«Liturgia da Santa Missa»
Ano 14 – nº 786 – 21 de
setembro de 2025
† 15º Domingo
depois de Pentecostes
verde – 1a. classe
Escravos do pecado e de
satanás, estávamos mortos para Deus quando veio o Filho de Deus restituir-nos a
vida (Evangelho). Justo é, pois, o louvor que Lhe damos nos Cânticos do Gradual
e do Ofertório. Este mesmo Salvador nosso, não pode, porém, deixar de exigir
também de nossa parte que não nos afastemos mais da vida, pelo pecado. Vivemos
pelo Espírito, pelo Espírito também devemos andar. E se é difícil e custoso à
natureza humana, façamos nossas as palavras do Intróito e da Oração de hoje. A
Secreta, a Communio e a Postcommunio nos conduzem à fonte da vida e da graça,
que nasce ao pé da Cruz e para cada um de nós no santo Sacrifício da Missa.
«E o que estava morto se sentou, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.» Ev.
Avisos Paroquiais
Atenção para os horários
das Santas Missas neste Domingo:
– às 7h, 9h e 19h em
nossa igreja matriz;
– às 10h na Capela de
São Brás, em Sesmaria;
– às 16h no Lot. Santa
Edwiges, Local da Futura Capela de Santa Edwiges;
– às 18h na Capela de
Nossa Senhora de Fátima, em Santa Maria de Campos;
– às 18h na Capela de São Pio de Pietrelcina e Santo Antônio, em Carabuçu (Tríduo em honra a São Pio de Pietrelcina).
Serão transmitidas,
direto da nossa igreja matriz, a Santa Missa das 7h, pela Rádio Bom Jesus FM
89.3, pelo Facebook e YouTube, e a Santa Missa das 19h, pelo Facebook e
YouTube.
Redes Sociais:
Facebook – https://www.facebook.com/ParoquiadoSenhorBomJesusCrucificado
(Transmissão ao Vivo – Santa Missa 7h e 19h)
YouTube – https://www.youtube.com/c/ParoquiadoSenhorBomJesusCrucificado
(Transmissão ao Vivo – Santa
Missa 7h e 19h)
Instagram – https://www.instagram.com/bomjesuscrucificado/
E-mail
– bomjesuscrucificado@gmail.com
Intróito / INCLINA – Salmo
85. 1-4
Canto
solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou
solenidade do dia.
Inclína, Dómine, aurem tuam ad me, et
exáudi me: salvum fac servum tuum, Deus meus, sperántem in te: miserére mihi,
Dómine, quóniam ad te clamávi tota die. Ps. Lætífica ánimam servi tui: quia ad
te, Dómine, ánimam meam levávi. ℣. Glória Patri, et
Fílio, et Spirítui Sancto.
Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos
para mim, e atendei-me. Meu Deus, salvai o vosso servo que em Vós espera. Tende
piedade de mim, Senhor, pois, eu clamo por Vós todo o dia. Sl. Alegrai a alma
de vosso servo; porque, a Vós, Senhor, elevo a minha alma. ℣. Glória ao Pai.
Oração (Colecta)
Pedimos
ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.
«Miseratio continuata mundet et muniat»: uma misericórdia, cuja ação,
sempre presente, dá incessantemente à Igreja a sua força e pureza.
Ecclésiam tuam, Dómine, miserátio
continuáta mundet et múniat: et quia sine te non potest salva consístere; tuo
semper múnere gubernétur. Per Dominum nostrum Iesum Christum.
Vossa contínua misericórdia, Senhor,
purifique e fortaleça a vossa Igreja, e, porque, sem Vós, ela não pode
subsistir ilesa, dignai-Vos sempre governá-la com a vossa graça. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas 5. 25-26; 6. 1-10
Leitura
ordinariamente extraída das epístolas ou cartas dos Apóstolos; daí o seu nome.
É a continuação da epístola do último domingo sobre o programa duma vida
cristã, vivida ao sopro do Espírito Santo: lembrar-se da fraqueza humana e
estar vigilante, guardar-se do mal, fazer o bem a todos, na medida de suas
forças.
