sábado, 11 de junho de 2022

Edição nº 600

«Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 600 – 12 de junho de 2022

 

 1º Domingo depois de Pentecostes
Festa da Santíssima Trindade
branco – 1ª classe.

A festa de hoje é uma justa homenagem à SSma. Trindade, uma ação de graças ao Pai e à Sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à SSma. Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos em união com os Serafins cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.

À glória da SSma. Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.




«A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.» Ep.

sábado, 4 de junho de 2022

Edição nº 599

«Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 599 – 5 de junho de 2022

 

Domingo de Pentecostes
vermelho – 1ª classe, com oitava de 1ª classe.

 

Na igreja do Apóstolo que primeiro explicou o Mistério deste dia, na basílica de S. Pedro, hoje nos reunimos.  No altar, que é obra do Espírito Santo, se vai repetir, por todos os tempos e em todo o orbe (Introito), o que aconteceu naquele memorável dia de Pentecostes, de que fala a Epístola.  Imploramos nós a mesma graça no Gradual e na Sequência. No Evangelho, Jesus nos promete a realização deste desejo que se cumprirá no Santo Sacrifício.

Unindo-nos ao Filho de Deus, virá também habitar em nós o Divino Espírito Santo (Communio). Cheios desse Espírito Divino falaremos também nós das grandezas de Deus.

Lembremo-nos que, neste dia, nasceu a Igreja e com ela nasceu igualmente o Apostolado ou a Ação católica. A força, o amor fervoroso do Divino Espírito Santo nos deve animar e fazer de nós, Sacerdotes, Soldados e Apóstolos do Reino de Deus.

 


«E apareceu-lhes destacadas línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles.» Ep.

sábado, 28 de maio de 2022

Edição nº 598

 «Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 598 – 29 de maio de 2022


Domingo depois da Ascensão
Solenidade da Ascenção do Senhor

branco – 2ª classe.

 

A festa da Ascensão, diz S. Bernardo, «é a consumação, a coroa das outras solenidades e o termo glorioso da jornada terrestre do Filho de Deus».

Durante quarenta dias, permanecera Jesus no mundo, para fortalecer os seus discípulos na fé e os preparar para a vinda do Espírito Santo. Mas soou enfim a hora de se despedir daqueles que tanto amava. Ainda que de despedida, essa hora era contudo de grande alegria para o Mestre e os seus discípulos, e para a humanidade inteira. Alegria porque Jesus triunfou. Terminaram as humilhações, os sofrimentos. A coroa de espinhos e opróbrios se converte em coroa de honra, a Cruz ignominiosa, em trono de glória. Alegremo–nos porque o Salvador subiu ao céu para ali preparar–nos um lugar. Porque junto do trono de seu Pai, Jesus continua a interceder por nós e a cumprir a sua missão de Mediador entre Deus e os homens. Alegremo–nos ainda porque a sua subida é o penhor da descida do Espírito Santo.  «Se eu não for, o Espírito Santo não virá a vós». Alegremo–nos, finalmente, porque este mesmo Jesus que hoje se esconde aos nossos olhares, descerá um dia, em toda a sua Majestade e todo o seu poder, para julgar os vivos e os mortos, e então os nossos olhos contemplarão extasiados sua santa Humanidade, sem o receio, para sempre afastado, de uma nova separação.

Enquanto a Epístola e o Evangelho narram sucintamente o fato histórico, ouvimos nos Cânticos perpassar estas melodias de júbilo. Cremos firmemente que o Nosso Redentor subiu ao céu e nesta convicção Lhe dirigimos uma súplica, para que também nós tenhamos em espírito a nossa morada no céu (Oração).

 


«homens da Galileia por que estais olhando para o céu?» Ep.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Edição nº 597

 «Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 597 – 22 de maio de 2022

 

5º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

 

«Eu saí do Pai, e vim ao mundo; deixo outra vez o mundo, e vou ao Pai».

Nestas linhas está sintetizado o pensamento principal da santa Missa de hoje. Os textos, ao mesmo tempo que nos lembram as alegrias pascais, nos prenunciam o próximo desaparecimento do Salvador. Enquanto a Epístola nos fala do Cristianismo prático, o Evangelho, aludindo à próxima Ascensão de Jesus Cristo, nos ensina como podemos e devemos confiar-Lhe os nossos cuidados e as nossas preocupações, antes de Jesus nos deixar e ir para junto de seu Pai. Estejamos certos de que seremos atendidos, porque se amamos o Filho, também o Pai nos ama.

