneira engenhosa, que o Cristo é o Messias, e que é Ele quem cura todas as doenças de nossa fraqueza e a nossa cegueira, nos ressuscita da morte e nos comunica a vida da graça. Vê, pois, alma cristã, o gozo que te virá de teu Deus (Communio).

 


«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 29 de novembro de 2025

Edição nº 796

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 796 – 30 de novembro de 2025

 

1º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe

 

A terra abençoada, de que nos fala a Communio, é Maria Santíssima. Ela nos deu o fruto abençoado de suas entranhas. Por isso estamos reunidos, ao menos em espírito, em sua igreja (Statio).

Compenetrados das palavras do Evangelho: «Erguei as vossas cabeças, porque se aproxima a vossa Redenção...  Sabei que perto está o Reino de Deus»,  voltamo-nos no  começo do Ano eclesiástico para Deus,  com  toda a  alma (Introito).  Nossa Redenção é obra da bondade de Deus (Oração), mas também o é de nossa cooperação, conforme nos diz Santo Agostinho: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». Esta cooperação consiste em «levantarmo-nos do sono, renunciarmos às trevas e revestirmo-nos do Senhor Jesus Cristo» (Epístola). Unindo, no Ofertório, estas resoluções ao sacrifício de Jesus Cristo, receberemos na Comunhão a bênção de Deus e tornar-nos-emos uma terra abençoada, que há de produzir abundantes frutos para a vida cristã.

 


«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

sábado, 22 de novembro de 2025

Edição nº 795

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 795 – 23 de novembro de 2025

 

 24º Domingo depois de Pentecostes
Último Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 

O Evangelho deste domingo, último sempre do Ano eclesiástico, contém o dogma do juízo final. A Epístola nos ensina como devemos dignamente viver. É o último Sacrifício que neste ano oferecemos ao Criador. E, ao mesmo tempo, o último sermão que a Igreja nos dirige. O quadro gigantesco do juízo universal desperta os sonolentos (Oração) e suscita nos bons maior fervor no serviço de Deus (Epístola). Mas os Cânticos que repetimos desde o XXIII domingo, neste ainda mais estão em seu lugar apropriado. Confortam-nos e animam-nos. Fortalecem a nossa esperança. Deus é um Deus de paz, Ele nos fez dignos de participar da herança de seus Santos na luz da glória celeste.

 

«Haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora». Ev.

sábado, 15 de novembro de 2025

Edição nº 794

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 794 – 16 de novembro de 2025

 

 23º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe

Meus pensamentos, diz o Senhor, são de paz (Intróito). Nossa paz é Jesus Cristo (Epístola). Achá-la-emos seguindo o Apóstolo e afastando-nos do caminho dos inimigos da Cruz do Cristo.  Jesus Cristo é a nossa paz, até mesmo ali onde a dor quer perturbá-la. Ele, o Salvador, vence o sofrimento e a dor, e nos ensina também a vencê-los (Evangelho). Os Cânticos neste e em todos os domingos seguintes, exprimem fé, confiança, desejo e santa alegria pela próxima volta à casa paterna. Deus, no decorrer do Ano eclesiástico (imagem de nossa vida) nos libertou da escravidão e dos males que nos oprimiam. Nossa alma está livre do cativeiro e os nossos nomes estão escritos no livro da vida.


«Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou». Ev.

sábado, 8 de novembro de 2025

Edição nº 793

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 793 – 9 de novembro de 2025

 

 Dedicação da Arquibasílica do SS. Salvador
(S. João de Latrão)
22º Domingo depois de Pentecostes
branco – 2ª classe

A fundação da basílica do Latrão remonta à época de Constantino, logo a seguir às últimas perseguições. O palácio dos Laterani, no monte Célio, pertencia então à Fausta, mulher de Constantino. Tendo-se convertido, o imperador deu-o ao papa para sua residência, e fundou junto dele a igreja do Latrão, que se tornou assim como que a catedral de Roma e mãe de todas as igrejas do mundo. Foi consagrada pelo papa S. Silvestre a 9 de novembro de 324. No século XII deram-lhe um segundo titular, S. João Batista, cujo nome estava ligado ao antigo batistério anexo à igreja; daí o atual nome de S. João do Latrão. A basílica foi primeiro destruída, depois restaurada por Sérgio III (século X) e consagrada por Bento XIII (1726). Era na basílica e no palácio do Latrão que se reuniam os concílios romanos, muito frequentes em certas épocas; aí se reuniram cinco concílios ecumênicos. É lá também que tem lugar a estação nos dias mais solenes do ano litúrgico. Lá, ainda, se conferiam as ordens sacras e o batismo no dia da Páscoa.

A Dedicação da basílica do Latrão é uma festa do Senhor.

No domingo, não se faz comemoração do domingo.

Basílica São João de Latrão  (@Vatican Media)

sábado, 1 de novembro de 2025

Edição nº 792

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 792 – 2 de novembro de 2025

 

Solenidade de Todos os Santos
branco – 1a. classe

 

A Missa e a festa de hoje animam-nos a seguir os exemplos de todos os Santos, e ao mesmo tempo, imploram a sua intercessão para que também cheguemos a realizar este ideal.

Alegremo-nos nesta solenidade, porque os Santos são irmãos nossos que já atingiram o seu fim. Alegremo-nos porque, sendo membros da mesma família, podemos esperar cantar com eles e os santos Anjos o louvor do Filho de Deus (Intróito). Este mesmo Filho de Deus nos traça no Evangelho as normas da vida e no Gradual nos convida a que O sigamos. Alegremo-nos, sim, porque a nossa recompensa será grande no céu (Evangelho).

 

«Se estes e aqueles [foram santos], porque não eu?» (Santo Agostinho).