Fratres: Si spíritu vívimus, spíritu
et ambulémus. Non efficiámur inanis glóriæ cúpidi, ínvicem provocántes, ínvicem
invidéntes. Fratres, et si præoccupátus fúerit homo in áliquo delícto, vos, qui
spirituáles estis, huiúsmodi instrúite in spíritu lenitátis, consíderans
teípsum, ne et tu tentéris. Alter alteríus ónera portáte, et sic adimplébitis
legem Christi. Nam si quis exístimat se áliquid esse, cum nihil sit, ipse se
sedúcit. Opus autem suum probet unusquísque, et sic in semetípso tantum glóriam
habébit, et non in áltero. Unusquísque enim onus suum portábit. Commúnicet
autem is, qui catechizátur verbo, ei, qui se catechízat, in ómnibus bonis.
Nolíte erráre: Deus non irridétur. Quæ enim semináverit homo, hæc et metet.
Quóniam qui séminat in carne sua, de carne et metet corruptiónem: qui autem
séminat in spíritu, de spíritu metet vitam ætérnam. Bonum autem faciéntes, non
deficiámus: témpore enim suo metémus, non deficiéntes. Ergo, dum tempus
habémus, operémur bonum ad omnes, maxime autem ad domésticos fídei.
Irmãos: 25Se vivemos no Espírito, conduzamo-nos também pelo
Espírito. 26Não cobicemos a vanglória,
provocando-nos mutuamente e invejando uns aos outros. 1Meus irmãos, se um homem for surpreendido em algum
pecado, vós que sois espirituais, instruí-o com espírito de mansidão,
considerando a vós mesmos, para que não venhais também a ser tentados. 2Carregai o peso uns dos outros: assim, cumprireis a
lei do Cristo. 3Porque, se alguém se julga alguma
coisa, quando nada é, a si mesmo se engana. 4Examine cada um suas próprias ações e, então, terá
sua glória somente em si mesmo, e não se compare com outro. 5Porque, cada um carregará o seu próprio peso. 6Aquele que é catequizado na palavra, reparta de
todos os seus bens com aquele que o catequiza. 7Não vos enganeis; de Deus não se zomba. Pois,
aquilo que o homem semear, isso também colherá. 8O que semear em sua carne, recolherá da carne
corrupção, e o que semear no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. 9Não nos cansemos, pois, de fazer o bem, porque em
tempo propício colheremos o fruto, se houvermos sido constantes. 10Portanto, enquanto temos tempo, façamos bem a
todos, mormente aos companheiros de fé.
Gradual / Salmo 91. 2-3
Gradual e
Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que
traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou
sugeridos pelo Mistério do dia.
Bonum est confitéri Dómino: et
psallere nómini tuo, Altíssime. ℣. Ad annuntiándum
mane misericórdiam tuam, et veritátem tuam per noctem.
É bom louvar ao Senhor, e cantar
em honra de vosso Nome, ó Altíssimo! ℣. Para anunciar a
vossa misericórdia desde a manhã, e a vossa fidelidade durante a noite.
Aleluia / Salmo 94. 3
Allelúia, allelúia. ℣. Quóniam Deus magnus Dóminus, et Rex magnus super
omnem terram. Allelúia.
Aleluia, aleluia. ℣. O Senhor é o grande Deus, o grande Rei sobre toda a
terra. Aleluia.
Evangelho segundo São Lucas 7. 11-16
Proclamação
solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a
leitura ou canto do Evangelho, é revestida da maior solenidade. O respeito para
com ele, exige seja escutado de pé.
«Se todos têm olhos para verificar a ressureição dum morto, como no caso
do filho da viúva de Naim, nem todos os têm para ver as ressureições dos mortos
espiritualmente. Para isso, é preciso estar-se espiritualmente ressuscitado»
(S. Agostinho, em matinas).
In illo témpore: Ibat Iesus in
civitátem, quæ vocátur Naim: et ibant cum eo discípuli eius et turba copiósa.
