quinta-feira, 18 de junho de 2020

Edição nº 487

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 487 – 14 de junho de 2020

† 2º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Amor e Eucaristia são os dois pensamentos principais da Missa deste dia (Evangelho). Devemos amar a Deus (Intróito) e ao próximo (Epístola), porque Deus nos convida para o seu Banquete — o Reino de Deus neste mundo e a felicidade no céu. A Igreja católica é a sala do festim, e a Sagrada Eucaristia, a mesa preparada. Os Cânticos respiram confiança na vitória, que é um fruto da santa Comunhão, ou imploram o auxílio contra os inimigos da salvação.


«Sai já pelas praças e ruas da cidade, traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos, e os coxos.» Ev.

sábado, 6 de junho de 2020

Edição nº 486

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 486  11 de junho de 2020

 Festa de Corpus Christi
branco – 1ª classe


A festividade do Corpo de Deus é a solene comemoração, da instituição do Santíssimo Sacramento do Altar. Agradecemos e louvamos neste dia o amor de Jesus pelo dom inefável da Eucaristia.  Propriamente, é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite expansões de alegria.
A santa Missa, composta pelo insigne teólogo e poeta, Santo Tomás de Aquino, é uma explicação das palavras da Sequência – Panis vivus et vitalis – Pão vivo e que dá vida. Dela fazem parte os trechos mais importantes da Sagrada Escritura sobre a Eucaristia (Epístola e Evan­gelho). No Introito agradecemos pelo alimento do céu, a Eucaristia. Ela é para nós «flor de trigo» e «mel do rochedo», isto é, o Cristo, a lembrança de sua Paixão e de seu Amor (Oração). Celebrando a santa Missa, anunciamos a morte do Cristo. E sob este aspecto, a Eu­caristia é um verdadeiro Sacrifício (Epístola) e alimento sobrenatural (Gradual, Evangelho), símbolo da união e paz entre os fiéis (Secreta), e penhor da união com Deus (Communio). «Omnes in Christo unum», "Todos somos um só (Corpo místico) em Jesus Cristo".


«Tomai e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós.» Ev.

Edição nº 485

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 485  7 de junho de 2020

 1º Domingo depois de Pentecostes
Festa da Santíssima Trindade
branco – 1ª classe.

A festa de hoje é uma justa homenagem à SSma. Trindade, uma ação de graças ao Pai e à Sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à SSma. Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos em união com os Serafins cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.
À glória da SSma. Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.


«A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.» Ep.

Edição nº 484

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 484  31 de maio de 2020

Domingo de Pentecostes
vermelho – 1ª classe, com oitava de 1ª classe.

Na igreja do Apóstolo que primeiro explicou o Mistério deste dia, na basílica de S. Pedro, hoje nos reunimos.  No altar, que é obra do Espírito Santo, se vai repetir, por todos os tempos e em todo o orbe (Introito), o que aconteceu naquele memorável dia de Pentecostes, de que fala a Epístola.  Imploramos nós a mesma graça no Gradual e na Sequência. No Evangelho, Jesus nos promete a realização deste desejo que se cumprirá no Santo Sacrifício.
Unindo-nos ao Filho de Deus, virá também habitar em nós o Divino Espírito Santo (Communio). Cheios desse Espírito Divino falaremos também nós das grandezas de Deus.
Lembremo-nos que, neste dia, nasceu a Igreja e com ela nasceu igualmente o Apostolado ou a Ação católica. A força, o amor fervoroso do Divino Espírito Santo nos deve animar e fazer de nós, Sacerdotes, Soldados e Apóstolos do Reino de Deus.


«E apareceu-lhes destacadas línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles.» Ep.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Edição nº 483

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 483  21 de maio de 2020

Ascensão de Nosso Senhor
branco – 1ª classe.

