sábado, 22 de fevereiro de 2025

Edição nº 756

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 756 – 23 de fevereiro de 2025

 

Domingo da Sexagésima
roxo – 2ª classe

 

Reunidos na basílica de S. Paulo, representada por nossa Igreja, vemos o magnífico exemplo do grande Apóstolo (Epístola).

Com o Cristo devemos morrer, para com Ele ressuscitarmos. Este é o sentido da Quaresma e para isso nos preparamos nos três domingos precedentes. Ele é o Semeador (Evangelho). Preparemos nossos corações, afastando os obstáculos, que são: a indiferença – o caminho; a inconstância – as pedras; as paixões – os espinhos. Custe embora à natureza humana, a Igreja o confessa no Intróito. Mas não desanimaremos; contra as adversidades podemos contar com a proteção do Doutor das gentes (Oração).


«A semente é a palavra de Deus.» Ev.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Edição nº 755

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 755 – 16 de fevereiro de 2025


Domingo da Septuagésima
roxo – 2ª classe


Neste e nos dois domingos seguintes, a Igreja nos reúne nas basílicas dos três padroeiros de Roma. Hoje, em S. Lourenço, padroeiro dos catecúmenos, isto é, dos que se preparavam para receber o Batismo na noite do Sábado que precede ao Domingo da Ressurreição.

O Papa celebrava outrora a Missa. Provavelmente, estas Missas têm a sua origem no tempo das grandes invasões dos bárbaros na Itália.

Quer na boca do Mártir S. Lourenço (Statio), quer na dos romanos daquele tempo, as palavras do Intróito traduzem também os nossos sentimentos neste tempo de preparação para a Quaresma.

Justamente aflitos por nossos pecados nos sentimos, neste tempo (Oração). O pecado, o perigo do mesmo e suas tentações, a necessidade de combatê-lo e o penoso deste combate são gemidos de morte, dores de inferno até para a alma remida. Mas a nossa tristeza não é sem esperança. Deus, embora castigue o pecado enquanto vivemos, é um Deus misericordioso; é o nosso refúgio e o nosso Libertador (Intróito). Recorrendo a Ele, livrar-nos-á misericordiosamente (Oração). Mas devemos procurá-Lo pelo desejo e pela Oração, e mais ainda pela ação, pelo esforço, pela penitência.  É o que nos ensinam a Epístola e o Evangelho.

 


«Receberam, porém, um dinheiro cada um.» Ev.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Edição nº 754

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 754 – 9 de fevereiro de 2025

 

5º Domingo depois da Epifania
verde – 2ª classe.

 

Neste domingo, começam as parábolas do reino de Deus. O Evangelho explica as imperfeições e os escândalos na Igreja. Deus permite crescer o joio ao lado do trigo até a separação no fim do mundo. Assim, devemos suportar com paciência os defeitos do próximo, e compreender que sempre haverá maus no campo da Igreja militante. Cumprindo os preceitos da Epístola, imitemos o pai de família, e, sem arrancar por uma violência indiscreta o joio, multipliquemos contudo, o trigo para a colheita.

 


«Enquanto, porém, os homens dormiam, veio o seu inimigo...» Ev.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Edição nº 753

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 753 – 2 de fevereiro de 2025

 

Purificação de Nossa Senhora
branco – 2ª classe

 

São dois os Mistérios neste dia celebrados: a Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora.

A lei mosaica proibia a entrada no Templo à mulher que tivesse dado à luz. Passado o tempo legal, devia ela oferecer um cordeiro e um pombo, ou se fosse pobre, dois pombos. Isto feito, era declarada pura pelo sacerdote e podia novamente entrar no Templo. Outra lei prescrevia que todo primogênito do sexo masculino tinha de ser consagrado como propriedade exclusiva de Deus. Jesus e sua Mãe não estavam sujeitos às leis, mas apesar disto obedeceram a elas.

A significação profunda deste dia é que Maria Santíssima oferece o seu próprio Filho ao Padre eterno e dessa maneira toma parte na Redenção do mundo. Com esta solenidade conclui-se o Tempo de Natal e estabelece-se a transição para o Mistério da Redenção. O Filho de Deus nasceu no mundo para ser sacrificado pelo mundo.