Cum autem appropinquáret portæ civitátis, ecce, defúnctus efferebátur fílius
únicus matris suæ: et hæc vidua erat: et turba civitátis multa cum illa. Quam
cum vidísset Dóminus, misericórdia motus super eam, dixit illi: Noli flere. Et
accéssit et tétigit lóculum. - Hi autem, qui portábant, stetérunt. - Et ait:
Adoléscens, tibi dico, surge. Et resédit, qui erat mórtuus, et cœpit loqui. Et
dedit illum matri suæ. Accépit autem omnes timor: et magnificábant Deum,
dicéntes: Quia Prophéta magnus surréxit in nobis: et quia Deus visitávit plebem
suam.
Naquele tempo, 11ia Jesus para uma cidade chamada Naim. Iam com Ele
os seus discípulos e uma grande multidão. 12E quando chegou perto da porta da cidade, eis que
levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita
gente da cidade. 13Vendo-a, o Senhor moveu-se de
compaixão para com ela, e disse-lhe: Não chores. 14Depois, aproximou-se e tocou no esquife. (E os que
o levavam, pararam). Então, Jesus, disse: Jovem, eu te digo, levanta-te. 15E o que estava morto se sentou, e começou a falar.
E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos,
porém, se encheram de temor; e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande Profeta
surgiu entre nós; e Deus visitou o seu povo.
CREDO... Concluímos a Ante-Missa com essa
profissão de fé.
Breve
compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja,
afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.
Ofertório / Salmo 39. 2-4
Com o
Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.
Exspéctans exspectávi Dóminum, et
respéxit me: et exaudívit deprecatiónem meam: et immísit in os meum cánticum
novum, hymnum Deo nostro.
Ansiosamente esperei no Senhor e Ele
me atendeu; ouviu a minha súplica: pôs em minha boca um cântico novo, um hino
de louvor a nosso Deus.
Secreta
É a
antiga «oração sobre as oblatas», ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.
Tua nos, Dómine, sacramenta
custodiant: et contra diabólicos semper tueántur incúrsus. Per Dominum nostrum
Iesum Christum.
Fazei, Senhor, que os vossos
Sacramentos nos guardem e nos defendam sempre de todos os ataques do demônio.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Communio / João 6. 52
Alternando
com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão
dos fiéis.
Panis, quem ego dédero, caro mea est
pro sǽculi vita.
O Pão que eu dou é a
minha Carne [imolada] para a vida do mundo.
Postcommunio
Súplica a
Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.
Mentes nostras et córpora possídeat,
quǽsumus, Dómine, doni cæléstis operátio: ut non noster sensus in nobis, sed
iúgiter eius prævéniat efféctus. Per Dominum nostrum Iesum Christum.
Fazei, Senhor, Vos rogamos, que nossos
corpos e nossas almas sejam inteiramente submetidos à influência deste Dom
celestial, de sorte que sempre em nós predominem os efeitos deste Sacramento e
não o nosso próprio sentir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Meditação
Jesus
Nossa Vida
Ó Jesus vida da minha alma, fazei-me ressuscitar cada dia para uma nova
vida de caridade e de fervor.
1 – Na Missa de hoje predomina um pensamento tantas
vezes repetido na liturgia e tão querido ao nosso coração: Jesus é a nossa
vida. Tudo o que de bom há em nós é fruto da Sua graça: pela Sua graça
permanecemos firmes no bem (Colecta); pela Sua graça podemos viver segundo o
espírito (Epístola); pela Sua graça ressuscitamos do pecado (Evangelho) e,
alimentando-nos com a Sua carne, alimentamos em nós a Sua vida (Communio). Sem
Jesus estaríamos na morte, sem Ele nunca poderíamos viver esta magnífica vida
do espírito que S. Paulo nos descreve na Epístola de hoje (Gal. 5, 25 e 26; 6, 1-10).
