«Liturgia
Dominical»
Ano 11 – nº
576 – 02 de janeiro de 2022
† Solenidade da Epifania
de Nosso Senhor
branco – 1ª classe.
Festa do Santíssimo Nome de Jesus
Epifania, como dizem os gregos, ou aparição, é a
segunda solenidade no ciclo de Natal. Jubilosos celebramos com a santa Igreja a
entrada solene do Cristo-Rei no mundo, na humanidade, na alma de cada um de
nós. Aquele que nascera no silêncio da santa noite de Natal, manifesta-se agora
aos olhos do mundo. O Rei da eterna glória entra em sua cidade, a nova
Jerusalém, a santa Igreja.
Os Ofícios litúrgicos, e especialmente o da
madrugada, Laudes, falam de uma tríplice manifestação de Jesus. Diz a Antífona:
«Hoje o Esposo celestial se uniu à Igreja, porque o Cristo lavou no Jordão os
crimes de sua Esposa». No batismo de Jesus, o Padre Eterno deu testemunho a seu
Filho: «Este é o meu Filho, a Ele deveis ouvir». – «Os Magos se apressam para
as núpcias do Rei, com as suas dádivas» (Evangelho). Com os Magos, somos também
nós convidados a apresentar no Ofertório a nossa dádiva: o dom
de nós mesmos. E finalmente conclui a Antífona: «E a
água se transforma em vinho e os convidados se alegram. Aleluia». Nas bodas de
Caná, manifestou-se pela vez primeira o poder divino-real de Jesus Cristo.
Assim como os convidados se alegram, nós nos alegramos pela transubstanciação
do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Salvador, que nos é proposto no
banquete nupcial da Eucaristia.
A basílica de S. Pedro foi escolhida para a
celebração da Missa, neste dia, porque a Epifania, desde os tempos mais
remotos, é uma das maiores solenidades.
Oferecemo-nos com o Cristo (Secreta) e recebemos o Cristo
(Post communio). A vida interior do Cristão é uma reprodução da vida do
Cristo. O fim da Igreja, celebrando o Ano eclesiástico, é este: assim como Jesus
se manifestou aos Magos, pedimos que se manifeste a cada Cristão pela luz da
fé.

«Vimos a sua estrela no
Oriente, e viemos com presentes adorar o Senhor». Comm.