 


«Agora, Senhor, deixais ir em paz o vosso servo.» Ev.

sábado, 25 de janeiro de 2025

Edição nº 752

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 752 – 26 de janeiro de 2025

 

3º Domingo depois da Epifania
verde – 2ª classe

 

Neste domingo continua a manifestação do caráter real de Jesus e de seu poder misterioso. Ele domina sobre as doenças. Estendendo a mão poderosa de sua Majestade (Oração), a lepra desaparece e o servo fica curado. Ora, nós éramos doentes como o leproso e o servo. No Batismo e no Sacramento da Penitência, Jesus estendeu a mão e operou a cura milagrosa de nossa alma. Com os miraculados do Evangelho, podemos cantar no Ofertório: Não morrerei, mas viverei. Entretanto, este júbilo só terá valor, se a nossa gratidão se manifestar também pela vida moldada no ideal que nos propõe a Epístola. Eis a verdadeira vida dos batizados, dos curados da lepra do pecado.

 


«Em verdade, eu vos digo que não encontrei tamanha fé em Israel» Ev.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Edição nº 751

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 751 – 19 de janeiro de 2025

 

2º Domingo depois da Epifania
verde – 2ª classe

 

Jesus Cristo é o Rei da criação, e por isso, toda a terra O deve adorar e louvar como a seu Redentor (Intróito, Gradual). Por seu nascimento tornou-se nosso Irmão e por sua morte recebeu-nos em herança. Pela Eucaristia continua a comunicar-nos os frutos de seu nascimento, de sua vida e de sua morte. Vemo-Lo hoje, nas bodas de Caná (Evangelho), praticar o primeiro milagre: a conversão da água em vinho. Aqui converte o vinho em seu Preciosíssimo Sangue, a fim de, por meio deste milagre, repetido através dos séculos, comunicar aos homens a sua divindade.  É justo, pois, que digamos no Ofertório: «Vede quanto bem Deus fez à minha alma».

 


«Fazei tudo quanto Ele vos disser.» Ev.

sábado, 11 de janeiro de 2025

Edição nº 750

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 750 – 12 de janeiro de 2025

 

1º Domingo depois da Epifania
Festa da Sagrada Família
branco – 2ª classe.

 

Com a Igreja, fazemos hoje uma visita à casa de Nazaré. A Sagrada Família é um exemplo para a família cristã. Sigam os filhos o exemplo de Jesus, que era submisso a seus pais. O pai imite a S. José e a mãe veja em Maria Santíssima um modelo de esposa e mãe, cujas virtudes encontramos na Epístola e no Evangelho. Para a execução de nossos propósitos, imploramos nas Orações as graças do Alto, e assim, também em nossas casas reinará a paz de Jesus Cristo.

 


«Então desceu com eles e veio para Nazaré; e era-lhes submisso.». Ev.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Edição nº 749

«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 749 – 5 de janeiro de 2025

 

Festa do Santíssimo Nome de Jesus
Solenidade da Epifania
branco – 2ª classe.

 

Epifania, como dizem os gregos, ou aparição, é a segunda solenidade no ciclo de Natal. Jubilosos celebramos com a santa Igreja a entrada solene do Cristo-Rei no mundo, na humanidade, na alma de cada um de nós. Aquele que nascera no silêncio da santa noite de Natal, manifesta-se agora aos olhos do mundo. O Rei da eterna glória entra em sua cidade, a nova Jerusalém, a santa Igreja.

Os Ofícios litúrgicos, e especialmente o da madrugada, Laudes, falam de uma tríplice manifestação de Jesus. Diz a Antífona: «Hoje o Esposo celestial se uniu à Igreja, porque o Cristo lavou no Jordão os crimes de sua Esposa». No batismo de Jesus, o Padre Eterno deu testemunho a seu Filho: «Este é o meu Filho, a Ele deveis ouvir». – «Os Magos se apressam para as núpcias do Rei, com as suas dádivas» (Evangelho). Com os Magos, somos também nós convidados a apresentar no Ofertório a nossa dádiva: o dom de nós mesmos. E finalmente conclui a Antífona: «E a água se transforma em vinho e os convidados se alegram. Aleluia». Nas bodas de Caná, manifestou-se pela vez primeira o poder divino-real de Jesus Cristo. Assim como os convidados se alegram, nós nos alegramos pela transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Salvador, que nos é proposto no banquete nupcial da Eucaristia.

A basílica de S. Pedro foi escolhida para a celebração da Missa, neste dia, porque a Epifania, desde os tempos mais remotos, é uma das maiores solenidades.

Oferecemo-nos com o Cristo (Secreta) e recebemos o Cristo (Post­ communio). A vida interior do Cristão é uma reprodução da vida do Cristo. O fim da Igreja, celebrando o Ano eclesiástico, é este: assim como Jesus se manifestou aos Magos, pedimos que se manifeste a cada Cristão, pela luz da fé.

 

«Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos com presentes adorar o Senhor». Comm.