Escolhamos nela alguns pensamentos. «Não nos
façamos ávidos da vanglória, provocando-nos uns aos outros. Se alguém julga ser
alguma coisa não sendo nada, a si mesmo se engana.» A humildade é apresentada
aqui como o fundamento da concórdia fraterna: quem é soberbo leva consigo um
foco de discórdia porque, preferindo-se aos outros, será muitas vezes
provocador, invejoso, será altivo e desprezará aqueles que são inferiores a si.
«Se algum homem for surpreendido em algum delito,
vós, que sois espirituais, admoestai-o com o espírito de mansidão.» Quem
procura escalar as alturas deve estar atento para não criticar quem caminha
mais embaixo, para não se escandalizar com as fraquezas dos outros e se o dever
lhe impõe admoestar alguém, deve fazê-lo com doçura e com bondade; doçura que é
ainda fruto da humildade porque, ao corrigir os outros, é necessário sempre
vigiar-se a si próprio: «não caias também em tentação».
«Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu
tempo colheremos.» As dificuldades da vida espiritual não devem desanimar-nos,
mesmo quando não conseguimos superá-las. Deus não nos exige o êxito, mas que
renovemos continuamente os nossos esforços, ainda que não lhes vejamos os
resultados. «A seu tempo», isto é, quando Deus quiser e do modo que Lhe
agradar, colheremos os frutos com a condição, porém, de «não desfalecermos».
2 – No Evangelho (Lc. 7, 11-16) o conceito Jesus
nossa vida é ainda mais claro. O Mestre encontra-Se com o triste cortejo que
acompanha um jovem à sepultura; a sua mãe soluça junto dele e «o Senhor movido
de compaixão para com ela, disse-lhe: ‘Não chores’». Depois «aproximou-se e
tocou no esquife. Então disse: ‘Jovem, eu te digo, levanta-te!...’ e entregou-o
a sua mãe». Jesus é o Salvador que tem compaixão das nossas misérias e que usa
da Sua onipotência divina para as aliviar; hoje vemo-lO operar um milagre para
consolar uma mãe viúva, restituindo-lhe, cheio de vida, o filho já morto. É um
rasgo da delicadeza do Seu amor por nós; mas quantos outros não brotaram do Seu
coração, talvez menos visíveis, mas não menos amorosos e vivificantes!
«Encontramos no Evangelho três mortos ressuscitados visivelmente pelo Senhor –
comenta Santo Agostinho – mas Ele ressuscitou milhares de mortos invisíveis.»
Escrevendo estas palavras, o Santo devia recordar-se com reconhecimento
inefável do milagre imensamente maior que Jesus tinha realizado em seu favor,
fazendo-o ressuscitar da morte do pecado.
Sto. Agostinho, como tantos outros santos, é um
ressuscitado. Se os santos que viveram na inocência exercem sobre nós uma
grande fascinação, os ressuscitados do pecado têm ainda maior poder para nos
encorajar na luta. Se vencer o orgulho, a sensualidade e todas as outras
paixões é duro para nós, não o foi menos para eles; também eles conheceram as
nossas tentações, as nossas lutas, as nossas quedas; e se ressuscitaram, por
que não poderemos nós também ressuscitar?
Nem sempre – graças a Deus – se trata de ter que
ressuscitar do pecado grave, mas temos sempre de ressuscitar de pequeninas
infidelidades diárias que, se não forem reparadas, pouco a pouco enfraquecem o
fervor da vida espiritual. Neste sentido, todos os dias e a todas as horas temos
necessidade de ressuscitar; no entanto, muitas vezes não temos força para isso.
Mas se invocarmos Jesus, nossa vida, Ele nos tocará com a Sua graça, como tocou
com a Sua mão o ataúde do jovem de Naim, derramará em nós novo vigor e voltará
a pôr-nos, cheios de coragem, no caminho da perfeição. A ressurreição do jovem
foi obtida pelas lágrimas da sua mãe; que a nossa seja impetrada, cada dia,
pelas lágrimas do nosso coração, pela compunção, pela humildade, pela
confiança.
MADALENA,
Padre Gabriel de Santa Maria. Intimidade Divina. 2. ed.
Porto:
Edições Carmelitanas, 1967, p. 1133-1135.

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