quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Edição nº 516

«Liturgia Dominical»
Ano 10 – nº 516 – 29 de novembro de 2020

1º Domingo do Advento
roxo – 1ª classe.

A terra abençoada, de que nos fala a Communio, é Maria Santíssima. Ela nos deu o fruto abençoado de suas entranhas. Por isso estamos reunidos, ao menos em espírito, em sua igreja (Statio).

Compenetrados das palavras do Evangelho: «Erguei as vossas cabeças, porque se aproxima a vossa Redenção...  Sabei que perto está o Reino de Deus»,  voltamo-nos no  começo do Ano  eclesiástico para Deus,  com  toda a  alma (Introito).  Nossa Redenção é obra da bondade de Deus (Oração), mas também o é de nossa cooperação, conforme nos diz Santo Agostinho: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». Esta cooperação consiste em «levantarmo-nos do sono, renunciarmos às trevas e revestirmo-nos do Senhor Jesus Cristo» (Epístola). Unindo, no Ofertório, estas resoluções ao sacrifício de Jesus Cristo, receberemos na Comunhão a bênção de Deus e tornar-nos-emos uma terra abençoada, que há de produzir abundantes frutos para a vida cristã.

 

«Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar...» (BR.)

Edição nº 515

«Liturgia Dominical»
Ano 10 – nº 515 – 22 de novembro de 2020

25º e Último Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

O Evangelho deste domingo, último sempre do Ano eclesiástico, contém o dogma do juízo final. A Epístola nos ensina como devemos dignamente viver. É o último Sacrifício que neste ano oferecemos ao Criador. E, ao mesmo tempo, o último sermão que a Igreja nos dirige. O quadro gigantesco do juízo universal desperta os sonolentos (Oração) e suscita nos bons maior fervor no serviço de Deus (Epístola). Mas os Cânticos que repetimos desde o XXIII domingo, neste ainda mais estão em seu lugar apropriado. Confortam-nos e animam-nos. Fortalecem a nossa esperança. Deus é um Deus de paz, Ele nos fez dignos de participar da herança de seus Santos na luz da glória celeste.

 

«Porque, haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá». Ev.

Edição nº 514

«Liturgia Dominical»
Ano 10 – nº 514 – 15 de novembro de 2020

24º Domingo depois de Pentecostes
 (6ºdepois da Epifania transferido)
verde – 2a. classe.

Contemplamos hoje o crescimento rápido e maravilhoso do Reino de Deus. O Evangelho é um resumo da história da Igreja, que cresceu como um grão de mostarda. Na Epístola, vemos um exemplo significativo, um trecho dessa propagação do Reino de Deus. Na Oração, pedimos a graça de um crescimento rápido e total desse Reino em nossa alma. Meditar o que é razoável e dizer e fazer o que for do agrado de Nosso Senhor, eis o Reino de Deus dentro de nós.

 «Abrirei em parábolas os meus lábios e publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo».

Edição nº 513

 «Liturgia Dominical»
Ano 10 – nº 513 – 8 de novembro de 2020

23º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Meus pensamentos, diz o Senhor, são de paz (Introito). Nossa paz é Jesus Cristo (Epístola). Achá-la-emos seguindo o Apóstolo e afastando­nos do caminho dos inimigos da Cruz do Cristo.  Jesus Cristo é a nossa paz, até mesmo ali onde a dor quer perturbá-la. Ele, o Salvador, vence o sofrimento e a dor, e nos ensina também a vencê-los (Evangelho). Os Cânticos neste e em todos os domingos seguintes, exprimem fé, confiança, desejo e santa alegria pela próxima volta à casa paterna. Deus, no decorrer do Ano eclesiástico (imagem de nossa vida) nos libertou da escravidão e dos males que nos oprimiam. Nossa alma está livre do cativeiro e os nossos nomes estão escritos no livro da vida.

«Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou». Ev.

sábado, 31 de outubro de 2020

Edição nº 512

 «Liturgia Dominical»
Ano 10 – nº 512 – 1 de novembro de 2020

 22º Domingo depois de Pentecostes
Solenidade de Todos os Santos
branco – 1a. classe.

A Missa e a festa de hoje animam-nos a seguir os exemplos de todos os Santos, e ao mesmo tempo, imploram a sua intercessão para que também cheguemos a realizar este ideal.

Alegremo-nos nesta solenidade, porque os Santos são irmãos nossos que já atingiram o seu fim. Alegremo-nos porque, sendo membros da mesma família, podemos esperar cantar com eles e os santos Anjos o louvor do Filho de Deus (Introito).  Este mesmo Filho de Deus nos traça no Evangelho as normas da vida e no Gradual nos convida a que O sigamos. Alegremo-nos, sim, porque a nossa recompensa será grande no céu (Evangelho).

«Se estes e aqueles [foram santos], porque não eu?» (Santo Agostinho).

Edição nº 511

 «Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 511 – 25 de outubro de 2020

Último Domingo de Outubro
Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
branco – 1a. classe.


Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de «Cristo Rei». Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da Igreja, seu Reino visível; nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). É preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. «Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves, do magistério eclesiástico». Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará união e paz para a humanidade (Oração, Prefácio, Secreta e Communio). 

 

«Ecce homo». Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

Edição nº 510

 «Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 510 – 18 de outubro de 2020

 20º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

 Como o povo de Deus, assentado junto aos rios de Babilônia, suspirava pelo monte Sião, assim nós outros devemos suspirar por nossa pátria eterna (Ofertório). Em espírito de humildade e penitência, cumpre-nos suportar o exílio deste mundo (Intróito), e aproveitar o tempo para conhecer a vontade de Deus (Epístola). Os Cânticos anelam pela vinda do Senhor.  No Evangelho devemos fazer nossas as palavras do régulo: Vinde, Senhor, curar-nos, auxiliar-nos. Vinde, Senhor, aos nossos corações pela graça do Santo Sacrifício. Vinde enriquecer-nos por vossa presença sacramental na santa Comunhão. E vinde também, Senhor, buscar-nos um dia, para a nossa pátria celestial.

«Quando ele já ia para casa, vieram-lhe ao encontro seus criados e deram-lhe a notícia de que o seu filho vivia.»

sábado, 10 de outubro de 2020

Edição nº 509

«Liturgia Dominical»
Ano 9 – nº 509 – 11 de outubro de 2020

19º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

Deus mesmo se oferece como salvação de seu povo (Introito). «Quando por mim em qualquer tribulação clamarem, eu os ouvirei». Consola-nos este pensamento, principalmente agora que o fim do ano se aproxima. Mais austeros se devem tornar os nossos pensamentos. O Apóstolo concita-nos a revestirmo-nos do homem novo (Epístola). No Evangelho vemos que o banquete já está preparado. Sejamos também nós prontos para ouvir e cumprir os mandamentos de Deus (Intróito, Communio  e  Postcommunio), pois  é  assim  que possuímos a veste nupcial – a graça santificante. Somos convivas do banquete nupcial, e, a cada momento, pode entrar o Rei para ver os seus hóspedes. Não desanimemos. Tenhamos confiança em Deus. Ele socorrer-nos-á no combate e no sofrimento   (Intróito,  Oração e Communio).

«Então, disse o rei aos servidores: Amarrai-o de mãos e pés,
e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes.»