 


«Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.» Ev.

sábado, 14 de maio de 2022

Edição nº 596

 «Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 596 – 15 de maio de 2022

 

4º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

 

A Missa de hoje nos mostra o nexo íntimo que há entre o desaparecimento de Jesus e a descida do Divino Espírito Santo, e nos esclarece de um modo particular sobre a missão do Divino Espírito Santo, que é tríplice: no mundo, na Igreja e nas almas.  Ao mundo cumpre conhecer o seu pecado, a justeza da causa da Igreja e o juízo iminente. Na Igreja o Divino Espírito Santo continuará a Missão de Jesus Cristo, conservando-a infalível depositária de sua doutrina. Na alma, Ele continuará a iluminá-la e a conduzi-la sempre mais e mais, para a verdade e para a luz. Ele vos ensinará toda a verdade (Evangelho). Empenhemo-nos desde já em preparar a nossa alma para a tornar digna de receber a luz da verdade.

 


«porque se eu não for, não virá a vós o Consolador.» Ev

sábado, 7 de maio de 2022

Edição nº 595

 «Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 595 – 8 de maio de 2022


 3º Domingo depois da Páscoa
branco – 2ª classe.

 

O Domingo da Ressurreição e os dois imediatos são completamente dominados pelo pensamento da Ressurreição. Os domingos seguintes nos preparam para a despedida: a Ascensão de Nosso Senhor e a Missão do Divino Espírito Santo. Fala-nos o domingo de hoje da despedida de Jesus deste mundo, e assim nos lembra que também somos estrangeiros e viajantes.  S. Pedro nos delineia o modo de proceder do Cristão no mundo: obediência à autoridade, cumprimento dos deveres de estado (Epístola). Na Oração, imploramos força para não errar no caminho, para que sejamos dignos do nome de Cristãos, isto é, cidadãos do céu. O Evangelho afirma que, querendo andar como Cristãos, teremos que sofrer e chorar enquanto o mundo se alegra. A nossa tristeza será breve, no entanto, e mudada será em alegria que ninguém nos há de tirar.

 

«mais um pouco de tempo e me tornareis a ver, porque vou ao Pai.» Ev.

sábado, 30 de abril de 2022

Edição nº 594

«Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 594 – 1 de maio de 2022


São José Operário, Confessor, Esposo de N. Senhora
branco – 1a. classe


A Igreja batizava outrora as festas pagãs, usando com soberana liberdade das datas e cerimônias para lhes dar um conteúdo cristão.

Foi inspirando-se nesta tradição que a Igreja colocou a festa civil do trabalho, no primeiro de maio, sob o poderoso patrocínio de S. José, o humilde artífice que Deus escolheu para velar sobre a infância do Verbo Encarnado. Quem, melhor do que ele, com o trabalho cotidiano, deu graças a Deus Pai pelo Senhor Jesus (epístola), seu aprendiz dócil e obediente, Aquele a quem chamavam «filho do carpinteiro» (evangelho)? Possa S. José cobrir com sua vigilante proteção o mundo do trabalho de que partilhou a austera sorte. Possa ele guiar e sustentar os esforços deste mundo do trabalho para fazer que reinem sobre o mundo a justiça e a caridade, sob a lei do amor a Cristo.

 

Pois não é Este o filho do carpin­teiro? Ev.

sábado, 23 de abril de 2022

Edição nº 593

 «Liturgia Dominical»
Ano 11 – nº 593 – 24 de abril de 2022


Domingo In Albis, Oitava da Páscoa

Domingo da Divina Misericórdia

branco – 1ª classe.

 

Os cinco domingos que se seguem, celebram o Salvador ressuscitado. Mostram seu amor para com as almas remidas por seu preciosíssimo Sangue.

Neste domingo, Nosso Senhor fortalece a fé do Apóstolo S. Tomé e como a deste Santo, também a nossa. No II domingo, Jesus manifesta-se como «Bom Pastor» que cuida de suas ovelhas, até o fim dos séculos. Os últimos três domingos preparam a sua despedida e a missão do Espírito Santo.

Ontem depuseram os neófitos as suas túnicas brancas para retomarem hoje as suas vestimentas comuns. Embora S. Pedro os convide com palavras de ternura «como meninos recém-nascidos, desejai sinceramente o leite espiritual» (Intróito), a Missa de hoje prepara-os todavia, para a luta na arena da vida.  A vitória que vence o mundo é a nossa fé. Da necessidade desta fé nos falam a Epístola e o Evangelho: Bem-aventurados os que não viram e contudo creram.

A esta fé nos exorta a própria igreja onde antigamente se reuniam os fiéis, em Roma, a basílica de S. Pancrácio. Mártir pela fé aos quatorze anos de idade, este Santo é um exemplo glorioso de fidelidade às suas promessas batismais, para os que militam nas fileiras de Jesus Cristo.

 

«Meu Senhor e meu Deus!» Ev.