A festa da Ascensão, diz S. Bernardo, a consumação, a coroa das outras solenidades e o termo   glorioso da jornada terrestre do Filho de Deus".
Durante quarenta dias, permanecera Jesus no mundo, para fortalecer os seus discípulos na f é e os preparar para a vinda do Espírito Santo. Mas soou enfim a hora de se despedir daqueles que tanto amava. Ainda que de despedida, essa hora era contudo de grande alegria para o Mestre e os seus discípulos, e para a humanidade inteira. Alegria porque Jesus triunfou. Terminaram as humilhações, os sofrimentos. A coroa de espinhos e opróbrios se converte em coroa de honra, a Cruz ignominiosa, em trono de glória. Alegremo-nos porque o Salvador subiu ao céu para ali preparar-nos um lugar. Porque junto do trono de seu Pai, Jesus contínua a interceder por nós e a cumprir a sua missão de Mediador entre Deus e os homens. Alegremo-nos ainda, porque a sua subida é o penhor da descida do Espírito Santo.  "Se eu não for, o Espírito Santo não virá a vós". Alegremo-nos, finalmente, porque este mesmo Jesus que hoje se esconde  aos nossos olhares, descerá  um  dia,  em  toda  a sua Majestade  e  todo o seu poder, para julgar os vivos e os mortos, e então os nossos olhos contemplarão  extasiados sua  santa Humanidade, sem  o receio,  para sempre afastado, de uma nova separação.
Enquanto a Epístola e o Evangelho narram sucintamente o fato histórico, ouvimos nos Cânticos perpassar estas melodias de júbilo. Cremos firmemente que o Nosso Redentor subiu ao céu e nesta convicção Lhe dirigimos uma súplica, para que também nós tenhamos em espírito a nossa morada no céu (Oração).




«homens da Galileia por que estais olhando para o céu?» Ep.

domingo, 17 de maio de 2020

Edição nº 482

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 482  17 de maio de 2020

5º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

''Eu saí do Pai, e vim ao mundo; deixo outra vez o mundo, e vou ao Pai".     
     Nestas linhas está sintetizado o pensamento principal da santa Missa de hoje. Os textos, ao mesmo tempo que nos lembram as alegrias pascais, nos prenunciam o próximo desaparecimento do Salvador. Enquanto a Epístola nos fala do Cristianismo prático, o Evangelho, aludindo à próxima Ascensão de Jesus Cristo, nos ensina como podemos e devemos confiar-Lhe os nossos cuidados e as nossas preocupações, antes de Jesus nos deixar e ir para junto de seu Pai. Estejamos certos de que seremos atendidos, porque, se amamos o Filho, também o Pai nos ama.

 

«Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.» Ev.

domingo, 10 de maio de 2020

Edição nº 481


«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 481  10 de maio de 2020

4º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

A Missa de hoje nos mostra o nexo íntimo que entre o desaparecimento de Jesus e a descida do Divino Espírito Santo, e nos esclarece de um modo particular sobre a missão do Divino Espírito Santo, que é tríplice: no mundo, na Igreja e nas almas.  Ao mundo cumpre conhecer o seu pecado, a justeza da causa da Igreja e o juízo iminente. Na Igreja o Divino Espírito Santo continuará a Missão de Jesus Cristo, conservando-a infalível depositária de sua doutrina. Na alma, Ele continuará a iluminá-la e a conduzi-la sempre mais e mais, para a verdade e para a luz. Ele vos ensinará toda a verdade (Evangelho). Empenhemo-nos desde em preparar a nossa alma para a tornar digna de receber a luz da verdade.


«porque se eu não for, não virá a vós o Consolador.» Ev

domingo, 3 de maio de 2020

Edição nº 480


«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 480  3 de maio de 2020

 3º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

O Domingo da Ressurreição e os dois imediatos são   completamente dominados pelo pensamento da Ressurreição.  Os domingos seguintes nos preparam para a despedida: a Ascensão de Nosso Senhor e a Missão do divino Espírito Santo.  Fala-nos o Domingo de    hoje da despedida   de Jesus deste mundo, e assim   nos lembra que também somos estrangeiros e viajantes.  S.  Pedro nos delineia o modo de proceder do Cristão no   mundo: obediência à autoridade, cumprimento dos deveres de estado (Epístola) Na Oração, imploramos força para não errar no caminho, para que sejamos dignos do nome de Cristãos, isto é, cidadãos do céu.    O Evangelho   afirma   que, querendo andar como Cristãos, teremos que sofrer e chorar enquanto o mundo se alegra.   A nossa   tristeza   será breve, no entanto, e mudada   será em alegria que ninguém nos há de tirar.


«Ainda um pouco de tempo, e já não me vereis;
mais um pouco de tempo e me tornareis a ver, porque vou ao Pai.» Ev.